<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090</id><updated>2012-02-16T09:01:33.612+01:00</updated><category term='democracia'/><category term='corrupção'/><category term='CGD'/><category term='tecnologia da informação'/><category term='Lurdinhas'/><category term='Ministro saúde parlamento urgência maternidade'/><category term='Olímpicos'/><category term='Vale de Azevedo'/><category term='Torcato Sepúlveda'/><category term='subsídio de reintegração'/><category term='Madeira Jardim Cavaco'/><category term='homossexual'/><category term='educação MINED'/><category term='PSD lider'/><category term='Igreja divórcio'/><category term='Educação'/><category term='Sucesso escola abandono'/><category term='Mira Amaral'/><category term='Solnado'/><category term='emprego criação Sócrates'/><category term='casamento'/><category term='greve função pública'/><category term='divórcio igreja'/><category term='futebol'/><category term='António Borges'/><category term='acordo'/><category term='Sócrates elogio'/><category term='Fisco segredo privacidade'/><category term='Ingenhêro; Mário Soares'/><category term='Ota Alcochete aeroporto'/><category term='independência Madeira autonomia'/><category term='Santos Silva fascista'/><category term='referendo deputado assembleia parlamento'/><category term='fumo tabaco ASAE'/><category term='Lucas Pires'/><category term='Choque tecnológico'/><category term='Caracas; tabaco'/><category term='ASAE parlamento corrupção negócios promiscuidade'/><category term='tradução espanhol'/><category term='regionalização'/><category term='Deputados'/><category term='Taliban Educação Lurdinhas'/><category term='ASAE Engenheiro Bota parlamento'/><category term='projecto assinatura engenharia Musharraf CAV'/><category term='Simone de Oliveira cancro mastectomia'/><category term='Segurança Polícia'/><title type='text'>O Bengalão</title><subtitle type='html'>O Bengalão está convencido de que, não sendo à bengalada que se resolvem os grandes problemas deste país em que floresce a abóbora e o Marcelo pensa, algumas bengaladas não fariam mal nenhum, antes pelo contrário. Será esta a modesta contribuição do Bengalão</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-62751618171140407</id><published>2009-08-24T21:42:00.000+02:00</published><updated>2009-08-24T21:43:15.061+02:00</updated><title type='text'>Subsídios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como te disse da última vez, caríssimo Leitor, O Bengalão entende que é justa uma compensação na reforma para os cidadãos que serviram a República. Assim, um cidadão que tivesse descontado 10 anos para o sistema de pensões no momento em que assumisse funções políticas e as exercesse durante 10 anos, teria, no fim do exercício, não 20 anos de desconto, mas 25. Para quem é licenciado pela Universidade Independente, O Bengalão explica: 10 anos de serviço mais dez anos de serviço são vinte anos de serviço. Como estes últimos seriam majorados em 50%, ou seja, 5 anos, o total é 25. A República pagaria assim generosamente ao seu dedicado servidor e atribuía-lhe a Comenda da Ordem de S. Bento.&lt;br /&gt;Já quanto ao subsídio de reintegração, O Bengalão tem algumas dúvidas. O Bengalão entende, Leitor, e acha mesmo muito bem que o Senhor A, carpinteiro da construção civil, eleito para os fofos e poeirentos cadeirões da Catedral da Democracia, seja ajudado, no fim do seu mandato, a reorientar a sua vida, até porque isto de pôr anúncios no Correio da Manhã sai carote. Por outro lado, alguns patrões, as camadas mais reaccionárias da classe patronal, como diria o Geronimo, podem não considerar que um curriculum que inclua uma passagem pelo Palácio das Araras seja um sinal de probidade ou de especial apego ao trabalho. Merece assim o Senhor Comendador que o Estado o ajude na sua reintegração.&lt;br /&gt;Mas, quando se trata de um funcionário público, que era, por exemplo, agente de higiene pública e que, no dia seguinte ao fim do seu mandato, regressa ao seu lugar, sem ter de pôr anúncios ou de se inscrever no Centro de desemprego, O Bengalão não vê nem a necessidade nem a justificação do subsídio. Como as não vê nos casos em que um cidadão abandona um cargo público para pedir o merecidíssimo descanso que vem com a pensão de reforma.&lt;br /&gt;Quer O Bengalão dizer na sua que o subsídio de reintegração não é um pagamento em espécie de serviços prestados à Pátria (nem a probidade e o patriotismo dos Senhores Deputados, Ministros, Autarcas e outros efémeros depositários da nossa soberania aceitariam tal aleivosia). O subsídio de reintegração é, como o rendimento mínimo e o complemento para idosos, uma subvenção social e como tal deve ser tratado. Como sabem os que estudam estas coisas, cada caso é um caso. (Estás a ver, Leitor, como O Bengalão também é capaz de escrever um politiquês?). É por isso que O Bengalão apresenta a seguinte proposta:&lt;br /&gt;Qualquer titular de cargo público que, findas as suas funções, reclamasse, por ter chegado à idade da reforma ou por uma junta médica o ter declarado incapaz de trabalhar, fosse reformado e não tivesse, portanto, qualquer subsídio de reintegração.&lt;br /&gt;Qualquer titular de cargo público que, findas as suas funções, regressasse à função pública, fosse, para efeitos de remuneração, promovido uma vez por cada 5 anos de ausência, sem poder, como é natural, ultrapassar o topo da carreira, e não tivesse, portanto, subsídio de reintegração.&lt;br /&gt;Para ajudar os casos sociais, propõe O Bengalão a constituição do IAPD (Instituto de Assistência ao Político Desvalido), devidamente dotado de psicólogos e assistentes sociais, que promovesse a reintegração de Suas Excelências na vida activa. Essa ajuda podia, nos casos em que isso se justificasse, ser de carácter financeiro.&lt;br /&gt;Por outro lado, tem-se verificado que, muitas vezes, cidadãos sem qualquer competência reconhecida, banais, cinzentos, sem experiência de vida, se transformam, ao fim de meia dúzia de anos de exercício de funções públicas, em indivíduos dotados de qualidades extremas que os tornam escolhas inquestionáveis para altas funções de gestão. Longe d’O Bengalão pôr em causa a justeza de algumas escolhas, recentes e menos recentes. O que isto prova, caro Leitor, é que o exercício de funções públicas é uma excelente escola de formação profissional, capaz de transformar, em pouco tempo, um empregado de balcão num administrador de um banco. Ora a formação profissional paga-se. O Bengalão acha que, no início do exercício de um cargo público, deve o cidadão fazer prova dos rendimentos que declarou nos últimos cinco anos. No fim do mandato, feita a correspondente correcção monetária, sabe-se quanto ganharia se não tivesse estado em formação. E, nos cinco anos seguintes, entregaria ao Estado metade da diferença, a título de pagamento pela formação recebida. Com este dinheiro se financiaria o Fundo de Maneio do IAPD, a que o Estado poderia, aliás, recorrer em caso de crise ou necessidades orçamentais imprevistas, como despudoradamente faz há décadas com a Segurança Social.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-62751618171140407?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/62751618171140407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=62751618171140407' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/62751618171140407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/62751618171140407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2009/08/subsidios.html' title='Subsídios'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-722963272375396388</id><published>2009-08-10T21:22:00.006+02:00</published><updated>2009-08-19T10:41:44.637+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deputados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='subsídio de reintegração'/><title type='text'>Subsídios, reformas e outras alcavalas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bengalão, que já muitas vezes ouviu muitos bufarinheiros da política, que são capazes de dizer a maior enormidade, desde que lhes possa garantir um votito, não estranhou que alguns, do Bloco ao CDS, passando pelo PSD (!), critiquem a inclusão nas listas da Contabilista de pessoas que, tendo já recebido um subsídio de reintegração quando deixaram de ser deputados, sejam agora de novo candidatos, não se sabe bem se a deputados se ao subsídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendamo-nos, Leitor. O Bengalão não tem nada a opôr a que os titulartes de orgãos públicos sejam bem pagos. O Bengalão gosta de pagar bem a quem o serve, não por ser uma pessoa muito generosa, uma espécie de S. Martinho redivivo, mas porque gosta de ser servido por pessoas competentes. E sabe que um dos maiores crimes que há décadas se está a cometer em Portugal é precisamente o facto de a maioria dos empresários portugueses, tacanhos, ignorantes, boçais, incompetentes, não pagarem bem aos jovens talentos que para eles trabalham, fazendo com que eles emigrem em cada vez maior número, conseguindo assim ganhar a sua vida e empobrecendo-nos a todos. O Bengalão quer que os seus serviçais de S- Bento e do Terreiro do Paço ganhem bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também lhe não repugna nada que o tempo que estejam na AR conte para uma reforma especial. Se quem serviu a Pátria numa guerra tem (e muito bem) um bonus na contagem do tempo da reforma, também o deve ter quem a serviu de outra maneira, porventura menos perigosa, concerteza um tudo nada mais cómoda, toda de sofás de couro e balão de Glenfiddish na mão (todos os deputados portugueses estão convencidos (brassic devils, com diria  o Ingenhêro se tivesse aprendido o seu Inglês em Glasgow e não algures, entre o seu Ministério e o Campo Grande) de que o Glenfiddish é o melhor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cratur&lt;/span&gt; que existe no Mundo e de que, benza-os Latis que, como sabem todos os que têm uma quarta classe bem feita, é a Deusa céltica responsável pela água, se deve beber (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;horribile visu&lt;/span&gt;) num balão, em vez de num copo de provador semelhante aos do vinho do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bengalão adverte desde já que não tem pela Pátria nem a devoção interesseira do Senhor Portas nem a basbaquice babada e bacoca do Senhor Bragança (confessa, Leitor, que, não sendo esta uma das mais belas frases d'O Bengalão, não é muito fácil produzir aliterações em B). Mas prefere que alguns estejam dispostos a correr grandes riscos por todos nós, se a tal forem chamados. Tem, assim, pelas mulheres e pelos homens das Forças Armadas uma admiração muito grande). Voltemos, no entanto, o que aqui nos trouxe. O Bengalão acha que o tempo passado em cargos públicos, na Presidência da República, nos Governos, nas Assembleias, nas Autarquias, devia ser majorado, contando, por exemplo, com um bónus generoso de 25% e ser acrescentado ao tempo que cnta para a reforma normal do cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendamo-nos com um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bengalão tem os seus descontos em dia, há-de ter uma reforma, se as Parcas não o entenderem de outra maneira (As Parcas, Ingenhêro, não são as Finanças Públicas, como te disse o teu Ministro das ditas, que é um brincalhão. Se a tua Alma Mater não fosse a Independente, ou , com mais propriedade, a tua Alma Matrasta, sabias o que são. Olha, telefona ao Manuel Alegre. Agora que já sabe que não é para o convidares para deputado, atende-te o telefone, em vez de deixar aquela mensagem cava e rotunda (não, Ingenhêro, não estou a falar nem do que bebeste em Barcelona nem de Viseu):  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não posso atender. Fui de férias. Para a Argélia. &lt;/span&gt;Se ele estiver bem disposto, diz-te, O Bengalão, então, espera obter, graças ao seu esforço contributivo, que é aquilo que em Português se chama descontos, e à solidariedade dos seus Concidadãos, uma pensão. Se O Bengalão tivesse sido, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;perish the thought&lt;/span&gt;, deputado durante oito anos, O Bengalão acha justo que esses oito fossem majorados em 25% e contassem, assim, por dez, a integrar no esquema de pensões que O Bengalão tinha antes de ir para lá. O que O Bengalão não entende é este regabofe em que os oito anos contam como uma pensão completa e complementar (o meu saudoso Dr. Pechincha não deixaria de me chamar a atenção para a cacofonia). Até porque o deputado, eleito pela primeira vez, passa a ter um comportameno cuja finalidade única é ser reeleito, para abichar, e, portanto, pauta tudo o que diz, o que cala, o que faz e o que não faz a por uma só cartilha: a fidelidade sabuja e abjecta ao Querido Lider. Ora não é para isto que O Bengalão lhe paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo episódio, O Bengalão falar-te-á do subsídio de reintegração, com uma proposta concreta, para que ninguém diga, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Unrechtigkeit der Unrechtigkeiten&lt;/span&gt;, em Alemão macarrónico em honra do melhor penteado do Parlamento Europeu, Vital Moreira, que alguma qualidade há-de ter, porque é beirão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-722963272375396388?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/722963272375396388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=722963272375396388' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/722963272375396388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/722963272375396388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2009/08/subsidios-reformas-e-outras-alcavalas.html' title='Subsídios, reformas e outras alcavalas'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8617092396554418504</id><published>2009-08-09T13:23:00.000+02:00</published><updated>2009-08-09T13:24:35.709+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solnado'/><title type='text'>Raul Solnado</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Morreu Raul Solnado. O Ingenhêro declarou: &lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_txtTextos"&gt;[Raul Solnado foi] "...um artista ímpar, um cidadão exemplar e um dos grandes vultos da cultura portuguesa."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_txtTextos"&gt;Pobre Raul. Não merecias isto. Depois de uma vida como a tua, não merecias que um burocrata qualquer escrevesse, à atenção do Sua Excelência o Primeiro Ministro, um chorrilho de banalidades que te insulta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_txtTextos"&gt;Quando puderes, manda-me notícias do país dos poetas. Ainda havemos de nos rir muito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8617092396554418504?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8617092396554418504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8617092396554418504' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8617092396554418504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8617092396554418504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2009/08/raul-solnado.html' title='Raul Solnado'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-7075005882393921766</id><published>2009-03-15T12:17:00.009+01:00</published><updated>2009-03-31T16:58:12.275+02:00</updated><title type='text'>Irlanda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bengalão tem estado à espera. Desde que começou a crise que O Bengalão tem estado à espera. Como um predador à espera da presa. Mas, Leitor, em tempo de crise, todos temos o dever de nos concentrarmos no essencial. Mesmo O Bengalão, apesar da da sua proverbial verborreia. Está o Leitor a pensar que nenhum predador passa 2 meses e tal à espera de que passe presa ao alcance do dente, parado, totalmente entregue à vontade de um deus qualquer (e agora, espantem-se gentes, O Bengalão vai citar, entre todos os possíveis citáveis, João Paulo II), "totus tuus", quer dizer, ou me dás de comer ou morro, vê, Senhor, aonde vai a minha fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora O Bengalão não tem culpa de que o Leitor, entre os milhares de Universidades que iluminam, com a sua sapiência, as plagas lusitanas, tenha escolhido para alma mater (alma mater quer dizer, mais ou menos em Inglês, "Instituição que, à custa de muito esforço, do pagamento de algum dinheiro pouco claro, e de algumas cunhas bem colocadas, conseguiu ensinar-me a fazer contas (menos as de dividir) e a ler os títulos do Correio da Manhã") exactamente a Universidade Independente, cujos alunos são os únicos a não conhecer a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bitis Gabonica&lt;/span&gt;. Ora, como sabe quem fez a quarta classe bem feita, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bitis Gabonica&lt;/span&gt; é conhecida, em vernáculo, por víbora do Gabão e é a maior víbora do planeta, depois de alguns senhores venenosos que representam, em África, os interesses da BP, da Total, da Galp, da Shell, e de comerciantes de outros produtos particularmente apreciados, incluindo os escravos e o café. Estes representantes são habitualmente conhecidos pela alcunha "Presidente da República".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntarás, Leitor, o que tem a simpática víbora a ver com O Bengalão? O Bengalão tem mordido no Ingenhêro e ele lá continua, vivo e são. Fosse O Bengalão a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bitis&lt;/span&gt; e era um ar que lhe dava, funeral nacional, doutoramento póstumo honoris causa e salva de nove tiros no Panteão de Alcochete, para alguma coisa havia de servir o Freeport. O que tem a víbora com isto, então? Tu, Leitor, que já perdeste poupanças e reforma, não percas também a paciência. Como a crise vai mostrar, a paciência é uma virtude cada vez mais necessária. Dantes, antes do Velho tropeçar na Cadeira, havia muitos pobres que batiam às portas a pedir. Dava-se esmola a uns, a outros não, dizendo-se a estes: "Hoje não pode ser...Tenha paciência..." E O Bengalão não se espantaria nada se, nestes tempos de governação socialista e modernaça, em que a caridade, que horror, seria uma forma intolerável de distribuição da riqueza, fosse criada, na dependência directa do Primeiro-Ministro, a Secretaria de Estado da Paciência, sob a responsabilidade de António Guterres, do Padre Melícias, ou de Teresa Costa Macedo, encarregada de dizer, em não mais de meia hora, "Tenha paciência" com elegância e comiseração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, voltando à víbora, além do seu tamanho descomunal, da sua rapidez fulminante e do seu veneno digno de um Marcello, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;outra coisa faz &lt;/span&gt;a Bitis &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de mor espanto&lt;/span&gt;, como diria o Vate (Não, Ingenhêro, vate não é um verbo e não é normalmente seguido de um palavrão, pergunta à Estrelinha que te guia, ela sabe). A víbora do Gabão, espantem-se, gentes, depois de comer como uma abadessa e de se meter numa cova funda, é capaz de fazer uma sesta que pode durar mais de dois anos. Dois anos, Leitor. Dois anos a aboborar, Senhores Abades. Dois anos a dormir, Senhores Deputados. E não se limita à sesta a habilidade da cobra. Longe disso. A dormir, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bitis&lt;/span&gt; reduz ao mínimo o seu metabolismo, a sua temperatura matem-se baixa, a frequência cardíaca é tão baixa que mal se nota. Mas basta que lá fora, a 10 metros da víbora, passe um rato ou outra criatura a que goste de chamar um figo, para ela acordar, saír, quase por desfastio, da sua letargia e, ala que se faz tarde e o almoço está na mesa, saltar sobre a presa e engoli-la. Para entenderes bem, Leitor, é como o Santana. Venenoso e lépido, salta sobre qualquer pedacinho de poder que lhe passe perto do dente. Foi Presidente da Câmara de Lisboa e fez os Lisboetas deixarem de se preocupar com os buraquitos dos passeios e das ruas, tal o tamanho do buracão financeiro em que meteu a cidade. Foi Primeiro-Ministro, acorda, Sebastião José, vem ver o que fizeram do teu cargo, e ainda hoje retinem, por essa Europa fora, as gargalhadas e o espanto. Com o bucho cheio do seu petisco preferido, o poder, assim mesmo, sangrento e cru, meteu-se no buraco, a aboborar. Também lhe deram uns empregozitos em Empresas Públicas, quer dizer, Leitor, deste-lhe tu mais umas avencitas e uns salariozecos, para ele palitar os dentes. Estava ele, letárgico e gordo, no seu buraco de S. Bento, passou-lhe perto uma liderança parlamentar. E zás, levanta-te, Santana, papou-a. E pejo não teve em regurgitá-la, para fazer lugar a quê, Leitor? À Câmara de Lisboa. É o ciclo vital o Santana. Que deve, aliás, ser urgentemente incluido entre os programas do Magalhães, depois de devidamente revisto pela Estrelhinha que guia o Ingenhêro, para ensinamento e elevação das gerações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarás talvez, Caríssimo Leitor, a perguntar-te: Mas que tem isto a ver com a Irlanda? Na Irlanda nem há cobras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a ligação é evidente. Disse-te O Bengalão, no início deste texto, que tem estado à espera, como a víbora, com a paciência de um predador. Não te disse O Bengalão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de que &lt;/span&gt;tem estado à espera. Pois O Bengalão tem estado à espera da Irlanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, Leitor. Não invadiram O Bengalão súbitas saudades da Calçada dos Gigantes, ou das harpas dos pubs de Cork, ou de uns certos olhos verdes que viu uma vez, de passagem, em Dublin, ou do mar, do mar da Irlanda, do mar que parece ter sido inventado para dar sentido ao verde da terra, ou da compota de laranjas feita num certo convento da costa Oeste, ou das ostras fumadas do porto de Dublin, ou de tudo o resto que faz d'O Bengalão um apaixonado da Ilha de Esmeralda. Não, Leitor. O Bengalão, que é um sentimental, está sempre cheio de saudades. Saudades de terras e de pessoas. Às vezes, chega a ter saudades das pessoas com quem está. Chega mesmo, aprecia, Leitor, porque é raro que O Bengalão fale de si, a ter saudades de pessoas que não conhece e de terras a que nunca foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-se o caso de, há uns meses, antes da falência do Lehmann Brothers, a Irlanda ser citada a torto e a direito. O Ingenhêro falava da Irlanda como se bebesse Guiness desde pequenino. A Contabilista era tu cá tu lá com a Irlanda, do género, o Governo faria melhor se, em vez de...(seja o que for), resolvesse os problemas dos Portugueses. Pusesse o Governo os olhos na Irlanda e tudo correria melhor. O Senhor Presidente da República, ele próprio, não deixava de citar a Irlanda quando falava de sociedade do conhecimento e dos serviços. Os jornalistas, comentadores, professores de Economia, falavam da Irlanda três vezes em cada frase. Em quase todos os debates na TV, todas as frases começavam "Na Irlanda, por exemplo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora O Bengalão que, ao contrário de muitos dos que falavam sobre a Irlanda, conhece a Irlanda, desde o início, como diria Boyle Roche, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;smelled a rat&lt;/span&gt;. O Bengalão sabia que era verdade que a Irlanda, ao contrário de Portugal, tinha aproveitado o dinheiro da Europa para fazer sistematicamente formação profissional. Na Irlanda, o Fundo Social Europeu não foi o regabofe a que assistimos aqui. Na Irlanda, não terá havido casos como o daquela Câmara Municipal de Trás-os-Montes que organizou um curso de formação profissional de pescadores, no tempo de um primeiro-ministro de cujo nome O Bengalão agora não se lembra, era Aníbal qualquer coisa, a memória d'O Bengalão já não é o que era. O Bengalão sabe que, na Irlanda, não se gastou dinheiro da Europa a fazer IP's que duraram menos de dez anos, porque foi necessário depois fazer-lhes autoestradas por cima. O Bengalão sabe tudo isto muito bem. Mas também sabe que, em grande parte, o desenvolvimento da Irlanda se deveu à vontade de Clinton, que quis ficar na história como tendo resolvido a questão da Irlanda do Norte e, portanto, incentivou os americanos de origem irlandesa a investirem muito dinheiro na ilha; e que, em grande parte, o desenvolvimento da Irlanda se deveu à necessidade que os produtores americanos de computadores, principalmente a Dell, sentiram, pela legislação proteccionista que existia na Europa nessa altura, de um país europeu de língua inglesa para produzirem os seus computadores "europeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bengalão sabe isto. Assim sendo, O Bengalão nunca fez da Irlanda um exemplo. Deve ter sido o único. Por isso O Bengalão esteve à espera. À espera de que agora, que a economia irlandesa foi pelo Liffey abaixo (o Liffey é o rio de Dublin, Ingenhêro), todos estes senhores, os ministros, os deputados, o Ingenhêro, a Contabilista, o Paulinho, os economistas, os jornalistas, os comentadores falassem agora da Irlanda. E nos explicassem o que correu mal. Mas não. Estão, como se diz na Irlanda, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mute as a salmon&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o seu silêncio é gritante. Pelo menos sabemos agora onde estaríamos se tivéssemos seguido os seus conselhos, ou se eles tivessem querido ou sabido levar-nos para onde diziam que devíamos ir. Pelo menos um deles sabe umas coisas de economia. Camilo Lourenço, um dos grandes comentadores portugueses de Economia, que, ainda há uns meses, tinha mais vezes a Irlanda na boca do que os Irlandeses têm a Guiness, acaba de publicar um livro com o sugestivo título: &lt;em&gt;&lt;em&gt;Como esticar o salário e encurtar o mês. &lt;/em&gt;&lt;/em&gt;O livro tem sido um enorme sucesso editorial. O que mostra que o Camilo Lourenço pode não nos explicar como e por que andou tantos anos enganado, mas saber de economia, sabe. Olá se sabe.&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-7075005882393921766?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/7075005882393921766/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=7075005882393921766' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7075005882393921766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7075005882393921766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2009/03/irlanda.html' title='Irlanda'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-1835739778939068169</id><published>2009-01-04T20:29:00.003+01:00</published><updated>2009-01-04T21:16:58.180+01:00</updated><title type='text'>Natal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bengalão, que anda sempre ao contrário da corrente, foi passar a noite de Natal à mais improvável de todas as terras: foi consoar a Lisboa. E, como é seu hábito quando vai à Capital, fez a sua "peregrinationem ad loca dilecta". Foi às livrarias do Chiado, aos discos da FNAC, visitou as montras das pastelarias, comeu castanhas, desceu a Rua Augusta e foi ao Terreiro do Paço a ver se as naus já tinham regressado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Terreiro do Paço, esperava-o um espectáculo indecoroso: as tradicionais iluminações de Natal tinham sido substituidas por cerca de duas dezenas de bolas gigantes, iluminadas a azul, que serviam de propaganda à TMN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendamo-nos, Leitor. O Bengalão não tem pelo Natal um respeito religioso. O Bengalão prefere a luta pela liberdade de expressão à luta contra a blasfémia, que não sabe bem o que seja. O Bengalão conhece Jesus, mas o Jesus d'O Bengalão não terá nascido a 24 de Dezembro, nem foi aquecido por uma vaca e um burro, porque o bom S. Francisco, no tempo em que vive o Jesus d'O Bengalão, ainda não inventou a piedosa mentira do presépio, nem é filho de uma virgem, porque ainda não foi cometido o Concílio de Niceia, nem tem o título de Christos, porque Paulo, o duríssimo Paulo, ainda não partiu para Damasco. O Jesus d'O Bengalão é muito mais parecido com o Doce Rabi de Eça de Queiroz e os seus Suaves Milagres são muito mais suaves do que milagres. O Jesus d'O Bengalão, se entrasse na Rua Augusta, mais depressa sorriria à mulher das  castanhas do que ao azul frenético das luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, assim, qualquer sentimento de indignação religiosa que anima O Bengalão. Mesmo que a TMN declarasse, alto e bom som, que o anúncio de Gabriel a Maria, tinha sido enviado, ave maria xeia d graça, por SMS, usando os serviços da TMN, O Bengalão dormiria tranquilo, e acha mesmo que Jesus, o doce Jesus, o mesmo que nasceu na manjedoura, havia de se iluminar num sorriso tímido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta decoração causa a'O Bengalão uma dúvida e uma perplexidade. Pensa O Bengalão que a Câmara Municipal de Lisboa está a talvez a exagerar, depois da Praça das Flores e da Avenida da Liberdade, nas vezes em que aceita reservar para uso privado aquilo que é essencialmente público: a rua. E não se diga que a Câmara foi devidamente compensada, e através dela, os munícipes. Seguindo esse princípio, qualquer dia a estátua do Marquês será coberta de anúncios a um detergente, a de Camões dos de um oculista e entrar-se-á no cemitério do Alto de S. João por entre alas de cartazes com reclames de floristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perplexidade tem a ver com a reacção, ou melhor, a não reacção, da Igreja Católica, Apostólica e Romana. Os Senhores Bispos, sempre tão lépidos a recordar a'O Bengalão os ditames da sua moral gorda, e a censurar qualquer filme, qualquer livro, qualquer imagem em que se entreveja um seio ou se fale com menos reverência daquilo em que acreditam, agora calam-se. E O Bengalão não consegue deixar de se interrogar sobre se Suas Excelências Reverendíssimas não terão contrato com a TMN.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-1835739778939068169?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/1835739778939068169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=1835739778939068169' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1835739778939068169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1835739778939068169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2009/01/natal.html' title='Natal'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-5822305389433340731</id><published>2008-12-24T10:36:00.003+01:00</published><updated>2008-12-24T12:10:13.915+01:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há já muito tempo que O Bengalão não didtribui os seus golpes secos e certeiros. Se pensas, Leitor, que isso se deve a falta de tema ou a preguiça, desengana-te. O Bengalão confessa, com uma candura próxima da desfaçatez, que cultiva com engenho a sublime arte de nada fazer, mãe da Filosofia e da Ciência, ou seja, em palavras que um Licenciado pela Universidade Independente possa entender, O Bengalão é um preguiçosão. (A rima interna é de mau gosto, é certo, mas é propositada. Pode ser que, neste País em que governa o Ingenhêro, floresce a abóbora e o Marcello pensa, a Universidade Independente ressuscite, crie uma Cátedra de Estética para o José Carlos Malato e O Bengalão não gostaria de que lhe faltassem fnos exemplos). O Bengalão é, assim, um preguiçoso. Mas sabe que o verdadeiro preguiçoso trabalha, sob pena de, assoberbado pela reprovação social, não gozar nem metade dos refrigérios em que a preguiça é pródiga. O verdadeiro cultor da sublime arte de nada fazer sabe que não trabalhar dá muito trabalho. Por isso faz tudo o que for necessário para não ter que trabalhar. Por exemplo, escreve blogs. Não foi então por preguiça que O Bengalão pousou a caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, não faltaram lombos a merecer umas bengaladas bem dadas. O problema é que, entre a indignação que pode erguer a bengala (e a caneta) deste escriba, e o humor  que O Bengalão acredita (vanitas, vanitatum) que consegue destilar, há um delicado equilíbrio sem o qual não surdem as bengaladas. Sem a necessária indignação, seria gratuito o humor. Sendo a indignação demasiada, o humor parece deslocado. E O Bengalão, como se diz na Beira a propósito de coisas mais terreais e muito mais importantes, não alcança. A mão aproxima-se do papel e nada. Como diria o Ingenhêro se soubesse italiano ou sequer tivesse lido "Os Lusíadas", ao menos o Canto IX, Ingenhêro, ao menos o Canto IX, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tra la spica e la man' qual muro è messo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários amigos têm dito a'O Bengalão que é uma vergonha, que devia escrever, que o Mundo não é o mesmo sem a Luz d'O Bengalão (aprende, Leitor, como a Lisonja é viscosa). A tudo O Bengalão foi insensível. Até que uma pessoa a quem O Bengalão não sabe recusar nada, lhe perguntou, mais com os doces olhos do que com a voz dulcíssima, 'então e agora como é que eu sei o que acontece no mundo?' E cá está de novo O Bengalão, quem sabe se para corresponder, com amor e amizade sinceros, a quem lho merece, ou para dar abasto a uma vaidade sabiamente acordada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordado O Bengalão, leu, num canto do Público, a seguinte notícia: Em Viseu, o Ministério da Educação ou alguém por ele mandou fazer um inquérito aos Professores. O inquérito tinha uma pergunta com três respostas possíveis, aquilo a que erradamente se chama &lt;span style="font-style: italic;"&gt;escolha múltipla&lt;/span&gt;, porque a escolha é só uma, múltiplas são as opções, e destinava-se a  determinar por que método os Professores queriam ser avaliados. As opções eram as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) pelo método decidido pelo Ministério da Educação&lt;br /&gt;b) por outro método&lt;br /&gt;c) por método nenhum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de prever, e só não o previu o imbecil que elaborou o inquérito, 100% dos Professores escolheram a opção b). O que fez a misteriosa autoridade? Retirou o inquérito, como as crianças espalham as cartas quando estão a perder ao jogar a bisca com o avô, vamos a outro, sim, avô, que este não valeu?, puxou pelo bestunto, e apresentou-o de novo aos Professores, expurgado da opção b). Simples, não é? O próprio Mugabe não faria melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anecdote&lt;/span&gt;, como diria o Ingenhêro se falasse Francês, ilustra um dos males de que sofre a Educação em Portugal. A Lurdinhas propala aos quatro ventos que a sua reforma serve para, valorizando o mérito, melhorar a Escola Pública. Mas o que faz não é valorizar o mérito. Depois da reforma, nenhum Professor, mesmo com quatro ou cinco Óscares (Meu Deus, ao que isto chegou), chegará mais longe na carreira do que chegaria sem ela. O que acontecerá é que muitos Professores não chegarão lá. Ou seja, não se trata de valorizar o mérito, como diz a propaganda oficial, mas de penalizar o demérito. Segue-se que o sistema de avaliação procura determinar defeitos e não salientar virtudes. Padece assim de um erro grave que, nas boas Escolas de formação de Professores, se ensina a evitar logo no primeiro ano: é uma avaliação não formativa. O Bengalão sabe que muitos Professores, como muitos Médicos, como muitos Juízes, como muitos Canalizadores, não querem ser avaliados. Uma parte da culpa disso é de quem, confortavelmente instalado nas suas certezas científicas, deixou que proliferassem como fungos Escolas Superiores de Educação que nem são Escolas, muito menos Superiores e que julgam ensinar Educação porque todos os caloiros aprendem, a custo, a dizer bom dia ao Senhor Arnaldo, que corajosamente guarda o portão da entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Lurdinhas quisesse, como diz, compensar o mérito, em vez de destruir a carreira dos Professores, criava uma nova categoria salarial para os Professores que os seus pares considerassem merecedores de um prémio de excelência, limitando obviamente o número daqueles que a ele poderiam aceder. Se a Lurdinhas quisesse, como diz, compensar o mérito, encerrava uma boa parte das "escolas" que formam "professores" (arrostando, corajosa, com a ira dos autarcas respectivos). Se a Lurdinhas quisesse, como diz, compensar o mérito, pagava decentemente aos Professores, e pagava um suplemento aos membros dos Conselhos Pedagógico e Directivo. Se a Lurdinhas quisesse como diz, compensar o mérito, escolhia, entre os Professores que mais se tivessem distinguido no exercício de funções de direcção nas suas Escolas, os Directores Regionais de Educação, em vez de nomear para esses cargos o autor das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inquirições Viseenses&lt;/span&gt;, ou a Comissária Política que dirige a DREN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos, no Uganda, junto à nascente do Nilo, um grupo de europeus olhava com espanto aquela massa enorme de água, que, de tão forte, parece que conseguirá chegar ao Egipto, sob o olhar paciente e digno de três homens impávidos. Daí a aproximarmo-nos todos deles foi um passo. Ninguém sabia o que dizer até que o que estava do lado direito disse, apontando para o do meio: "O Chefe, se quisesse, atravessava o lago (É o Lago Vitória, Ingenhêro, onde voa a águia e o Benfica mete água) a pé". Como é inevitável, um de nós, jovem e ingénuo, perguntou: "Então por que não atravessa?" O nosso interlocutor murmurou umas palavras ao ouvido do Chefe, que lhe respondeu no mesmo tom. E disse-nos: "O Chefe, se quisesse, atravessava o lago a pé. Mas o Chefe não quer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse a dignidade deste Chefe, a Lurdinhas seria como ele. A Lurdinhas, se quisesse, podia valorizar o mérito. Mas a Lurdinhas não quer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-5822305389433340731?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/5822305389433340731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=5822305389433340731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5822305389433340731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5822305389433340731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/12/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4536141475970102600</id><published>2008-09-25T17:20:00.002+02:00</published><updated>2008-09-25T17:26:51.883+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homossexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casamento'/><title type='text'>casamento de homossexuais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quase não se fala de outra coisa: querem uns que se permita o casamento entre homossexuais, defendem outros que isso seria uma violação intolerável dos princípios éticos da esmagadora maioria da população portuguesa. O Bengalão, que é um cínico, sabe bem por que é que a oposição quer discutir o assunto agora: aproximam-se as eleições e o Paulinho quer ir pelas feiras a dizer a quem o quer ouvir, ele até quer deixar casar as … (O Bengalão recusa-se a repetir a palavra que o Paulinho usará). A Contabilista, Morgada honorária, quer poder dizer, perante clarissas e carmelitas em delírio, com a lógica que aprendeu nas matemáticas gerais, que o casamento serve para a procriação e, assim sendo, para que querem eles, elas, casar?&lt;br /&gt;À esquerda, o que querem é poder dizer, vejam o Ingenhêro, esquerda aquilo, então não vê ele o que se passa na Espanha, em que os socialistas ainda o são, estes não, são de direita e devem ser combatidos. (É preciso dizer que o Geronimo, neste debate, se escondeu atrás dos Verdes, como o Herman José na rábula do National Geografic, escondido, mas com o rabo de fora, se, num debate destes, a expressão é permitida. O Ingenhêro, a única coisa que quer é que nada nem ninguém se lembre sequer de discutir a questão, como o Jô Soares, num programa de há uns anos, dizia, à saciedade: “Não me comprometa!” E vai de dizer que a questão não será discutida porque o PS não tem um mandato do eleitorado. Aplausos para o Ingenhêro! Desfraldem as flâmulas! Puxem o brilho às trombetas! Mandem já vir o … O PS não discutirá nada sem ter um mandato do eleitorado e, nos Passos Perdidos, corre, cada vez mais insistente, o boato de que o Ingenhêro, depois de se ter confessado ao Padre Melícias, vai promover a repetição do debate sobre o Tratado de Lisboa, para cuja ratificação não tinha mandato, este pelo contrário.&lt;br /&gt;Mas O Bengalão, caro Leitor, não foge à discussão. Vamos a ela, portanto. O primeiro ponto interessante é que ninguém põe em causa o casamento de homossexuais. O Bengalão conhece vários homossexuais que são, ou foram, casados e O próprio Bengalão, que casou, não se recorda de ter ouvido o senhor conservador perguntar-lhe se era homossexual. É certo que nesse dia (e em muitos mais dias) O Bengalão estava demasiado ocupado a olhar para a pessoa que estava ao seu lado para recordar, como se fosse o Magalhães, tudo aquilo que o representante do Estado disse. Mas não deu fé. Por outro lado, numa sociedade em que cada vez mais crianças nascem sem que os pais partilhem a vida no quadro de uma família, há cada vez mais mulheres que criam, cuidam, educam os filhos sem a participação dos pais. Algumas destas mulheres são homossexuais. Algumas delas vivem com pessoas do mesmo sexo, de uma maneira que ambas querem permanente. Ninguém defende, que O Bengalão saiba, que o Estado retire essas crianças da guarda dessas mulheres. Ora O Bengalão acha que o Estado, se pensasse que as crianças corriam algum risco, não deixaria de o fazer. Segue-se que o Estado não considera que venha ao mundo algum mal, ou que seja prejudicial para as crianças, que uma família possa ser constituída por duas mulheres, homossexuais, que exerçam o poder parental sobre uma ou mais crianças.&lt;br /&gt;O Bengalão interrompe para um esclarecimento que pode ser útil. O Bengalão não é homossexual. É casado, há 35 curtíssimos anos, com uma pessoa de sexo deliciosamente diferente do seu. Mesmo tendo ouvido dizer, e, em tese, não tendo argumentos para rejeitar a asserção, que toda a gente, incluindo O Bengalão, tem, mesmo que dormentes, tendências homossexuais, O Bengalão confessa que nunca sentiu o irreprimível desejo de cobrir de beijos o Nelson Évora nem, perante a profundidade de uns certos olhos castanhos, lhe apeteceu pousar a mão marota numa coxa cabeluda. Ce n’est pas trop tard, como diria o Ingenhêro se tivesse tido uma educação esmerada, mas, mesmo assim, enquanto o pai vai e vem, folgam as costas.&lt;br /&gt;Finda a interrupção, e definido O Bengalão como parte não interessada do problema, pensemos: o que é o casamento? Um sacramento? O acto básico da sociedade humana? Um passo essencial para a procriação digna? Uma convenção? Um contrato? A resposta parece simples a’O Bengalão. O casamento é isto tudo. E muito mais. Às vezes, o casamento é isto tudo ao mesmo tempo, às vezes apenas uma destas coisas. Mas pretender, num país em que, arriscar-se-ia O Bengalão a afirmar, mais de 50% das quecas são dadas fora do matrimónio, em que uma parte significativa dos filhos vive só com o pai, ou só com a mãe, ou com qualquer dos dois mais um número indeterminado de tias, tios e ofícios correlativos, só o casamento como Diós manda, como diria o Dr. Mário Soares se soubesse falar Castelhano é que deve ser reconhecido pelo Estado é tapar o Sol com a peneira. O Estado não tem nada com a qualidade que eu atribuo ao meu casamento. Se eu acho que é um sacramento, é um sacramento. Se eu acho que não devo ter filhos fora dele, não os tenho. Se eu acho que devo casar por amor, pois que case. Se quiser casar porque me convém, benvindo à equipa dos casados. O Estado é que não tem nada com isso. Cumpre ao Estado, apenas, defender aqueles que são frágeis (não permitindo o casamento de menores, por exemplo), ou não permitir o tratamento indigno de uma das partes (proibindo, por agora, a poligamia, por exemplo). Mas não me diga ao Estado o que devo fazer com a minha vida privada. O Estado quer promover, por razões que são as suas, o casamento? Pois que o faça, garantindo privilégios a quem deu esse passo. Mas é o cidadão, e não o Estado, quem deve decidir com quem partilha a sua vida, a sua cama (ou o chão da cozinha, ou a mesa da sala de jantar) e as suas fazendas. Se o cidadão decidir comunicar ao Estado: “Excelentíssimo Senhor Estado: Comunico a V. Excia que, a partir de tantos de tal, às tantas horas, partilharei a minha vida com…, livre, maior de idade na posse das suas faculdades. Segue-se a assinatura dos dois, das duas, dela e dele, ou seja lá o que for”.  Que tem O Bengalão com isso? E pronto, ei-los casados. O Estado que o registe. Se os nubentes quiserem fazer juras eternas, cerimónias religiosas ou cantar loas ao Grande Arquitecto do Universo (Não, Ingenhêro, não é o Tomás Taveira), é lá com eles.&lt;br /&gt;O Bengalão, homem civilizado que tem muitos e variados amigos, não vê diferença entre o casal que formam os seus amigos A. e B., ambos homens e casados segundo a Lei do país em que vivem, ou C. e D., ambos homens, que juntaram os trapinhos sem dizerem água vai, ou E. e F., mulher e homem, profundamente crentes, casados numa cerimónia para eles sagrada.&lt;br /&gt;E, francamente, o facto de, quando G., amigo d’O Bengalão, homossexual e já entradote, morrer, o seu companheiro de sempre, que dele dependeu economicamente para viver por razões que aqui não vêm ao caso, ficar na miséria, sem sequer ter metade da casa em que viveram, nem o usufruto dos móveis, nem uma pensão de viuvez não pode deixar de ser visto como uma pulhice.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4536141475970102600?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4536141475970102600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4536141475970102600' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4536141475970102600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4536141475970102600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/09/casamento-de-homossexuais.html' title='casamento de homossexuais'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-1025068832051948373</id><published>2008-09-20T11:17:00.004+02:00</published><updated>2008-09-20T23:27:18.031+02:00</updated><title type='text'>Tsvangirai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão esteve em África. E O Bengalão tem sempre uma enorme dificuldade em explicar o que sente quando vai a África. Tendo um visceral horror ao kitsch, talvez porque tem medo do que lhe aconteceria se não tivesse quem lhe disciplinasse as escolhas, O Bengalão sente-se sempre, quando fala de África, como se estivesse a realizar um filme cujo guião fosse uma mistura de &lt;em&gt;Out of Africa&lt;/em&gt; e&lt;em&gt; Motorbike diaries. &lt;/em&gt;Por vezes os seus interlocutores pensam que os olhos perdidos no longe com que O Bengalão fala de África denotam saudades de ocasos em que o mar se afoga em cor de laranja, mas não. Os olhos do Bengalão estão longe por vergonha. Vergonha de reduzir a África a uma mistela de lugares comuns, postais ilustrados e frases feitas de militantes dos povos que acham muito mal a miséria sem nunca terem visto um pobre. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão nunca viveu em África. Sempre que lá foi, com uma pequena excepção em que foi turista por duas semanas, foi trabalhar. Mas, mesmo a trabalhar, não é possível esquecer as cores da África, e os cheiros da África, e os sorrisos dos meninos da África, e as ancas navegadoras da África, e os músculos poderosos da África, e os sons da África, e as gargalhadas da África. Não é possível esquecer o que a África poderia ser. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também não é possível esquecer o que a África é. As incalculáveis fortunas que roubaram os ditadores da África e os seus cúmplices no resto do mundo. Os milhões de mortos causados por esses crimes. A cara deles, dos tiranos e dos seus capangas, a beberem champagne e whisky nos salões de hoteis de luxo, como se fossem pessoas civilizadas, como se não fossem, uns e outros, responsáveis por um autêntico crime de genocídio que está, há muitas décadas, a assassinar a África.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cancros da África têm nomes. Chamam-se corrupção, má governação, analfabetismo, amoralidade. Os responsáveis são vários. Africanos uns, que roubam, que esbulham, que tiranizam. Ocidentais outros, que corrompem, que recebem, que protegem. E todos nós, que fechamos os olhos. E que aceitamos que uma senhora, que nunca teve nada de seu, seja agora, de repente, chefe e grande accionista da maior empresa de Angola, que, por sua vez, é grande accionista de uma série de empresas estratégicas portuguesas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por vezes, na sombria história dos crimes dos ditadores, há um que, pelos seus excessos, pela sua crueza, pelo seu despudor, chama sobre si a atenção dos Europoeus bem intencionados. Desde há uns anos, esse protagonismo tem vindo a ser do Padrinho do Zimbabwe. (O Bengalão recusa-se a usar uma palavra respeitável como Presidente para qualificar a personagem). Entendamo-nos, Letor, Mugabe não é, certamente, o pior dos ditadores que a África conheceu, nem sequer dos que a África conhece hoje. O &lt;em&gt;Ngwenyama &lt;/em&gt;da Suazilândia comprou recentemente 7 Cadillacs para transportar para a festa do seu casamento todas as suas outras esposas, gastando, na festa, mais do que num ano o país gasta na luta contra o HIV. Mas não tirou terras a Ingleses, é um facto. Mugabe tirou e, por isso, conhecêmo-lo melhor. Este cinismo não deve esconder de nós o facto principal: Mugabe é um criminoso, que ocupa ilegitimamente o poder num país cuja maioria o não quer e que usa, para proveito próprio, os escassos recursos do Zimbabwe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Zimbabwe, recentemente, acendeu-se uma luz de esperança. A Oposição uniu-se sob a direcção de um lider, Tsvangirai, para disputar a eleições. Todos os observadores acharam que Tsvangirai tinha possibilidades de ganhar. O que se seguiu foi terrível. Militantes presos e assassinados, Tsvangirai preso, torturado e expatriado. Mesmo assim, as urnas deram a vitória à oposição. Mugabe fez o que têm feito os ditadores desde que há eleições: falsificou os resultados. E Tsvangirai, temendo pela própria vida, declarou não reconhecer a vitória de Mugabe e refugiou-se no estrangeiro.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Bengalão recorda-te, Leitor, o que costuma acontecer em África em situações destas. Os dois adversários contam as espingardas, isto é, o número de apoiantes, internos e externos, de que dispõem, fazem contas à vida, e chegam a um acordo de partilha de poder e riquezas. Assim se fez em Angola, por exemplo. Assim se fazia em Chicago, no tempo de Al Capone. E tudo sob o olhar gordo e benevolente da chamada &lt;em&gt;comunidade internacional&lt;/em&gt;. Ora isto é o contrário da democracia. Por muito que o não queiram os donos das certezas, a democracia é o confronto, não é o consenso. O que a democracia faz é desviar o confronto do terreno das armas para o terreno das ideias. A procura sistemática do consenso por um lado, é uma estupidez e, por outro, mantem o confronto no terreno das armas. Disto sofre a África há décadas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Bengalão teve esperança de que, desta vez, Tsvangirai escolhesse o caminho difícil da oposição longa e amarga do exílio, que, a prazo, poderia ser um contributo para a democratização do país. Não o fez. Em vez disso, fez um acordo de partilha do poder e sabe-se lá mais de quê com o torcionário que o manteve preso, com o assassino dos seus camaradas de luta. Não é difícil prever que, daqui a uns anos, Tsvangirai pode preparar-se para suceder a Mugabe, que é mais velho.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nada disto é novo. Tem acontecido sistematicamente em África. Sabes então, Leitor, por que fala O Bengalão em mais uma partilha de território e negócio? Pois porque o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal se apressou a saudar o acordo, como se de um avanço importante se tratasse. Princípios, direitos, democracia, que importa isto à impante suficiência de um funcionariozito, promovido, para premiar a sua fidelidade, à laureada condição de Ministro? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-1025068832051948373?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/1025068832051948373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=1025068832051948373' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1025068832051948373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1025068832051948373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/09/tsvangirai.html' title='Tsvangirai'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-63028387143276934</id><published>2008-08-28T22:20:00.003+02:00</published><updated>2008-08-28T19:15:32.549+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olímpicos'/><title type='text'>Jogos Olímpicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão também está, como toda a gente, imbuído do espírito olímpico. Deu, por isso, aos Jogos, toda a atenção que eles mereciam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os Jogos começaram há muito tempo, na altura em que o Comité Olímpico Internacional decidiu entregar a Organização a Pequim, ou Beijing, como parece que se escreve agora (foi precisa uma Olimpíada para O Bengalão dar fé de que Portugal tinha assinado um acordo ortográfico com a China). Nessa altura, muitas organizações de defesa de direitos humanos declararam-se chocadas por os Jogos se irem desenrolar num país em que os direitos humanos estão muito longe de ser respeitados. Algumas personalidades apelaram mesmo ao boicote, se não dos Jogos, pelo menos da cerimónia de abertura. Ergueram-se logo algumas vozes para dizerem que o boicote não se justificava, que os Jogos eram uma maneira de levar os chineses a aproximarem-se dos padrões da "Comunidade Internacional", que andaram os atletas tantos anos a prepararem-se para agora não competirem-se, imagine-se o desperdício. Com o tom lapidar que usa quando quer brincar aos Estadistas, Durão Barroso declarou que nenhum boicote se justificava, porque "não podemos excluir 1/4 da população mundial". Durão já nos tinha dado provas da sua tocante ingenuidade, quando, a propósito da guerra contra o Iraque e da existência de armas de destruição massiva, teve a oportunidade de dizer, com os olhos arregalados como as crianças quando mentem: "As provas existem. Eu vi-as." A sua declaração sobre os Jogos demonstra o mesmo grau de perspicácia. O Bengalão teria preferido que Sua Excelência tivesse esclarecido qual é o número mínimo de habitantes para que um país não possa ser excluído destas festividades. Quer dizer, dando de barato que Sua Excelência tem razão, será que, se os Jogos fossem na Índia, menos populosa do que a China, mas mesmo assim um formigueiro imenso, os poderíamos boicotar, por causa das castas e outros vícios menores? Ou, sendo os Indianos ainda muitíssimos, poderíamos boicotar os Paquistaneses? Os Russos (bem, esses já foram boicotados)? Ou os boicotes só são admissíveis se forem exercidos sobre países pequenos, de preferência sem grande comércio externo e com um exército diminuto? Por exemplo, se o Vaticano (ditadura teocrática em que não há liberdade sindical, nem liberdade de culto, nem eleições livres e em que as mulheres são claramente descriminadas) se atrever a querer organizar as Olimpíadas de 2024, a sanha boicotadora de Durão será impiedosa. Agora a China não. Não podemos excluir um quarto da humanidade, Durão dixit. Primeira medalha de ouro, e os Jogos ainda nem tinham começado.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;A segunda medalha de ouro ficou em casa. Ganhou-a, com garbo, o Presidente do COI. Algumas ONGs, preocupadas com o aparente &lt;em&gt;nihil obstat&lt;/em&gt;, como diria o Ingenhêro se tivesse estudado em Inglaterra, porque eles, na pérfida Albion, ainda estudam Latim, dos governos ocidentais aos seus amigos chineses resolveram propor aos atletas da União Europeia o uso de emblemas com frases de defesa de princípios que os políticos europeus costumam classificar de sagrados e universais. O Senhor Presidente, preocupado com o bem estar dos seus homólogos chineses, veio a terreiro declarar que isso seria inadmissível, que os Jogos nada têm a ver com a política e outros argumentos do género que nos fizeram recordar outros momentos em que o COI&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;os utilizou de modo igualmente infeliz. Alguns de nós, mais convencidos da importância da memória, recordam-se de como o COI concedeu a organização dos Jogos a Berlim, apesar de a Alemanha não querer que atletas judeus ou negros participassem nos Jogos. E os atletas, em Pequim, não puderam usar sequer um emblemazito a dizer &lt;em&gt;I love human rights, &lt;/em&gt;para não ofender a China, nem sequer &lt;em&gt;I love human, &lt;/em&gt;para não ofender os defensores dos animais, nem mesmo &lt;em&gt;I love&lt;/em&gt;, para não ofender o Papa, e muito menos &lt;em&gt;I, &lt;/em&gt;para não ofender os pouquíssimos antiliberais que ainda subsistem no Partido Comunista Chinês.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Segunda medalha, ainda os Jogos estavam no adro.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Bengalão começou por dizer que deu aos Jogos a atenção que eles merecem. O Leitor, que por estes tempos já terá notado que a precisão de linguagem é apanágio d'O Bengalão, não terá daí inferido que O Bengalão passou noites insones, de olhos abertos à força de muito café, a olhar para a televisão, seguindo as peripécias de um emocionante jogo de softball, tentando adivinhar, o melhor que podia, o que se passava debaixo de água num jogo de polo aquático, ou vendo uns senhores, artificialmente zarolhos, a tentarem ficar o mais quietos possível para depois, ao toque de um apito, desatarem aos tiros contra um alvo que lhes não tinha feito mal nenhum. Claro que não. O Bengalão deve confessar que não viu, em directo, uma única prova. Viu, nos telejornais, alguns resumos e o salto do Nelson Évora. Também ouviu a entrevista do Marco Fortes. O resto dos Jogos, O Bengalão acompanhou-os através das cartas dos leitores do Público. (Repara, Leitor, que O Bengalão distingue entre ti, Leitor, e os meros leitores do Público). Ou seja, O Bengalão deu aos Jogos Olímpicos a atenção que eles merecem.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que O Bengalão leu nas cartas dos leitores, não fosse O Bengalão um homem cosmopolita, que se sente à vontade de Forno Telheiro ao Terreiro das Bruxas, de Gonçalbocas a Vale de Lamula, ter-lhe-ia provocado um espanto do qual demoraria anos a recuperar. Em primeiro lugar, queixam-se os leitores das declarações de Marco Fortes. Sabes quem é o Marco Fortes, Leitor? É um grandalhão, de pele pigmentada (estás a ver como O Bengalão também é capaz de ser politicamente correcto?), que tudo destinava a andar aos tiros na Quinta do Mocho e que, em vez disso, é recordista nacional do lançamento do peso e já ganhou algumas medalhas para Portugal. Desta vez, lançou o peso a 18,05 metros, mais de 2 metros abaixo do que é capaz de fazer, mas mais de meio metro acima do salto do Nelson Évora. Para se ter uma pequena ideia do lançamento do Marco, se ele estivesse à porta d'O Bengalão, atirava o peso até quase ao meio do jardim, depois de atravessar a casa toda. É obra. O Bengalão, se a Mulher da sua vida o deixasse experimentar, chegaria, no máximo, à entrada da cozinha. O Bengalão não pode, portanto, deixar de admirar o Marco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que declarou o Marco? Pois declarou que, à hora em que foi a prova, ele se sentia bem era na caminha. E O Bengalão confessa que sentiu alguma ternura ao ver aquele grandalhão que, se para aí lhe desse, com uma só bofetada levava O Bengalão à glória, confessar, com um sorriso de menino, que, às oito da manhã, o que lhe apetecia era Vale de Lençois. O que tu foste dizer! Houve logo quem escrevesse para O Público, a dizer que era inacreditável, que pagava os seus impostos, que se deitava às cinco da manhã e os atletas, como é que lhe pagavam? Pois nem uma medalha, e, ainda por cima, com gracejos pouco dignos de profissionais. A'O Bengalão parece-lhe que está a vê-lo. O Paulo Alexandre, de fato treino roxo e cabelo ainda molhado do duche domingueiro, vira-se para a filha, antes de saírem todos para o passeio ao Centro Comercial: Oh Carla Vanessa, diz à tua mãe que ponha umas bejecas no frio, que logo faço serão! Fazes o quê? pergunta o rebento, que não tem jeito para línguas, Faço serão, fico acordado até tarde, hoje dá atletismo e pode ser que aqueles morcões ganhem a minha medalhita. Já não é sem tempo. A Carla Vanessa não percebe bem o que o pai quer dizer mas, como quer ir ao Centro ver se já saiu o novo telemóvel, lá vai dar o recado à mãe. Algumas horas e muitas minis mais tarde, o Paulo Alexandre está indignado e escreve para O Público.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se isto não bastasse, o Presidente do Comité Olímpico de Portugal, expulsou o Marco de Beijing e fê-lo regressar a Portugal, com uma crueldade e falta de diplomacia que indignaram O Bengalão. E O Bengalão, se tivesse uma palavra a dizer, não deixaria que o seu dinheiro servisse para pagar as despesas e outras prebendas do Senhor Presidente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda esta história só revela a ingenuidade do Marco. Tivesse ele dito: Sabe, eu sempre tive alguns problemas cronobiológicos. À hora da prova, infelizmente, o meu ritmo circadiano aconselhava-me a horizontalidade. Nos próximos Jogos, pela própria força das circunstâncias, as coisas serão bem melhores. Teria dito exactamente a mesma coisa, o Paulo Alexandre não teria percebido e até julgava que o Marco tinha obtido uma licenciatura no Programa Novas Oportunidades, O Vicente não o teria mandado regressar a Penates e o Marco teria podido emprestar o seu rasgadíssimo sorriso à festa que todos os atletas fizeram para apoiar Nelson Évora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão leu que "a marca Nelson Évora" vale agora 15 milhões de Euros. E que Vanessa Fernandes "gera receitas publicitárias acima dos 20 milhões". O Bengalão compreende que Marco Fortes gera muito menos receitas. Mas não lhe custa acreditar que um publicitário mais ousado, um dia destes, lance uma campanha nestes termos: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se o seu ideal para uma manhã de domingo é, como o Nelson Évora, pôr-se aos pinchos no Estádio Universitário desde as sete da manhã, este anúncio não é para si. Mas se, como o Marco Fortes, gosta de estar na caminha até às onze da manhã, não se esqueça. Seja como o Marco! Com Colchões Molox, na caminha é um descanso!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Marco havia de meter uns trocos ao bolso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-63028387143276934?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/63028387143276934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=63028387143276934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/63028387143276934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/63028387143276934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/08/jogos-olmpicos.html' title='Jogos Olímpicos'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-6082927639793050136</id><published>2008-08-23T12:01:00.003+02:00</published><updated>2008-08-25T23:15:27.713+02:00</updated><title type='text'>Valentim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem O Ingenhêro merecia isto! Então não é que o Valentim, presidente de muitas organizações, algumas de utilidade pública e outras de privadíssima utilidade, negociante de muitas artes, exemplo de nobreza e paradigma de rectidão, declarou que, se calhar, apoiará o Ingenhêro nas próximas eleições? O Bengalão sabe que ambos gostam de distribuir aparelhos de variado uso, que muita gente torce o nariz aos títulos que ambos gostam de usar, mas nunca pensou que estivessem tão próximos. O Bengalão julgava que Valentim iria disputar, com a galhardia de que fosse capaz, com outros intocáveis da nossa democracia que se chamam Fátima Felgueiras e Ferreira Torres, a liderança da Região Norte no novo Partido do Jardim (e teria piada o Valentim ser dirigente de uma organização que, para todos os efeitos práticos, se chamasse PJ). O Bengalão julgava que, depois da rigorosíssima gestão do Metro do Porto, Valentim se dedicasse, pelo menos, à gestão do futuro aeroporto de Lisboa. O Bengalão julgava que, depois da justíssima e equilibrada gestão da Assembleia Geral da Liga, Valentim fosse escolhido, sob os aplausos reverentes de uma Nação rendida, para dirigir o Tribunal Constitucional (O Bengalão sabe que Valentim não é jurista, mas tem grande experiência de assuntos judiciais). Mas não. Nada disso. Valentim vai apoiar o Ingenhêro. E apoiar o Ingenhêro é, como todos sabemos, um emprego a tempo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A não ser que. A não ser que a Contabilista, que parece já ter feito uma pós-graduação em tabulogia com o Professor Cavaco, gerindo agora o seu silêncio como quem faz a rodagem de um automóvel eléctrico, tenha feito um doutoramento com o Pensador Marcelo e, armada com os seus novos conhecimentos em estratégia, tenha resolvido, em vez de expôr as fraquezas do Ingenhêro a golpes de ideias, corroer-lhe as bases com o ácido potente de apoios duvidosos. E O Bengalão não estranhará se forem, nos próximos dias, anunciadas, como apoiantes do Ingenhêro nas próximas eleições, outras poderosas armas de arremesso como Isaltino Morais, ou Vale de Azevedo, ou Paulo Teixeira Pinto, ou até, &lt;em&gt;perish the thought&lt;/em&gt;, como diria o Ingenhêro se falasse Inglês, o Zé do Telhado e João Brandão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-6082927639793050136?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/6082927639793050136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=6082927639793050136' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/6082927639793050136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/6082927639793050136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/08/valentim.html' title='Valentim'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4075542026216312890</id><published>2008-07-19T11:36:00.003+02:00</published><updated>2008-07-19T12:22:00.430+02:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de gravíssima doença, eis de novo O Bengalão. Bem, na realidade, não foi assim tão grave, foi assim uma dor de cotovelo. Vamos até ao fim: a verdade é que O Bengalão é assim um bocadinho maricas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, depois de uma ausência de um mês e meio, o mundo mudou. O Bengalão acordou hoje e o mundo era outro. Vejamos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O PSD tem um novo lider. Aquilo passou-se assim: Juntaram-se quatro senhores, nenhum apresentou programa, e lá foi escolhido um, sem que ninguém saiba o que vai fazer. Se O Bengalão fosse membro do PSD, ao menos teria havido debate. Diziam os candidatos, à vez, do alto do palco: Votem em mim! E O Bengalão, cá do fundo: Porquê? Porque sim! E pra quê? Logo se vê! Para além da duvidosa virtude da rima, este diálogo levaria O Bengalão a não votar em nenhum deles. Como O Bengalão não pertence à lustrosa companhia, 36% dos Senhores votaram na Contabilista. E aí está a oposição em toda a sua pujança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Irlandeses decidiram em referendo não ratificar o Tratado de Lisboa. Quer dizer, o Tratado de Lisboa não pode entrar em vigor. O Senhor Presidente da Comissão Europeia veio declarar, com a solenidade de que é capaz, que "não há alternativa ao Tratado de Lisboa". O Bengalão confessa que não percebe. Se não há alternativa, para que se votou? Para que fizeram perder tempo aos Irlandeses e aos nossos Deputados? Imagine-se a quantidade de Guiness que poderia ter sido bebida se os Irlandeses não tivessem tido de ir votar! (O Bengalão abstém-se de tecer comentários ao que fariam os nossos Deputados se não tivessem tido a maçada de ir votar). Porque fazer votar um texto ao qual não há alternativa é o mesmo que um empregado de restaurante ter o topete de nos dizer, depois de espalhar pela mesa as azeitonas, o pão e aquelas pastas infectas que fazem de acepipes nos restaurantes portugueses: temos dois pratos, bife à casa e bife à casa. Vossa Excelência deseja bife à casa ou bife à casa? Ora, a um restaurante destes O Bengalão não voltaria, e a gorjeta havia de ser pequena. Não vê O Bengalão razão para ter com outro empregado seu, O Senhor Presidente da Comissão Europeia, atitude mais conciliante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A UEFA decidiu uma coisa qualquer, ou não decidiu uma qualquer coisa, O Berngalão não sabe muito bem, mas, seja lá como for, tomou a decisão que tomou baseada no facto de um caso de que O Bengalão não quer saber, mas que decorreu em Portugal, "não ter ainda transitado em julgado". Íngénua UEFA, ignara UEFA! Pois não sabes tu que, em Portugal, a palavra "transitar", quando aposta a "em julgado", pertence ao mesmo universo semântico que &lt;em&gt;transit&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;sic transit gloria mundi&lt;/em&gt;, ou seja ao universo semântico do que morreu, se finou, não existe mais? Não sabes tu que, em Portugal, um caso só transita em julgado depois de ter morrido o Juiz, e o Delegado do Procurador, e todos os acusados, e todas as testemunhas, e solicitadores, e meirinhos, e oficiais de justiça? Ignoras porventura que, em Portugal, um caso só transita em julgado depois de o Pensador Marcello ter dito de sua justiça? Não sabes que um dos casos mais mediáticos dos últimos tempos, que apaixona ainda hoje Portugal inteiro, a morte de Inês de Castro, ainda não transitou em julgado? Ignara UEFA, ingénua UEFA!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um cidadão, depois de ouvir da boca de um Juiz as palavras que o condenavam à prisão, resolveu recorrer ali mesmo, e pregou duas estaladas na cara da Meritíssima. O Bengalão não pensa que seja à estalada que se põe a Justiça portuguesa na ordem. E acha que o cidadão deve ser exemplarmente condenado, porque o Juiz estava ali em representação d'O Bengalão e tinha assim uma dignidade que não era sua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que O Bengalão entende menos é a reacção dos Senhores Magistrados. O que fizeram estes Meritíssimos Senhores? Pois fizeram greve. O Bengalão, que já não entende bem que um Orgão de Soberania tenha Sindicatos para o representar (havia de ser triste a Assembleia Geral do Sindicato dos Presidentes da República e Ofícios Correlativos, com Cavaco Silva a concorrer a todos os cargos consigo próprio. Para não falar do tempo de antena de 23 de Dezembro, 30 segundos de televisão com Cavaco Silva a dizer, a toda a velocidade, Camarada, adere ao teu Sindicato, Unidos Venceremos, contra a ofensiva do Povo, a luta continua!), entende ainda menos a greve de um Orgão de Soberania. As condições de exercício das suas funções eram intoleráveis? Muito provavelmente. Mas o que fizeram contra isso os Meritíssimos Senhores? Recorreram porventura aos bons ofícios do Conselho Superior de Magistratura? Chamaram a atenção do Senhor Presidente da República, garante do "normal funcionamento das instituições democráticas", incluindo os Tribunais? Moveram, contra o Governo uma acção judicial por entave à acção da justiça? Não. Nada disso. Ou seja, os Meritíssimos Senhores não se comportaram como um Orgão de Soberania. Fizeram greve. Como funcionários. Empregadotes. Funcionariozecos. Querem os Merritíssimos Senhores o respeito d'O Bengalão. Pois mereçam-no.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4075542026216312890?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4075542026216312890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4075542026216312890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4075542026216312890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4075542026216312890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/07/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4693803632283755775</id><published>2008-06-02T21:24:00.001+02:00</published><updated>2008-06-02T21:27:01.604+02:00</updated><title type='text'>Doenças</title><content type='html'>O Bengalão está doente. Tem uma tendinite no cotovelo direito. Deve ser das bengaladas. Mas o certo é que, nas próximas semanas, não pode computar. Como vais sobreviver, Leitor, sem O Bengalão? E logo agora que... e que... Mas vou-me, que se não o Doutor zanga-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4693803632283755775?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4693803632283755775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4693803632283755775' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4693803632283755775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4693803632283755775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/06/doenas.html' title='Doenças'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8277593220241562943</id><published>2008-05-23T13:50:00.003+02:00</published><updated>2008-05-23T14:13:39.346+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lucas Pires'/><title type='text'>Francisco Lucas Pires</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fez ontem 10 anos que Lucas Pires deixou de estar entre nós. O Bengalão teve o privilégio de partilhar com ele momentos, por vezes por razões profissionais, por vezes porque Lucas Pires era um Homem a quem as actividades sociais ligadas ao exercício do poder fatigavam depressa. Fugia assim muitas vezes das lantejoulas que acompanham as obrigações de quem exerce cargos públicos de grande responsabilidade, e refugiava-se no anonimato de contactos menos aparatosos, mas concerteza mais verdadeiros, em que revelava a pessoa que estava por detrás do político. Lucas Pires era um homem de convicções, um democrata conservador com uma consciência social muito atenta, de que Portugal teria hoje uma necessidade gritante. O Bengalão sossega desde já os seus amigos que estarão a pensar Olha este, queres ver que virou a casaca? O Bengalão não se revê nas ideias políticas de Lucas Pires. Nunca se reviu. Mas, como ele democrata convicto, acha que todas as ideias, mesmo as suas, são perigosas se forem promovidas a pensamento único. Por isso pensa que, no Portugal de hoje, um homem como Lucas Pires faria muita falta. Por razões históricas que toda a gente conhece, não há, em Portugal, uma grande tradição de Direita democrática. E O Bengalão pensa que Portugal precisa de uma Direita que não seja nem um espectáculo de gosto discutível, nem uma mera agência de empregos. Lucas Pires podia ser, se não tivéssemos todos sofrido a perda enorme da sua morte, o dirigente dessa Direita. O Bengalão não votaria nele, é certo, mas dormiria descansado no dia em que ele ganhasse as eleições. Para além disso, O Bengalão recordará sempre o Homem cultíssimo, conversador extraordinário, com um facílimo contacto com os grandes do poder e com a pessoa encontrada ao acaso, na rua, num país estrangeiro em que quase ninguém sabia quem ele era. Recordará a extraordinária urbanidade de um Homem que sabia ouvir, a lucidez com que compreendia mesmo aquilo que acabava de aprender, a curiosidade extraordinária que o levava a dar atenção a tudo, mas mesmo tudo, o que se passava à sua volta. O Bengalão lembrar-se-á, também e sempre, da nostalgia e do amor com que, quando estava fora de Portugal, falava da sua família.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tê-lo conhecido foi um privilégio. E O Bengalão, que é um priveligiado, quis partilhar contigo, Leitor, este momento de saudade. Que os dois Partidos a quem tanto deu não tivessem, sequer, vertido uma lágrima de circunstância, apenas aumenta a saudade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8277593220241562943?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8277593220241562943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8277593220241562943' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8277593220241562943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8277593220241562943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/francisco-lucas-pires.html' title='Francisco Lucas Pires'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4232725593531326707</id><published>2008-05-22T12:07:00.007+02:00</published><updated>2008-05-22T12:24:23.856+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia da informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Choque tecnológico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Educação, mais uma vez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como todos sabemos, o Governo está empenhado em desenvolver o uso das tecnologias da informação em todos os graus de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bengalão, que não está com disposição para escrever, limita-se, &lt;em&gt;une fois n'est pas coutûme&lt;/em&gt;, a transcrever, com a devida vénia, estes dois artigos, da edição de ontem de &lt;em&gt;Le Soir&lt;/em&gt; e a pedir encarecidamente à Lurdinhas que os leia. Não são opiniões, são dados factuais provenientes de estudos levados a cabo por instituições inatacáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Génération « copier-coller » ?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;BENJAMIN MORIAME&lt;br /&gt;mercredi 21 mai 2008, 09:31&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comment les jeunes cherchent-ils une information ou un document ? Quels sont leurs principaux défauts ? Petit florilège des lacunes épinglées par les chercheurs.&lt;br /&gt;Source. Premier piège à éviter, selon les responsables de l’étude : le « réflexe internet ». Or, c’est justement leur constat principal : la grande majorité des jeunes choisissent le moteur de recherche (Google, Yahoo…) comme source prioritaire. La base de données bibliographiques, considérée comme « la bonne réponse », ne recueille que 1,2 % des suffrages ! Certains inscrivent la télévision dans la case « autres ». &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qualité.&lt;/strong&gt; Les étudiants ne sont pas capables de faire preuve d’esprit critique face à un site internet. Seuls 13,4 % savent comment juger de la qualité des informations, qui est fonction de l’auteur. Ils sont plus nombreux à juger de la qualité selon que le site est accessible rapidement. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Éthique.&lt;/strong&gt; Les connaissances en matière d’éthique sont parmi les plus lacunaires : moins de 15 % savent qu’ils doivent toujours identifier leur source, même lorsqu’il s’agit d’une page web. Génération « copier-coller » ? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mots clés.&lt;/strong&gt; Plusieurs questions consistaient à déterminer, pour un sujet donné, des mots clés à utiliser dans les moteurs de recherche. Les résultats sont très faibles. La première des questions de ce type, probablement la plus facile, a recueilli un quart de bonnes réponses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Opérateurs booléens.&lt;/strong&gt; Un jeune sur trois ignore la signification des sigles « et », « ou », « + » et « sans » pour un moteur de recherche. Beaucoup ignorent que ces sigles conventionnels, appelés « opérateurs booléens » (du nom de Boole, qui les a définis), ne sont pas utilisés de la même façon par les différents moteurs de recherche disponibles en ligne. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Encyclopédie.&lt;/strong&gt; Six étudiants sur dix savent que l’encyclopédie est le meilleur moyen pour aborder un sujet méconnu. Tout n’est pas perdu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La génération Google est busée&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;BENJAMIN MORIAME&lt;br /&gt;mercredi 21 mai 2008, 09:31 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;S'INFORMER via internet n'est pas simple. La preuve ? Les jeunes en sont incapables, révèle une étude.&lt;br /&gt;Les étudiants qui arrivent dans l'enseignement supérieur, pourtant habitués à l'utilisation de Google, MSN et Myspace, affichent de profondes lacunes en matière de recherche documentaire et informationnelle, y compris via internet », indique une étude présentée mardi lors d'un colloque à l'Université de Gembloux, réalisée par l'ASBL Edudoc et le Conseil interuniversitaire francophone (CIUF). Les 1.865 jeunes qui ont répondu à l'enquête obtiennent une note moyenne de 7,67 sur 20, tandis que 93 % n'obtiennent pas la « satis ».&lt;br /&gt;Contre toute attente, les résultats ne sont pas meilleurs chez les 94 % d'étudiants qui disposent d'une connexion internet à domicile. Au contraire, ceux-là se trompent plus lourdement. Des constats similaires avaient été posés au Canada, où l'enquête a été rédigée et appliquée une première fois. Les Canadiens obtiennent néanmoins des résultats légèrement supérieurs avec une moyenne de 8,97.&lt;br /&gt;Parmi les défauts majeurs des jeunes (lire par ailleurs), les chercheurs épinglent surtout le recours prioritaire quasi systématique à internet, aux dépens des ressources traditionnelles de la bibliothèque. Or les étudiants manqueraient gravement d'esprit critique face au web et ne seraient pas compétents pour utiliser les moteurs de recherche.&lt;br /&gt;« Il existe des outils de très haut niveau sur internet, mais il faut pouvoir les dénicher sans se laisser attirer par les fausses pistes », précise Paul Thirion, codirecteur de l'étude et président de la commission bibliothèque du CIUF. Une connaissance des bibliothèques est un atout pour naviguer sur la Toile : les performances des jeunes augmentent en fonction de leur fréquentation des centres de documentation.&lt;br /&gt;L'influence de la mère&lt;br /&gt;Les résultats des étudiants s'améliorent également en fonction du niveau d'enseignement de leur mère. Celui de leur père est moins influent. Les universitaires (8,13) connaissent des lacunes moins sévères que les non-universitaires (7,05). Les étudiants en littérature ou en sciences exactes affichent les résultats les plus élevés et les futurs instituteurs ou régents les plus mauvais. Enfin, les jeunes ayant suivi les options « latin » ou, dans une moindre mesure, « maths fortes » sont également plus performants.&lt;br /&gt;Les ministres en charge de l'Enseignement vont être informés par les responsables de l'étude. « Nous plaiderons pour le renforcement des cours de recherche documentaire dans l'enseignement supérieur alors que nous ne sommes pas sûrs, actuellement, qu'ils seront maintenus, commente Bernard Pochet, codirecteur de l'étude et président de l'ASBL Edudoc. Nous souhaitons la généralisation des formations à la recherche documentaire dans l'enseignement secondaire. »&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4232725593531326707?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4232725593531326707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4232725593531326707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4232725593531326707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4232725593531326707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/educao-mais-uma-vez.html' title='Educação, mais uma vez'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-7214058287674024375</id><published>2008-05-22T11:48:00.001+02:00</published><updated>2008-05-22T12:05:08.273+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Torcato Sepúlveda'/><title type='text'>Torcato Sepúlveda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando O Bengalão fez hoje aquilo que faz todas as manhãs, abrir o computador e ler O Público, foi brutalmente agredido pela &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329617&amp;amp;idCanal=61"&gt;notícia&lt;/a&gt; da morte de Torcato Sepúlveda. Outros farão o elogio do Jornalista exemplar, do Crítico agudo, do Professor de muitos dos que hoje escrevem sobre cultura. O Bengalão prefere guardar os olhos doces do amigo que conheceu na Faculdade, do Homem de coragem sempre pronto para enfrentar a polícia nos anos loucos das crises académicas de Coimbra, da independência de quem, mesmo ali, sempre se negou a seguir com a maioria. O Bengalão recordará a irreverência de Torcato, os excessos de Torcato, os cabelos compridos de Torcato, a sua enorme, imensa generosidade, o lume que o habitava, o seu sentido de humor acre como o vinagre balsâmico de Modena. O Bengalão levará consigo a inquietação do Companheiro a quem, segundo dizia, &lt;em&gt;até os periscópios oprimiam&lt;/em&gt;. Hoje, todos perdemos muito. Não há em Portugal muitos homens livres. Torcato era (é) um deles. Encontrar-me-ei contigo, Companheiro, no poço fundo da minha memória, onde começam a viver muitos dos que amo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-7214058287674024375?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/7214058287674024375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=7214058287674024375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7214058287674024375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7214058287674024375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/publicopt.html' title='Torcato Sepúlveda'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-803784648611090369</id><published>2008-05-21T11:25:00.005+02:00</published><updated>2008-05-21T12:44:04.375+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='regionalização'/><title type='text'>Mouros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se leste o post anterior, caro Leitor, sabes que O Bengalão prometeu que te ia comunicar o resultado da sua exaustiva investigação sobre o mito, comum nas plagas nortenhas, de que os Mouros, em Portugal, vivem abaixo do Mondego, onde constituem a quase totalidade da população. O Bengalão procedeu, se bem te lembras, a uma investigação aturada, e exaustiva que demorou exactamente o tempo imenso que vai, na vida d'O Bengalão, entre o pequeno almoço e a primeira pausa para o café, ou seja, quase meia hora, estudo que incluiu até, imagine-se, a consulta atenta da obra &lt;em&gt;Factos da História de Portugal&lt;/em&gt;, do Professor Hermano Saraiva, edição de bolso da Europa-América para a sua colecção &lt;em&gt;O Riso é o Nada que é Tudo (Haverá humor em Portugal depois de José Vilhena?)&lt;/em&gt;, dirigida por Manuel Maria Carrilho e distribuída gratuitamente nos Supermrcados Continente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As conclusões a que O Bengalão chegou são claras e irrefutáveis. Além disso, dão ainda mais razão a'O Bengalão que, quando ouve falar de regionalização sem lhe dizerem como e para quê, pensa sempre que lhe querem ir ao bolso. A coisa é fácil de explicar e resume-se assim: na Guarda não há um museu subsidiado pelo Estado. Apesar de o Teatro Municipal da Guarda ter uma das melhores programações do País (se não acreditas, Leitor, vai ver, está tudo na rede), isso deve-se ao dinheiro dos habitantes da Guarda, pagos nos bilhetes e com o orçamento da Câmara Municipal, e ao empenhamento do Presidente da Câmara e do Vereador da Cultura, para além do trabalho, da persistência e da competência do Américo Rodrigues, a quem a Guarda muito deve. O Estado português não esportula um cêntimo. Na Guarda não há uma rede de transportes com subsídio estatal, apesar de, entre a estação do caminho de ferro e o centro da cidade mediarem 6 longuíssimos e íngremes quilómetros. Na Guarda, o Governo do Ingenhêro encerrou a Maternidade. Na Guarda, apesar de ser uma das regiões mais fustigada pelos fogos florestais, não há um corpo permanente de bombeiros profissionais, nem sequer um quartel de tropa macaca para ajudar os Voluntários que nos defendem. Na Guarda não há nada disto. Os impostos pagos pelos cidadãos da Guarda servem, entre outras coisas, para pagar o Teatro Nacional de D. Maria, e os Museus Nacionais todos, e o passe social dos Lisboetas, e a rede hospitalar da capital, e os Sapadores Bombeiros de Lisboa, e o resto que se sabe. Dir-se-á que é normal, todos os países têm uma capital e tem de se tratar a capital de modo a que esta sirva de atracção que beneficiará o país todo. O Bengalão não discutirá isto, apesar de não lhe parecer que o argumento justifique todo o dinheiro que a Guarda paga para que Lisboa viva melhor nem o dinheiro que Lisboa não paga para que a vida, na Guarda, seja menos dura. O Bengalão não discutirá isso. Tratará Lisboa como se esta fosse uma Senhora a que O Bengalão pôs casa, e que, de vez em quando visita. Quem não tem dinheiro não tem vícios e O Bengalão é um mãos largas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece-te, Leitor, que O Bengalão ensandeceu de vez? Que estes argumentos, lógicos, sensatos, irrespondíveis, parecem ser mais a favor da regionalização do que contra ela? Estás enganado, Leitor, e já vais ver por quê. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde há uns anos, tem O Bengalão ouvido e lido personalidades conhecidas do Porto defenderem a regionalização nos seguintes termos: Portugueses somos nós, os de Lisboa são Mouros, se não fôssemos nós, ainda andavam todos de babuchas e a fazer salamaleques, daqui houve nome Portugal e, portanto, queremos o que é nosso. Uma região, o Norte, do Atlântico aos Urais de cá, que são em Trás-os-Montes, com a capital no Porto e que termine com este insulto à verdadeira fé e à pureza da grei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora esta posição não tem qualquer respeito pela verdade histórica. Dizer que os Mouros estavam lá em baixo e que os Nortenhos vieram por aí abaixo conquistar a Mourama é um disparate. O Bengalão está em condições de afirmar, depois de aturado estudo, que o que se passou foi o seguite: Onde hoje é Portugal, antes do Judas perder as botas, antes mesmo de ser Presidente da Câmara de Cascais, vivíamos nós, os Celtiberos, em paz com as nossas ovelhas e as nossas montanhas. Fomos invadidos pelos romanos, mas estes, que eram decadentes, preferiram a praia aos Montes Hermínios e deixaram-nos em paz, com as nossas montanhas e as nossas ovelhas. Perdemos algumas terras, mesmo algumas gentes, mas, como as montanhas eram nossas, aceitámos tudo com guterriana resignação:&lt;em&gt; É a vida... &lt;/em&gt;Uns séculos mais tarde, fomos atacados por dois grupos de bárbaros, uns vindos do Norte, outros do Sul, todos a tentarem convencer-nos de que  possuiam a religião verdadeira e sabiam de que material era feito Deus. Nós, que sabíamos bem que de barro tínhamos criado deuses à nossa imagem e semelhança, todos fortes como as nossas montanhas e úberes como as nossas ovelhas, sorrimos e fomos indo mais para cima, para o mais alto dos Montes Hermínios. Godos e Mouros, assim se chamavam os bárbaros, guerreavam-se nas praias. Nós estávamos em paz com as nossas ovelhas e as nossas montanhas. Até que um dos bárbaros do Norte teve uma ideia luminosa. Aproveitando o facto de os dirigentes dos Mouros terem ido ao Algarve passar umas férias, veio por aí abaixo, tomou conta das terras até ao Mondego e, genial como só um bárbaro pode ser, levou toda a gente (todos os Mouros!) para cima, para o Norte, para que, quando os Chefes Mouros regressassem, não tivessem quem lhes preparasse o cuzcuz ou engomasse a jilaba. O bárbaro, Vímara Peres, chamou a isto nomes fortes e tão bárbaros como ele, a presúria e o ermamento. De modo que, na vasta região entre Douro e Mondego, só ficámos nós, em paz com as nossas montanhas e as nossas ovelhas, lá no cimo dos Montes Hermínios, onde não chegou a fúria vimaranense. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parecer-te-á, caro Leitor, que esta versão dos factos se afasta ligeiramente da realidade. Mas esse é o Destino da História. No dia em que a História contasse a Verdade, com maiúscula, deixava de existir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe-se o resto. Sabe-se que nós, os verdadeiros Portugueses, fomos recuando e subindo cada vez mais. Sabe-se que hoje estamos confinados à cidade da Guarda, mais precisamente à freguesia de S. Vicente. Sabe-se que os Godos, incapazes de competir com os Mouros em termos de produtividade filhícola, se foram afogando no mar de Mouros que tinham trazido do Sul. E a situação é hoje esta: em Portugal há uns poucos milhares de verdadeiros portugueses, concentrados na freguesia de S. Vicente, na Guarda. O resto, tudo Mouros. O Luís Filipe, Mouro, o Pinto da Costa, Mouro, o António Barreto, Mouro, a Agustina Bessa Luís, Moura, todos Mouros, o Manoel de Oliveira, o Siza Vieira, o Rui Rio, a Deuladeu Martins, o Bispo do Porto, o Camilo Castelo Branco, o Sá Carneiro, o Pedro Burmester, o Vitor Baía e o Homem do Laço. Todos Mouros. Todos os Tripeiros, e os de Braga, e os de Viana, e os de Guimarães, e os de Amarante, todos os portugueses fora de São Vicente, todos, mas todos, Mouros. Com a notabilíssima excepção da minha amiga Vera, que é judia. O Bengalão conhece a Vera há muitos anos e, como diria o Ingenhêro se soubesse Inglês, sacrifica à deusa da coragem mais na ara das palavras do que no altar das acções. Nunca se atreveria, portanto a chamar Moura à sua amiga Vera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora os verdadeiros Portugueses, que já têm de pagar os luxos mornos e sedosos da Cidade Branca, não vêem por que hão-de pagar também os luxos tersos e vigorosos da Cidade Negra. Para voltar à Senhora a que O Bengalão pôs casa, não quer O Bengalão pôr casa a outra. Faltam-lhe para isso vigor e cabedais.&lt;/div&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-803784648611090369?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/803784648611090369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=803784648611090369' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/803784648611090369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/803784648611090369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/mouros.html' title='Mouros'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-2712045819208203946</id><published>2008-05-21T10:40:00.002+02:00</published><updated>2008-05-21T11:30:38.689+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='regionalização'/><title type='text'>Tripeiros e Alfacinhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns amigos, depois de lerem o que O Bengalão disse sobre António Barreto, acusam O Bengalão de ser um periculosíssimo centralizador, que é o mais novo dos mimos com que se ataca quem age como se Portugal fosse Lisboa e o resto paisagem. Pois tu, Bengalão, tu cujas raízes mergulham fundo nos granitos da Guarda, tu, glorioso fundador da Frente de Libertação da Egitânea, tu, Bengalão, és contra a regionalização? E atiram-se a O Bengalão com todo o vigor destas rimas explosivas. Ora O Bengalão quer deixar claro que não é contra a regionalização. Também não é a favor, aliás. A regionalização não é, não pode ser, um fim em si. É um meio. O Bengalão confessa que partilha alguns dos objectivos de que a regionalização pode ser ferramenta fundamental. Mas as ferramentas podem ser usadas para coisas muito diferentes. A sachola com que o camponês de Júlio Diniz &lt;em&gt;lavrava amorosamente a terra&lt;/em&gt; era também usada em Miguel Torga para resolver, de maneira brutal mas eficaz, alguns diferendos de águas. Não temos nós a prova disto em Portugal? A regionalização portuguesa produziu duas realidades distintas, e a diferença entre as duas regiões autónomas não tem nada a ver com os partidos que as governam. O Bengalão distingue bem a boçalidade gorda do Senhor Jardim da secura monacal do Senhor Mota Amaral (a propósito, conte-se que O Bengalão teve a oportunidade de cumprimentar, em ocasiões diferentes, os dois Presidentes. Nas breves palavras de circunstância que trocou com cada um deles, o Senhor Jardim revelou-se amável e urbano, e o Senhor Mota Amaral foi simplesmente malcriado. As aparências enganam). Segue-se portanto que O Bengalão, antes de responder à pergunta: és a favor ou contra a regionalização, procura responder às seguintes, que se lhe antecedem: regionalização para quê? Sou a favor ou contra esse objectivo? Há ou não há outras maneiras de o atingir? Quais dessas maneiras têm menos efeitos colaterais negativos? Quanto custa cada um desses caminhos? Depois de responder a estas perguntas, O Bengalão saberá se é a favor ou contra, naquele momento e para aquele fim, daquela regionalização concreta.&lt;br /&gt;Há no Porto, que é uma cidade cosmopolita e civilizada, um grupo de populistas que, incapazes, ignaros, sem memória nem cultura nem inteligência, passam a vida a queixar-se de Lisboa. Luís Filipe é um bom exemplo disso. Disse a Luminária de Gaia que foi derrubado da cadeira do poder porque é um homem do Norte. Quando toda a gente sabe que, para Luís Filipe chegar ao poder, derrubou um homem de Vila Nova de Famalicão para quem Luís Filipe, que vinha de Gaia, era quase um Mouro. Estes populistas baseiam o seu discurso em dois pressupostos: Que, abaixo do Mondego, só há Mouros; que, para um Alfacinha, Portugal é só Lisboa e o resto é paisagem. O Bengalão procurará desmontar hoje o segundo destes pressupostos. Quanto ao primeiro, O Bengalão está a realizar uma investigação científica, séria, profunda, aturada e exaustiva, que começou hoje ao pequeno almoço e terminará dentro de cinco minutos, à hora da pausa do café, o que lhe permitirá, ainda hoje, iluminar a tua inteligência, Leitor.&lt;br /&gt;A afirmação, tantas vezes repetida, de que, para um Alfacinha, Portugal é só Lisboa e o resto é paisagem é falsa e resulta de uma profundíssima ignorância das volutas do cérebro do Lisboeta. A visão do mundo do Alfacinha, a sua Weltanschauung, como diria o Ingenhêro se fosse capaz de ler um livro do Carrilho até ao fim sem adormecer, é muito mais complexa do que o preconceito tripeiro deixa perceber. O Bengalão, observador atento, começou a notar isto quando reparou que todos os seus amigos alfacinhas consideravam que ele vinha do Norte. Vocês, lá no Norte... Então quando voltas para o Norte? O Bengalão, depois de os esclarecer, como era seu dever, Você, na minha terra, é um burro, bem tentava explicar que não, que a Guarda não é no Norte, chegando mesmo, sendo, como é, um monstro de sensatez, a tentar explicar que num país em que as assimetrias são mais na longitude do que na latitude, fazia mais sentido perguntar a O Bengalão, Então quando voltas para o Leste? do que repetir a pergunta sacramental. O Bengalão chegou mesmo a atitudes extremas e, de há uns anos a esta parte, quando um Alfacinha lhe pergunta, Então de onde és?, O Bengalão responde, provocador, Sou da Guarda, província de Salamanca. O Alfacinha não tuge nem muge. Nada surpreende um Alfacinha. E diz, Ai sim? Que giro! Então quando voltas para o Norte? Procurou O Bengalão compreender as razões profundas deste comportamento e as conclusões a que chegou abrem, passe a imodéstia, caminhos absolutamente novos para abarcarmos toda a complexidade da visão que o Alfacinha tem do mundo.&lt;br /&gt;Vejamos, então. Para o Alfacinha, o mundo divide-se em três partes, ou, como diria o Ingenhêro se tivesse lido os seus clássicos, &lt;em&gt;omnis terra divisa est in partes tres&lt;/em&gt;, a saber: o Estrangeiro, a Praia, e Este País. O Estrangeiro é um sítio que pode ser muito bonito, mas vê lá se eles têm lá melhor do que &lt;em&gt;esta merda. Esta merda&lt;/em&gt; pode ser quase tudo, do queijo da Serra ao Nuno Gomes, dos pastéis de Belém à Mariza, dos caracóis da Graça à Soraia Chaves. O Estrangeiro localiza-se em Badajoz. A Praia divide-se em duas partes, a saber, o Allgarve, onde o Alfacinha passa os fins de semana, e o Brasil, onde passa férias. O Alfacinha não passa fins de semana no Brasil porque é longe e vai lá passar férias porque ali, ao menos, fala-se Português.&lt;br /&gt;Este País divide-se em três partes: A Lisboa-Mor, a Outra Banda e o Norte. A Lisboa-Mor é formada por três anéis. O central, Lisboa, é constituído por quatro praças, a Praça do Município, o Terreiro do Paço, o Rossio e os Restauradores. Em Lisboa não vive ninguém. À volta de Lisboa, nos bairros periféricos de Alfama, Mouraria, Bairro Alto, etc., vivem os Alfacinhas. Estes bairros, junto com Lisboa, formam a Grande Lisboa. A região à volta da Grande Lisboa, e que com esta forma a Lisboa-Mor, divide-se também em três partes: as Quintas, onde dantes o Alfacinha ia fazer pic-nics e agora já não vai porque Que horror, não há pachorra, Sintra que, como sabem todos os Alfacinhas, é a terra mais bonita do mundo, onde dantes o Alfacinha ia às Espanholas e agora não vai porque, como é do conhecimento de qualquer Alfacinha, o IC 19 é a rodovia mais congestionada do mundo e o Alfacinha não gosta de andar de comboio, e a Linha do Estoril, que vai da Madragoa à Praia do Abano, onde dantes o Alfacinha ia à praia e agora vai comer feijoada de gambas. A Outra Banda divide-se em duas partes, o Alentejo, donde dantes o Alfacinha importava coentros, migas e mulheres a dias e agora não sabe para que serve, e o Deserto, onde não há Escolas, nem Hospitais, nem Estradas, onde dantes o Alfacinha ia comer caldeirada e olhar para Lisboa e agora não vai porque a zona foi desactivada pelo Ministro Jamé. O resto d’Este País chama-se O Norte. Já foste àquela tasca de Campo de Ourique, o Curral da Mula? Come-se lá um cozido, pá... E, depois, em voz sussurrada e segredante, O dono é do Norte, e manda vir de lá o enchido todo... O Norte é, assim, o País mítico donde vêm as chouriças.&lt;br /&gt;E pronto. O Bengalão espera ter destruído, definitivamente, a atoarda segundo a qual, para o Alfacinha, para além de Lisboa, só há a paisagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-2712045819208203946?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/2712045819208203946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=2712045819208203946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2712045819208203946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2712045819208203946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/tripeiros-e-alfacinhas.html' title='Tripeiros e Alfacinhas'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8897214902570728065</id><published>2008-05-19T17:56:00.001+02:00</published><updated>2008-05-19T18:28:57.351+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caracas; tabaco'/><title type='text'>Não fumadores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão também pensou, como toda a gente, dizer umas graçolas sobre as cigarradas que foram fumadas a bordo de um avião da TAP a caminho de Caracas. O Ingenhêro, pouco prudente, entrou num avião sem estar acompanhado de quatro acessores fundamentais, como faz qualquer pessoa avisada, a saber, um jurista generalista para lhe explicar que um avião, mesmo fretado, se é usado ao serviço do Governo, é um lugar público e, portanto, está no âmbito da legislação, aprovada pelo Ingenhêro, que restringe, nesses locais, o uso do tabaco, um jurista especializado em Direito laboral para lhe explicar que as hospedeiras da TAP, quando vão no avião, fardadas e a oferecer espumante, estão a trabalhar e, portanto, estão cobertas pela legislação, aprovada pelo Ingenhêro, sobre o uso do tabaco nos locais de trabalho, um jurista especializado em Direito internacional, para lhe explicar que o avião da TAP, mesmo voando fora do espaço aéreo português é território nacional e, portanto se lhe aplica a legislação, aprovada pelo Ingenhêro, sobre o exercício do vício de Nicot e, &lt;em&gt;last but not least&lt;/em&gt;, como diria o Ingenhêro se soubesse Inglês, um Engenheiro, dos verdadeiros, daqueles que faz mesmo projectos e que estudou para obter o seu diploma, para lhe explicar que um avião, em pleno voo, é um espaço fechado, sendo assim proibido, nos termos da legislação aprovada pelo Ingenhêro, fumar a bordo. O Ingenhêro não teve essa precaução mínima e, como adquiriu o seu diploma na Universidade Independente, não tem por hábito pensar, e, assim, não lhe ocorreu perguntar à hospedeira, coitadito. O Bengalão também queria molhar a sopa. Mas, depois de ver o post do Xico da Popelina, &lt;a href="http://tirem-me-deste-filme.blogspot.com/2008/05/este-voo-ra-no-fumadores.html#links"&gt;aqui&lt;/a&gt; , acha que não é necessário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8897214902570728065?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8897214902570728065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8897214902570728065' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8897214902570728065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8897214902570728065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/tirem-me-deste-filme-este-voo-ra-no.html' title='Não fumadores'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-241455873960473748</id><published>2008-05-18T17:05:00.002+02:00</published><updated>2008-05-18T17:32:44.548+02:00</updated><title type='text'>A Televisão e os Populares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A história conta-se em três penadas. Um agricultor transmontano, de 65 anos, calculou mal uma manobra quando conduzia o seu tractor, este virou-se, matando o infeliz. Foi um acidente banal e frequente, num país em que o Governo ainda não se lembrou de proibir a venda de tractores sem cobertura de protecção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora O Bengalão soube do caso pelo Telejornal. O que fez a Televisão? Pois tentou transformar isto num espectáculo, que é o que sempre faz. Se a Televisão tivesse algum pudor e alguma decência, nem sequer tinha dado a notícia, que só é relevante para a família enlutada, deixando esta na paz que se quer para todas as coisas importantes da vida, ou seja, o nascimento e a morte. Se fosse competente, a Televisão tinha imediatamente encarregado um dos seus jornalistas de começar a preparar um programa de investigação, para que nós, daqui a uns meses soubéssemos quantas pessoas morrem em Portugal por ano em acidentes destes, e a razão pela qual o Governo não entende que se justifiquem regras de protecção para quem, por não ter instrumentos de trabalho seguros, morre a trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a Televisão não é nem decente, nem competente. E, assim, como o Fernando Mendes não estava disponível para a reportagem, enviou para o local uma lambisgoiazita a fingir de jornalista, que chegou a uma cena gritante de vazia, em que não havia já nem tractor, nem cadáver, nem sequer, ao menos, viúva lacrimejante ou filho inconsolável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A lambisgoia, em desespero de causa, aplicou o Artigo único do Livro de Estilo da RTP: Quando, por circunstâncias imprevisíveis, a viúva, sem qualquer respeito pela Comunicação Social, se recolher ao recato da sua casa para começar a chorar o seu morto, antes da Televisão poder recolher as lágrimas que lhe cabem, deve entrevistar-se um Popular. Foi o que fez a lambisgoia. A resposta do Popular, identificado em rodapé como "Testemunha" foi modelar: pois, sabe, eu quando cá cheguei já estavam a tirar o corpo. Não tinha, portanto, assistido a coisa nenhuma. A lambisgoia, persistente, não desistiu. E entrevistou o Comandante dos Bombeiros de Bragança que, fardado e tudo, declarou: "Quando chegámos, a vítima estava em estado de cadáver". Se repararmos bem, a profundidade da declaração é imensa. A morte é um estado. A vida também. A isto se chama teoria quântica da vida. Os ares de Trás-os-Montes fazem milagres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A atracção da Televisão pelos Populares é extraordinária. E O Bengalão confessa que tem um sonho na vida. Estar presente quando aconteça um destes desastres em que a vida é pródiga, só para que, quando a lambisgoia de serviço avançar para O Bengalão, de microfone em riste, dizendo, com aquela voz ondulada que eles aprendem agora nas Faculdades de Comunicação Social, Senhores espectadores, o cenário é indescritível, temos aqui um Popular (o Popular é O Bengalão), O Bengalão lhe poder dizer, em directo e ao vivo: Vai chamar Popular ao cqtf.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-241455873960473748?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/241455873960473748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=241455873960473748' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/241455873960473748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/241455873960473748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/televiso-e-os-populares.html' title='A Televisão e os Populares'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-5593275320479993212</id><published>2008-05-13T22:18:00.002+02:00</published><updated>2008-05-13T22:26:29.194+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone de Oliveira cancro mastectomia'/><title type='text'>Cancro da mama</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão estava a trabalhar e a ouvir, distraidamente, a RTP. De repente, o programa versa histórias de mulheres que sobreviveram a cancros da mama. Todas histórias de coragem e de vontade de viver. Todas mulheres bonitas, sorridentes, serenas, com quem apetece estar. Simone de Oliveira contou que se recusou a fazer uma reconstrução mamária depois da mastectomia radical a que foi sujeita. E disse que é perfeitamente possível continuar a ser mulher, e ser bonita, e ser atraente, e ser sedutora depois de sofrer um ataque tão radical como este à integridade física. O Bengalão acha que Simone tem toda a razão. Tem razão a Mulher bonita, e atraente, e sedutora que Simone de Oliveira é. Com cancro ou sem ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-5593275320479993212?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/5593275320479993212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=5593275320479993212' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5593275320479993212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5593275320479993212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/cancro-da-mama.html' title='Cancro da mama'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-7475277387709080984</id><published>2008-05-11T18:46:00.004+02:00</published><updated>2008-05-18T11:13:19.553+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><title type='text'>Futebol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Atenção, Leitor, muita atenção. Para edificação dos Povos e espanto das Nações, O Bengalão vai falar de futebol. Saberás, Leitor, não podes deixar de saber, se não tens passado os últimos meses escondido no fundo do poço da Quinta da Regaleira, a meditar na Glória do Grande Arquitecto do Universo, que a Justiça Portuguesa pensa que há fortes indícios de que dirigentes de alguns clubes de futebol tenham, entre outros mimos, corrompido e coagido árbitros, falsificado documentos, alterado, sistematicamente, classificações e nomeações de árbitros. A Comissão Disciplinar da Liga de Futebol pensa o mesmo. Três clubes de futebol, alguns dirigentes e árbitros foram disciplinarmente condenados por quem, em nome do Estado, exerce o poder disciplinar no futebol. Os condenados têm direito a recurso para um orgão presidido por um subordinado de um dos arguidos e dirigente de um dos clubes suspeitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim que se soube da decisão, alguns senhores que há uns anos compraram uns óculos de aros finos e passam, por isso, por intelectuais, apressaram-se a declarar que as condenações eram um ataque do centralismo ao Norte do País, escamoteando o facto de que um dos três condenados ser um clube de Leiria, que só com muito esforço pode ser considerada uma cidade do Norte. O Bengalão não liga muita importância a estas baboseiras, de tal modo está habituado a ouvir alguns demagogos do Norte a gritarem, escandalizados, de cada vez que alguém ousa uma crítica, mínima que seja, à Invicta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas O Bengalão leu, com surpresa, o que escreveu António Barreto. Ora António Barreto é um homem que O Bengalão respeita. Que Miguel Sousa Tavares, que vê o mundo a preto e branco, embora tenha cara de quem a vê a preto e preto, escreva as inanidades a que há anos nos habitua deixa O Bengalão mais granítico que a Sé da Invicta. Que Manuel Serrão, de cada vez que alguém, um investidor, um artista, um professor, escolhe Lisboa para as suas actividades&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;espume de raiva e grite contra a descriminação de que está a ser vítima o Norte, deixa O Bengalão mais marmóreo do que as lápides do Instituto do Vinho do Porto. Mas tu, Barreto? &lt;em&gt;Tu quoque, Antonie?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que disse então António Barreto? Disse isto: "Não é admissível que um clube do Norte provinciano exerça uma hegemonia quase sem falhas. O Porto haveria de pagar." Esta afirmação, vinda de quem vem, é particularmente grave. Comece por se notar que Barreto, de uma forma desonesta a que nos não tinha habituado, escamoteia o tratamento dado ao Leiria e faz um amálgama inaceitável entre Norte e Porto. Como se dissesse "O Norte é o Porto. O resto é paisagem". Note-se de seguida que Barreto diz claramente que os processos são consciente e voluntariamente destinados, não a apurar se é ou não verdade que alguns indivíduos feriram, com o seu comportamento criminoso, a honra de uma cidade que se orgulha do epíteto de "Sempre Leal", mas a fazer o Porto pagar a ousadia. O que não diz Barreto (neste tipo de cobardias há sempre algo de essencial que se esconde) é quem está por detrás da cabala.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ajudemo-lo, então. Duas hipóteses se põem: A Justiça Portuguesa ou a Liga de Clubes. A Liga de Clubes tem nomes, tem rostos. Se esta hipótese é verdadeira, então devemos ver quem é responsável da LC. E basta, Leitor, vermos a constituição dos orgãos dirigentes da prestimosa instituição para tirarmos algumas conclusões. Comecemos pela Assembleia Geral da Liga. É constituida por quatro pessoas. Destas, três são do Porto e uma de Setubal. Das três que são do Porto, duas são arguidas no processo judicial e a outra, um funcionário do Tribunal onde correm os autos, é arguido num outro processo por difamação de um magistrado. Nem Barreto seria capaz de convencer-nos de que são estas impolutas criaturas que movem tão encarniçada perseguição. Será a Direcção, então. Vejamos: a Direcção da LC é constituida por um Presidente, de Oliveira de Azemeis, e doze clubes, entre efectivos e suplentes. Destes, cinco são do Porto, um de Aveiro, um de Vila Real, um de Braga. Os outros quatro são um de Leiria (arguido no processo), um de Setubal, um de Lisboa e um do Funchal. Nem Sousa Tavares seria capaz de nos explicar como é que estas sapientíssimas personagens embarcam em tão injusta cabala. Acrescentemos que a Liga tem ainda uma Directora Executiva, que é do Porto (aliás, irmã de dois ex-jogadores dos Dragões). Finalmente, a Comissão disciplinar. Dos cinco membros, todos juristas, que a constituem, pelo menos quatro estão, pessoal e profissionalmente, ligados ao Porto. Alguem acredita que são estes os homens de mão da besta do centralismo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue-se que Barreto, ao afirmar o que afirmou, está a acusar a Justiça Portuguesa de ter perdido a sua independência para se bandear com os perigosíssimos centralizadores que querem esbulhar o Porto das inúmeras façanhas que a cidade faria, se a deixassem. Só não faz porque a não deixam. Ai, se a deixassem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É esta a visão que Barreto tem da Justiça portuguesa. É esta a visão que tem Barreto da mui nobre Cidade do Porto. Se o não diz claramente, é porque lhe falta a coragem. Não se pode ter tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-7475277387709080984?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/7475277387709080984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=7475277387709080984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7475277387709080984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7475277387709080984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/futebol.html' title='Futebol'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-6818157880308497333</id><published>2008-05-09T19:05:00.004+02:00</published><updated>2008-05-18T02:14:37.905+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vale de Azevedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='António Borges'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mira Amaral'/><title type='text'>Três notícias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão esteve ausente durante algum tempo e, ao regressar a casa e pôr a escrita em dia, deparou-se com três notícias significativas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O músico Bob Geldof afirmou que Angola era dirigida por criminosos. O Engenheiro Mira Amaral veio a terreiro dizer que esta afirmação era um disparate. Ora quem é o músico Bob Geldof? É um cantor de que O Bengalão não gosta por aí além, mas que se tem distinguido, nos últimos anos, pelo apoio que dá a causas humanitárias, um pouco por todo o mundo. O Engenheiro Mira Amaral quem é? É um ex-ministro que se distinguiu, há uns anos, por começar a receber da Caixa Geral de Depósitos, ou seja, de nós todos, uma reforma de 18000€ por mês, por lá ter trabalhado 2 anos, e que se veio somar à pensão que já lhe pagávamos por ele ter sido ministro e vagamente deputado. Na altura da concessão das pensões o Engenheiro Mira Amaral não sofria de doença crónica e ainda não tinha 65 anos. Podia, portanto, trabalhar. O Bengalão confessa que, se mais argumentos não houvesse, teria tendência a acreditar mais na palavra de Geldof, que aliás também ganha bem, com a pequeníssima diferença de que não é O Bengalão que lhe paga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas há mais argumentos. Todas as organizações internacionais são unânimes em afirmar que o regime angolano é dos mais corruptos do mundo. Angola é o país africano com um crescimento mais alto (cerca de 15%) e, no entanto, todos os indicadores mostram que a saúde, a educação, a habitação, as infrastruturas mais necessárias à vida do ser humano normal, a água, os esgotos, estão ao nível dos mais pobres de África. A família Eduardo dos Santos acumulou, ao longo dos anos, uma fortuna incalculável que é hoje gerida por uma das filhas do presidente, cuja única qualidade na vida económica é ser filha de quem é. É esta gente que resolveu abrir um banco em Portugal. Todos os ditadores corruptos africanos têm feito o mesmo: apropriam-se do dinheiro do país e do que vão extorquindo às empresas estrangeiras que com eles negoceiam e colocam-no em segurança no estrangeiro, não vá o diabo tecê-las. Por outro lado, é mais barato, para canalizar o dinheiro da corrupção, dispôr de um banco no estrangeiro do que ter de pagar a intermediários. O principal accionista do novo banco é a moçoila de que atrás se falou. Não sendo capaz de gerir o banco, ou tendo mais que fazer, contratou um criado para o fazer por ela. O criado chama-se Engenheiro Mira Amaral e, como muitas vezes fazem os criados atentos, veneradores e obrigados, defendeu a patroa e, sejamos sérios, também o dinheirinho que ela lhe paga, que se acrescenta ao que nós lhe pagamos. A resposta do Engenheiro Mira Amaral não é uma resposta: é o bolsar de quem, com a carteira cheia e a ética flexível, não quer perder nenhum dos seus privilégios. Angola é dirigida por criminosos. Mas os criminosos têm cúmplices. Muitos deles na Europa, alguns em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrevistado por um jornal português, o inefável António Borges, disse que o subprime é uma das maiores criações financeiras dos últimos anos. Sabes o que é o subprime, Leitor? Não é muito complicado. Os bancos americanos, que, como todos os bancos, precisam do nosso dinheiro como de pão para a boca, começaram a emprestar dinheiro para comprar casa própria, aceitando como garantia, não o valor actual da casa, mas o valor que ela iria ter no futuro. Quer dizer, o banco apostava na subida contínua do preço das casas e, além disso, apropriava-se de uma pequena margem de manobra que é fundamental para quem pede dinheiro emprestado: a possibilidade de ir subindo na vida, enquanto que o empréstimo, em termos reais, não sobe, e corresponde, assim, a uma parte proporcionalmente cada vez menor do rendimento da família. É evidente que o risco, para o banco era maior, mas os bancos resolveram isso de uma maneira, como direi, habilidosa: venderam uma parte das dívidas, por vezes muito bem escondidas por detrás de pacotes de investimento atraentes, partilhando assim o risco assumido com todo o mundo. Conheces, Leitor, o resultado disto: o mercado da habitação entrou em recessão e o sistema financeiro do mundo entrou em crise. Todos estamos a pagar isso. Mas os grandes bancos e os gestores de investimentos ganharam muito com a manobra. Houve dinheiro teu, Leitor, que nunca compraste um andar em Lisbon (no Dakota do Norte, EUA), nem em Faro (na Carolina do Norte, EUA), e nunca pediste dinheiro a um banco americano, que foi parar ao bolso do Senhor António Borges, que vive desses expedientes. Não surpreende, pois, que o Senhor António Borges considere os subprimes uma maravilhosa invenção. O que se percebe menos é que muitos o considerem como a última esperança do PSD. Ou julgarão que, se António Borges fosse Primeiro Ministro, isto ia ser um bodo aos pobres em subprimes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Senhor Vale de Azevedo é um burlão que foi condenado em vários tribunais, por crimes variados. Foi recorrendo até ao Supremo Tribunal de Justiça que, agora, o julgou definitivamente culpado no primeiro desses processos. O burlão foi condenado a sete anos de cadeia. Não os cumprirá, no entanto. Fugiu do país a tempo. Fugiu do país porque o Legislador que nos coube em sorte (se assim se pode dizer) organizou a Justiça de maneira que quem para isso tiver dinheiro pode protelar a decisão final por muitos anos, durante os quais, apesar de ter sido condenado por várias instâncias, é presumido inocente. Fugiu do país porque os Doutos e Meritíssimos Juízes não terão visto que havia um perigo real de fuga e, portanto não houveram po bem aplicar-lhe medidas de coacção. Fugiu do país porque a polícia não considerou necessário vigiá-lo discretamente. Não será preso, portanto. Nem os esbulhados por ele se verão ressarcidos. Se fosse só o Senhor Vale de Azevedo, ainda vá. Mas não é. E a Opinião Pública portuguesa resume a situação da seguinte maneira: quem tem dinheiro pode fazer o que quiser, sem ter de se importar com a Justiça. E isso é algo que põe em causa todo o desenvolvimento do país, mesmo com planos tecnológicos, muito investimento estrangeiro, e muita requalificação da mão de obra portuguesa. Mesmo que o Ingenhêro deixe de fumar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-6818157880308497333?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/6818157880308497333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=6818157880308497333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/6818157880308497333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/6818157880308497333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/trs-notcias.html' title='Três notícias'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-7307314842325070877</id><published>2008-05-08T20:21:00.002+02:00</published><updated>2008-05-08T20:45:25.621+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PSD lider'/><title type='text'>Contabilista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão assistiu, com toda a atenção, à prestação da Contabilista na RTP. O Bengalão, que já tinha ouvido a Senhora dizer que não fazia campanha eleitoral, como é aliás seu pleno direito, esperava que, entrevistada pela televisão, explicasse por que pensava que era melhor do que os outros candidatos para dirigir o PSD. Para isso, seria importante que esclarecesse o que a distinguia deles. Não para os insultar mas para nos dizer, a todos, os que são do PSD e os que não são que, da pluralidade de um partido democrático, é natural que surjam ideias, todas elas inteligentes, todas elas sérias, todas elas respeitáveis, mas todas diferentes umas das outras, sobre os objectivos a atingir e o caminho para lá chegar. Pensava O Bengalão que a Contabilista não quereria que alguém pensasse que ela e o Santana são precisamente o mesmo. O Bengalão enganou-se. A Contabilista, que não fará campanha, escusou-se também a explicar as diferenças. Não é a primeira vez que O Bengalão assiste a estes métodos de fazer política. Ainda há pouco o Sr. Medvedev, na altura candidato à presidência da Federação Russa, fez o mesmo. Nem debate, nem campanha. E ganhou, esmagando os concorrentes. Parece no entanto a O Bengalão que a perspectiva de ver o principal partido da oposição dirigido por uma Medvedeva, que ainda por cima não rejeita o apodo de dama de ferro não augura nada de bom para a democracia portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A dificuldade em marcar diferenças foi ainda mais longe. Depois de muito instada pela jornalista a dizer o que a distinguia do Ingenhêro, a Contabilista lá conseguiu lembrar-se de uma "diferença" e balbuciou umas banalidades sobre a importância do Estado. Ora O Bengalão esperava ouvi-la dizer o que mudaria se a Contabilista fosse Primeira-Ministra.  Se O Bengalão percebeu bem, a política educativa seria a mesma, a política de saúde a mesma seria, a política de ambiente continuaria, manter-se-ia a política externa, e a de defesa, e a de turismo, e o modelo de desenvolvimento, e o segredo bancário, e a carga fiscal, e o financiamento da investigação, e a habitação, e o ordenamento rural, e a autorização dos OGMs, e continuaria a haver a PSP e a GNR e o F.C. do Porto continuaria a ser campeão de futebol. Tudo na mesma. Com menos Estado, claro. Nisso, a Contabilista é formal e intransigente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-7307314842325070877?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/7307314842325070877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=7307314842325070877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7307314842325070877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7307314842325070877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/contabilista.html' title='Contabilista'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4203978930800387240</id><published>2008-05-08T19:08:00.005+02:00</published><updated>2008-05-08T20:21:10.849+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acordo'/><title type='text'>Ainda o acordo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Rosa Brava não está de acordo com O Bengalão. Ainda bem. Se toda a gente estivesse de acordo com O Bengalão, o mundo seria diferente, mas não seria melhor. Mas permita-se a O Bengalão uma palavrinha. É um erro pensar que, se se escrever de forma diferente, de forma diferente se falará. Se se acabasse com os acentos, por exemplo, não se passaria a pronunciar as esdrúxulas como se fossem graves. O facto de eu escrever &lt;em&gt;tenhamos&lt;/em&gt;, sem acento, não impede que muita gente diga "tênhamos". O Bengalão acha que se podia perfeitamente utilizar o alfabeto cirílico para escrever Português, sem acentos (na realidade há um acento no alfabeto cirílico, para distinguir o й do и) mas não serve para a mesma coisa. E não é fácil defendermos que este acordo apenas serve os brasileiros. Em Portugal e no Brasil sempre se escreveu da mesma forma até que um Parlamento particularmente ignorante resolveu, em 1911, impôr uma ortografia por decreto. A O Bengalão parece que é melhor que se escreva a mesma língua da mesma maneira, aceitando uma ou outra variante que mostre mais plasticamente variantes dialectais. Se algúem tem de ceder mais na negociação, é lógico que seja quem deu início ao problema. Resta que alguns editores portugueses, não todos, felizmente, têm da concorrência e do risco o mesmo medo que a generalidade dos empresários portugueses. Querem que a sua quintinha, pobre mas honesta, seja protegida do monstro brasileiro. Não nos dizem quanto tempo demorará, se não houver acordo, até que os outros países lusófonos adopem a ortografia brasileira, do Brasil que os trata melhor, que lhes manda mais livros, quase sempre mais professores, mais e melhores programas de televisão, muitíssimo mais programas de computador, expulsando assim os editorzitos portugueses dos seus mercados e pondo-os a mendigar um acordo ortográfico, quando for demasiado tarde? O Bengalão repete que há bons editores em Portugal. O Bengalão confessa que comete de vez em quando o seu sonetozito e que tem um editor que o trata muito bem. O Bengalão não faz a mínima ideia do que ele pensa do acordo, mas tem a certeza de que tem uma opinião inteligente e medo nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante, no entanto, é que O Bengalão, como faz sempre que lhe comentam os posts, foi ver a página da Rosa Brava e gostou do que viu. Tem pena que ela tenha decidido deixar de a manter, mas quem é O Bengalão para sobre isso dizer seja o que fôr? Leitor, vai &lt;a href="http://roseiraldoamor.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt; . Vais ver que gostas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4203978930800387240?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4203978930800387240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4203978930800387240' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4203978930800387240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4203978930800387240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/ainda-o-acordo.html' title='Ainda o acordo'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-7201289527717766756</id><published>2008-05-06T10:28:00.004+02:00</published><updated>2008-05-08T19:57:29.372+02:00</updated><title type='text'>Género</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escreve João Paulo Guerra, no Diário Económico: &lt;em&gt;"Para além do género e do penteado, a única essencial diferença entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite é que um está no poder e a outra esteve".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão sabe que JPG, na altura gloriosa do Tempo Zip, não era economista. Mas a economia é maleita contagiosa, um pouco como a poesia, de que Cervantes dizia &lt;em&gt;"soy poeta, que es enfermedad pegadiza".&lt;/em&gt; E, assim sendo, JPG é, para todos os efeitos práticos, um economista. O Bengalão protege-se sempre, quando lê JPG, como se deve fazer para evitar contágios. Vinda de quem vem, a prosa de JPG suscita algum espanto e três comentários. O espanto vem do facto de um economista falar de uma diferença &lt;strong&gt;essencial&lt;/strong&gt;. Pois quê? Então os economistas abandonaram a cavacal secura da sua posição hierática para se dedicarem agora à percepção de algo tão volátil como uma essência? Pois não lhes basta já aquilo que, com a subtileza de um rolo compressor, conseguem reduzir à plana beatitude dos números unidimensionais? &lt;strong&gt;Essencial&lt;/strong&gt;, JPG? Que bicho te mordeu, JPG? Estaremos, como diria o Ingenhêro se alguma vez tivesse lido Eduardo Lourenço, perante uma mudança de paradigma? Um economista é um ingénuo que pensa que a economia é uma ciência exacta e que a matemática é outra coisa que uma linguagem. Acham que a matemática é uma mantra que permite achar a verdade. Um economista é um bufarinheiro que dá, de uma passadeira rolante, a seguinte definição: &lt;em&gt;Seja No a cota de partida de uma escada rolante ascendente e N1 a sua cota de chegada. Seja X=N1-N0. Uma passadeira rolante é uma escada rolante ascendente tal que X=0.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Essencial&lt;/strong&gt;, JPG?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para além do &lt;em&gt;grão espanto&lt;/em&gt;, O Bengalão tem três comentários a fazer. O primeiro é que lhe parece abusivo dizer que a juntar à diferença "essencial" que JPG julga ver, haja uma diferença de penteado. O penteado do Ingenhêro e o da Contabilista não são muito diferentes. A O Bengalão parecem até quase idênticos. O Bengalão sabe que há, na cabeça da Contabilista, mais volume do que na do Ingenhêro. Mas os dois penteados são, como direi, &lt;em&gt;essencialmente&lt;/em&gt; iguais. O topete da pita gótica que arvora a pluma vertical e negra do cabelo com o mesmo desplante com que exibe o pin no lábio é &lt;em&gt;essencialmente &lt;/em&gt;diferente do betão armado do penteado da Dra. Manuela Eanes. O cabelo rapado da enfermeira do Instituto de Oncologia que sente a necessidade visceral de se parecer com os seus doentes é &lt;em&gt;humana e essencialmente&lt;/em&gt; diferente do capachinho do Dr. Fernando Gomes. Agora o Ingenhêro e a Contabilista? (Intervalo. Há muitos anos, O Bengalão costumava contar às suas filhas histórias que ia inventando à medida que as contava, mas que começavam sempre por: &lt;em&gt;"Era uma vez um urso e uma tirolesa".&lt;/em&gt; O Bengalão promete que há-de contar aos seus netos histórias por medida e que comecem por &lt;em&gt;"Era uma vez um Ingenhêro e uma Contabilista"&lt;/em&gt;. Ouviram, meninas? Ao trabalho, que se faz tarde!). Penteados diferentes, os do Ingenhêro e o da Contabilista? Ai, JPG, JPG...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O segundo comentário tem a ver com a conclusão, muito portuguesa, de JPG. Para JPG e, sejamos justos, para a maioria dos Portugueses, o poder é um lugar, quase um logo, em que se está. O Governo, o Parlamento e outros orgãos da República deviam estar, não em Lisboa, mas numa lindíssima aldeia perto de Coimbra que se chama Logo de Deus. E perguntar-se-ia assim: Onde está o Ingenhêro? Está no poder. Ou seja, no Logo de Deus. Mas o poder não é um lugar. O poder tem-se. A Contabilista tem poder. O Ingenhêro também. Têm pouco, mas têm. Nenhum deles tem tanto como o Tio Belmiro. E nunca teve. O Durão não tem poder nenhum. O Santana nunca teve. O Pinto da Costa tem mais poder do que o Rui Rio. O pensador Marcello julga que tem poder. O Cardeal Patriarca também. Estar no poder, JPG?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O terceiro comentário é sobre aquilo a que JPG chama a diferença de género entre o Ingenhêro e a Contabilista. Claro que JPG estudou o livro de estilo do politicamente correcto e sabe que é género que se diz, não é sexo. Mas O Bengalão, que não tem que respeitar essas regras espúrias, permite-se algumas observações sensatas. Queiram ou não queiram os Grandes Inspectores (e Grandes Inspectoras, claro) da correcção política, o Ingenhêro e a Contabilista são de sexos diferentes. Se são de géneros distintos ou não está sujeito a discussão. Antes que se pense que O Bengalão é um machista inveterado, que não entende a subtileza da distinção entre género e sexo, declara desde já O Bengalão que tem lido os seus Autores, percebe bem a diferença e está de acordo com a necessidade de designar de maneira desigual o sexo biológico e o sexo social. O Bengalão leu o &lt;em&gt;Deuxième Sexe&lt;/em&gt;, e acha que essa distinção, aí inaugurada (em 1949!!!), é um avanço muito importante na civilização humana. O problema não é esse. Trata-se apenas de um problema de designação. Na sequência do conceito de Simone de Beauvoir, sociólogas e feministas americanas propuseram, para traduzi-lo, a palavra inglesa &lt;em&gt;gender.&lt;/em&gt; A palavra &lt;em&gt;gender&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;para um anglófono&lt;/strong&gt;, é uma boa escolha. &lt;strong&gt;Em Inglês&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;gender&lt;/em&gt; significava, antes do fim da década de 1950, quando, pela primeira vez, a palavra foi usada para traduzir o conceito beauvoiriano, duas coisas: &lt;strong&gt;tipo&lt;/strong&gt; e, mais restritivamente, o que, em Português, se designa por &lt;strong&gt;género gramatical. &lt;/strong&gt;O Bengalão, que não perde uma oportunidade de mostrar os seus conhecimentos (&lt;em&gt;La culture est comme la confiture: moins on en a, plus on l'étale)&lt;/em&gt;, acrescenta que &lt;em&gt;gender&lt;/em&gt; já significou &lt;strong&gt;sexo,&lt;/strong&gt; tendo sido ainda usada&lt;strong&gt;,&lt;/strong&gt; até ao princípio do século XX, nesse sentido, em tom irónico, e, até ao século XVII, significava mesmo &lt;strong&gt;prole. &lt;/strong&gt;Ora, com o uso de &lt;em&gt;gender,&lt;/em&gt; expurgava-se o conceito de conotações biológicas, ilustrando a diferença em relação a &lt;em&gt;sex,&lt;/em&gt; usando um termo muito abrangente e, portanto, neutro e, além disso, acentuava-se o carácter convencional (como são todos os conceitos gramaticais), ou seja, não natural, da designação. É evidente, para quem não seja Licenciado pela Universidade Independente, que a escolha é boa &lt;strong&gt;em Inglês&lt;/strong&gt;, e em qualquer língua que cumpra duas condições: primeiro, que tenha dois géneros totalmente, ou quase totalmente, coincidentes com os sexos; segundo, que a palavra que designa o que em Inglês se chama &lt;em&gt;gender&lt;/em&gt;, não tenha outros significados que prejudiquem a adequação ao conceito. Quanto à primeira condição, o Inglês cumpre-a quase perfeitamente. Tem três géneros, o neutro para quase tudo e o masculino e o feminino, paralelos, com algumas notáveis excepções (navios e países, por exemplo, que são ambos femininos), aos dois sexos tradicionais (O Bengalão diz &lt;em&gt;tradicionais&lt;/em&gt; para se precaver de alguma reacção menos gandhiana de algumas pessoas). Quanto à segunda, o cumprimento é evidente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema é que há poucas línguas que tenham a mesma distribuição de géneros do Inglês. O Bengalão não conhece nenhuma. Em Português, se é verdade que o sexo feminino é do género feminino e o masculino do masculino, é também verdade que a ausência do género neutro (pelo menos nos substantivos, diz O Bengalão, que é um snob, quando fala de gramática) impede o paralelismo entre género e sexo. Em Alemão, que tem neutro, uma das palavras que quer dizer &lt;em&gt;mulher&lt;/em&gt; é neutra, &lt;em&gt;mesa &lt;/em&gt;é masculino e &lt;em&gt;quadro &lt;/em&gt;feminino. Em Finlandês não há género (O Bengalão não tem experiência pessoal que lhe garanta que há sexo, mas deve haver) e, nalgumas línguas bantu, há vinte géneros, nenhum dos quais tem a ver com sexo. A segunda condição é ainda mais problemática. A palavra &lt;em&gt;género&lt;/em&gt;, em Português, além de significar o que &lt;em&gt;gender&lt;/em&gt; quer hoje dizer em Inglês, significa também o que em Inglês se designa por &lt;em&gt;genus,&lt;/em&gt; ou seja, o taxon que, hierarquicamente, está acima da espécie. Diz-se assim que a espécie &lt;em&gt;Rosa foetida &lt;/em&gt;(existe mesmo e cheira mesmo mal) pertence à secção &lt;em&gt;pimpinellifoliae&lt;/em&gt; do subgénero &lt;em&gt;eurosa&lt;/em&gt; do género &lt;em&gt;rosa.&lt;/em&gt; Em Português, assim, a palavra &lt;em&gt;género&lt;/em&gt; não serve para traduzir o conceito que aqui está em causa. O Bengalão espera que as feministas portuguesas imaginem a palavra certa. Seria pena que as mulheres, que, durante milénios foram tratadas como se pertencessem a uma espécie diferente da dos homens, defendessem agora que nem ao mesmo género pertencem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-7201289527717766756?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/7201289527717766756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=7201289527717766756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7201289527717766756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7201289527717766756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/05/gnero.html' title='Género'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4546290695935744781</id><published>2008-04-26T20:48:00.002+02:00</published><updated>2008-04-26T21:43:52.680+02:00</updated><title type='text'>Cravos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Confessa O Bengalão que nunca percebeu muito bem o que é que o CDS e o PSD têm contra os cravos. Na sessão solene da Assembleia da República, para comemorar o 25 de Abril, os deputados do PS, do PCP (incluindo Os Verdes) e do BE lá estavam de cravo ao peito. Os do CDS e do PSD não tinham cravo. O Presidente da AR, sempre atento às finuras institucionais, veio receber o Presidente da República sem cravo e pô-lo quando entrou no Hemiciclo. Os cravos que, no mundo todo, simbolizam a revolução democrática portuguesa são, em Portugal, conotados com aquilo a que, por comodidade, ainda se chama a esquerda. O Bengalão teve a oportunidade de estar, há alguns anos, no Chile, no dia 25 de Abril. De manhã, levantou-se e foi comprar um ramo de cravos vermelhos. Todos os participantes da conferência em que estava O Bengalão, nenhum dos quais era português, reconheceram o símbolo, pediram um cravo e deram os parabéns a O Bengalão. E havia gente de todos os quadrantes políticos. Por que será, então que, em Portugal, os cravos são considerados, pela Direita, um símbolo de Esquerda? O Bengalão percebe que a Direita não tenha gostado de tudo o que se passou depois do 25 de Abril. Mas que recuse a revolução em si, a que instaurou a democracia, essa, não se percebe. Afinal, sem o 25 de Abril, a maioria dos deputados do PSD e do CDS estariam hoje a viver a apagadíssima tristeza a que os condena a sua gritante mediocridade. Seriam caixeiros viajantes, informadores da PIDE, empregadotes mais ou menos funcionalizados, ou qualquer das coisas que as pessoas eram quando não havia eleições. Alguns nem ricos seriam, se não fosse o 25 de Abril.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Madeira, mais uma vez, vestiu-se de Rei Momo para ir mais longe ainda. Na Madeira, por decisão do Soba, não houve comemorações oficiais. Esquecerão os madeirenses, mais ilhéus do que os cubanos, que, sem o 25 de Abril, autonomia viste-a, o Jardim estaria ainda a  escrever na imprensa local louvaminhas bajulatórias ao ditador que estivesse no poder, o Ramos a vender sanitas, os corajosíssimos independentistas a dar vivas a Portugal Eterno, e os dignatários do PSD a terem de fazer contas à vida para pagar a renda de casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De onde vem, então, esta alergia aos cravos? O cravo é uma flor bonita e, quando é vermelho, tem as cores da bandeira nacional. Tem tudo, assim, para ser consensual. Por que não é, então?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os ensinamentos vêm de onde menos se espera. Pois não é, Leitor, que foi a demissão do Luís Filipe que abriu a O Bengalão as portas de Damasco? (Aconselham-se os Licenciados pela Universidade Independente a irem ver à Wickipédia o verbete "S. Paulo". Deve lá estar. Se não encontrarem, peçam à vossa mulher a dias ucraniana que vos explique. Ela sabe.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A RTP resolveu convidar uma pequeníssima parte dos candidatos aos sapatos do Luís Filipe para debaterem o momentoso tema do futuro do PSD. Durante o debate, houve algo em que todos estiveram de acordo. Quando fôr Governo, o PSD fará exactamente o que está a fazer o PS mas, ao contrário deste, fá-lo-á bem. Entendeste bem, Leitor. Disse-o o Ângelo, disseram-no todos: o problema do País não é o que o PS está a fazer, não, o PSD faria o mesmo. O problema é que o PS o faz mal. E o PSD, quando estiver no Governo, fá-lo-á bem, nem que seja o Santana a ganhar as eleições. O Bengalão abstem-se de comentar esta assunção. Dirá apenas que a fé move montanhas. E que é precisa muitíssima fé para acreditar que o Santana fará seja o que fôr bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando O Bengalão ouviu isto, de repente fez-se luz. E lembrou-se O Bengalão de já ouviu isto muitas vezes. Queres exemplos, Leitor? A descolonização, por exemplo. A Direita nunca diz que é contra a descolonização. Não. Mas não a faria assim. Como a faria não diz. Mas não a faria assim. O aborto, para mudar de tema. A Direita diz que não faria a lei da despenalização assim. Só não diz que pena tremenda, que castigo inaudito aplicaria à mulher que abortasse. A Constituição. A Direita não faria a Constituição assim. Que Constituição faria a Direita, não diz. Mas assim não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre a Democracia, a Direita pensa exactamente o mesmo. Se fosse a Direita a fazer a Revolução, não a faria assim. Como a faria, não se sabe. Mas, porque a não faria assim, recusa-lhe o símbolo mais inocente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora talvez fosse bom que o PSD aproveitasse para eleger um leader que, por uma vez, nos explicasse o que faria, se... Nem que para isso tivessem de escolher para símbolo da Revolução que ele faria outra flor qualquer. O Bengalão propõe-lhe a flor do cardo. Quando o Santana perdesse as eleições, sempre podiam fazer queijo da serra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4546290695935744781?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4546290695935744781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4546290695935744781' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4546290695935744781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4546290695935744781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/04/cravos.html' title='Cravos'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-1881563237459037640</id><published>2008-04-18T23:38:00.002+02:00</published><updated>2008-04-19T00:02:49.370+02:00</updated><title type='text'>Accordo orthographico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais de dez annos, Portugal rubricou um  accordo orthographico com outros paízes de lingoa portugueza. Parece que agora muyta gente que andava distraída despertou e vem dizer que he contra o accordo.  O Bengalão confessa que ouviu argumentos surpreendentes. Um conceituado escriptor da nossa praça diz, por exemplo, que milhares de livros vão ficar desactualizados nas nossas bybliotecas. Ora O Bengalão, que possue alguns livros anteriores ao accordo de 1945 e continua a le-los, que possue mesmo um ou outro livro anterior à reforma orthographica unilateral de 1911 e lhes deita, de quando em vez, um olhar enternecido, O Bengalão, cuja byblioteca em alemão data, quasi toda, de antes da reforma orthographica, sem que O Bengalão deixe de ler o seu Mann e o seu Kunnert, confessa não compreender a objecção. A orthographia não he mais que uma convenção. O Bengalão, que he fino, he capaz de viver com mais de uma convenção ao mesmo tempo. Vae escrever, como he claro, como o Governo da Reppublica lhe mandar e a sua memoria lhe permitir. Mas não lhe parece difficil ler com mais de um conjunto de regras. Não colhe, portanto, o argumento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;He claro que O Bengalão compreende que se possa ser contra o accordo por principio. Ser contra todos os accordos. Puxar da pistola assim que se ouve falar de accordo. He por isso que O Bengalão, por solidariedade com estes homens de principios, escreveu assim este texto. Como se a reforma orthographica de 1911 não tivesse existido. E divertiu-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-1881563237459037640?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/1881563237459037640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=1881563237459037640' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1881563237459037640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1881563237459037640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/04/accordo-orthographico.html' title='Accordo orthographico'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-2146209808856002220</id><published>2008-04-17T22:03:00.002+02:00</published><updated>2008-04-17T22:12:25.366+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ingenhêro; Mário Soares'/><title type='text'>Coitadito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão ouve sempre com atenção os mais velhos. Os Mais-Velhos, um pouco por já não terem nada a perder e muito por já não terem nada a ganhar, falam com uma franqueza de que os mais novos raramente são capazes. No outro dia, o Dr. Mário Soares, num debate sobre a situação e o futuro da União Europeia, disse uma coisa com que O Bengalão está perfeitamente de acordo: o principal problema da Europa é não ter políticos carismáticos, capazes de fazer os cidadãos partilharem de um sonho. Interrogado sobre se não havia nem um que se aproveitasse, disse: "Claro que há, um ou outro, há a Merkl, e o Zapatero, claro, e o próprio Sócrates faz o que pode..." Assim mesmo, sem tirar nem pôr. Só lhe faltou pôr no fim uma vírgula e acrescentar: coitadito. Assim: "... o próprio Sócrates faz o que pode&lt;strong&gt;, coitadito&lt;/strong&gt;". E ainda dizem que O Bengalão fala mal do Ingenhêro, coitadito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-2146209808856002220?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/2146209808856002220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=2146209808856002220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2146209808856002220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2146209808856002220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/04/coitadito.html' title='Coitadito'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-7019477220145524032</id><published>2008-04-13T22:15:00.002+02:00</published><updated>2008-04-13T22:39:43.203+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madeira Jardim Cavaco'/><title type='text'>O Senhor Silva vai à Madeira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não nutre grande simpatia pelo Senhor Professor Cavaco Silva. Nem sequer partilha do embasbacamento português por um filho de um gasolineiro ter chegado a um diploma de um politécnico inglês que, por via de um sistema de equivalência discutível, se designa por doutoramento. Mas O Bengalão sabe que o Presidente da República não se esgota na figura do Senhor Professor Cavaco Silva. Tem um carácter institucional que O Bengalão, democrata convicto, respeita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há anos, antes da eleição presidencial, o Jardim deu mais um ar da sua graça ao referir-se ao seu colega de partido como "Senhor Silva". O Bengalão acha que, para além da evidente falta de gosto do distinto lider da Madeira, nada de especial há nisto. Compreende-se o que o prócere da Ilha quer dizer: ao referir-se ao seu colega como "Senhor Silva", queria ele diminui-lo, reduzi-lo a um nome comum e negar-lhe o direito à identidade própria, tirando-lhe o nome mais definidor. Aliás, está agora a fazer o mesmo com o Ingenhêro, ao tratá-lo por Pinto de Sousa. O Jardim está a perder qualidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a vida dá muitas voltas, como diria a Margarida Rebelo Pinto. O Senhor Presidente da República vai, em visita oficial, à Madeira. Durante a visita à região, não irá ao Parlamento Regional. Quer dizer, deslocando-se o Senhor Presidente da República à Região Autónoma da Madeira, não visitará a sede máxima do poder regional. O Jardim acha bem. E trata os deputados regionais de loucos. A Presidência da República diz que o convite que lhe foi dirigido pelo Presidente do Parlamento Regional era para jantar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto quer dizer várias coisas: que, convidado &lt;strong&gt;oficialmente&lt;/strong&gt; para jantar, o PR não achou que, aproveitando a sua presença na Região, valesse a pena visitar o Parlamento; que, sabendo que o Jardim ofendeu os deputados, tratando-os, em público, de loucos, o PR não achou seu dever defender a honra dos eleitos, indo ao Parlamento; que, tendo ouvido os dislates do Jardim, o PR não achou que a sua dignidade, que é a nossa dignidade, o impedisse de ir à Madeira jantar com ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Jardim tem razão: quem vai à Madeira é o Senhor Silva. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-7019477220145524032?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/7019477220145524032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=7019477220145524032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7019477220145524032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7019477220145524032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/04/o-senhor-silva-vai-madeira.html' title='O Senhor Silva vai à Madeira'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-128780617105017166</id><published>2008-04-08T23:08:00.004+02:00</published><updated>2008-04-08T23:58:51.268+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradução espanhol'/><title type='text'>Jeito para línguas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Havia em Coimbra, no tempo em que O Bengalão por lá andou, um homem que foi um autêntico percursor dos guias turísticos. Era o Sébié. O Sébié, numa altura em que a maioria dos que nos visitavam eram franceses, e os outros passavam a sê-lo, que remédio, procurava os grupos de turistas, apontava para um monumento e, carregando nos EE, debitava: Univérsité, Sé Bié (O Bengalão não sabe como ele se referia à Sé Nova). O Bengalão espera que tu, Leitor, aprecies devidamente o tacto com que te informou de que Sé Bié queria dizer Sé Velha. Vem isto a propósito de um dos mitos mais arreigados na culpura portuguesa, o mito de que temos jeito para línguas. Nós, que só temos fronteira com a Espanha, a famosa raia que a parta, vemos os Espanhóis, que acham que o centro do mundo é Madrid e, por isso, não estão para falar outras línguas e convencemo-nos de que somos uns génios, uma espécie de finlandeses que falam todos outra língua porque ninguém compreende a deles. A verdade é que os portugueses têm um certo jeito para imitar sons e, portanto, conseguem dar uma impressão quase convincente, quando os ouvimos de longe e sem muita atenção, de que falam bem seja o que fôr. Mas, salvo as honrosas excepções do costume, está longe de ser verdade. O caso mais flagrante, nos dias de hoje, é o do Inglês. Qualquer bicho careta, munido do canudo da Licenciatura pela Universidade Independente, balbucia meia dúzia de inanidades monossilábicas e entarameladas, entremeadas com uma ou duas palavras mais compridas que aprendeu no Finantial Times (eles dizem FT, e nós quase os vemos a piscarem o olho numa familiaridade intolerável) e julga que está a falar Inglês. Quando é ministro e vai a Bruxelas às reuniões do Conselho, encontra-se com outros cromos, todos a dizerem yes, yes, e vem de lá convencido de que é um estadista de craveira internacional (é assim que eles falam, são todos de craveira).&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o caso mais grave está longe de ser o Inglês. Há em Portugal quem saiba Inglês. Ninguém estranha se um jovem, mesmo dos mais velhos, disser que vai para o British Council aprender Inglês. E, se muita gente que julga que sabe Inglês se limita a parecer ainda mais ignorante quando tenta mostrar as suas habilidades do que já é em vernáculo, a verdade é que há muita e boa gente que conhece a língua de Marlowe (por que é que há-de ser sempre a língua de Shakespeare?). O caso mais grave é mesmo o do Espanhol. É uma das línguas mais faladas do mundo, é a língua do país com que temos mais relações comerciais e, no entanto, muito poucas pessoas em Portugal a conhecem razoavelmente. Todos os Portugueses pensam que sabem Espanhol. Na Beira, há uma canção popular que parece ter sido feita para Mário Soares e outros extraordinários &lt;em&gt;hispanohablantes&lt;/em&gt; da nossa praça, e que diz o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrei pela Espanha adentro&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai, a cavalo num burrito&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;E os Espanhóis me disseram&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai que cavaleiro tão bonito&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vá de binga, binga, binga, binga,&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vá de binga, binga, binga, binga,&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já sei falar à espanhola, olé y usted&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;y olé&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vem este momento de poesia a propósito de uma coisa que O Bengalão ouviu hoje no Telejornal. Estavam a dizer que o Presidente do Governo espanhol, nas Cortes, tinha prometido maior severidade na luta contra a violência doméstica, e mostraram o Zapatero, com legendas e tudo, a dizer o seguinte: "Qualquer cobarde que ouse levantar a mão para uma mulher deve saber que tem diante de si, não uma vítima indefesa, mas 40 milhões de cidadãos prontos a..." E aqui é que a porca torceu o rabo. O que o Zapatero disse foi "...&lt;em&gt;plantearles cara&lt;/em&gt;", ou seja, "a enfrentá-los". O que o &lt;em&gt;tradutor &lt;/em&gt;escreveu foi "...partir-lhes a cara". Ou seja, porque não sabe Espanhol, o distinto escrevinhador não percebeu. Porque não é tradutor, não se deu conta de que o Presidente do Governo espanhol, numa sessão das Cortes, &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; ameaça ninguém de lhe ir às fuças. Porque não é honesto, inventou.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se pense que é caso único. As traduções literárias que, em Portugal, vão do muito bom (raro, mas existente) ao muito mau, sem passar pelo razoável, são particularmente más no caso do Espanhol. A grande maioria dos portugueses, no tempo em que estava mais na moda do que hoje a novela hispânica sul-americana, nunca leram Garcia Marquez ou Vargas Llosa. Leram sucedâneos canhestros, mal alinhavados e postos em língua de trapos pelos primos, amigos, amantes ou outra coisa qualquer de editores quase tão ignorantes como eles, que tinham ido duas vezes a Badajoz e, Ai que cavaleiro tão bonito, já sabiam falar à espanhola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é confrangedor, de cada vez que a RTP manda um enviado especial a Espanha, ou um repórter entrevistar um ciclista da Volta a Portugal, ver aqueles néscios a aproveitar cada cheirinho de S para falarem como se fossem belfos (ou seja, como se fosse um Z espanhol) e pensarem que estão a fazer uma grande figura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque é que a RTP, que é nossa, não faz duas coisas muito simples: em primeiro lugar, contratar &lt;strong&gt;tradutores&lt;/strong&gt; para fazerem traduções e, em segundo, dar formação profissional aos seus fncionários, inscrevendo alguns deles num curso de língua e cultura espanhola? O Instituto Cervantes é excelente e não é caro. E escusavam de andar a fazer &lt;em&gt;triste figura&lt;/em&gt; em casa dos vizinhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-128780617105017166?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/128780617105017166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=128780617105017166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/128780617105017166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/128780617105017166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/04/jeito-para-lnguas.html' title='Jeito para línguas'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-5137768939203356689</id><published>2008-04-08T18:36:00.003+02:00</published><updated>2008-04-08T19:00:08.704+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja divórcio'/><title type='text'>Ainda o divórcio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns amigos d'O Bengalão acharam que este tinha ido longe demais ao criticar o direito da Igreja Católica se meter na discussão do divórcio. O Bengalão acha que não se fez entender. A Igreja Católica tem todo o direito de dizer o que pensa da Família, do Casamento e do Divórcio (o Senhor Cardeal que me perdoe a terceira maiúscula). Mas a Igreja, que não reconhece o casamento civil, não tem o mínimo direito de se meter na sua dissolução. É ou não verdade que, para a Igreja, O Bengalão, civilmente casado há muitos e bons anos, vive (e só um católico é capaz de inventar uma palavra tão carregada de culpa) amancebado com a mulher que ama? Então que importa à Igreja que se separem, ou que o Estado reconheça a separação? Das duas uma, ou a Igreja reconhece o casamento civil, e não o faz, ou, para a Igreja, o divórcio de alguém civilmente casado pura e simplesmente não existe, porque se não pode dissolver o que não existe. Ninguém propõe que se dissolva civilmente o casamento religioso. Se alguém casar pela Igreja, esta tem todo o direito de considerar que só a morte os separa e, portanto, de não lhes conceder a separação. O problema da Igreja é a falta de fé. A Igreja ameaça os crentes com a cólera divina e com o castigo dos céus. Mas não acredita nem numa nem noutro. E prefere, enquanto espera pelo divino trovão, e à cautela, não vá o Senhor adormecer, ir adiantando já, e por conta, um infernozinho terreal e civil. A Igreja não consegue convencer os seus (in)fiéis das consequências terríveis da excomunhão e, por, isso, pede ajuda aos esbirros do príncipe. É disto que O Bengalão acusa a Igreja, não pretende cortar-lhe a palavra. Aliás, O Bengalão sempre considerou fascinante que alguns senhores que recusam cumprir o primeiro (por ordem cronológica) dos Mandamentos (Crescei e multiplicai-vos) lhe venham dar lições sobre a Família, a educação dos Filhos e a gestão da sua vida sexual. E não quer deixar de se divertir a ouvir as Reverendíssimas Criaturas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-5137768939203356689?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/5137768939203356689/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=5137768939203356689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5137768939203356689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5137768939203356689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/04/ainda-o-divrcio.html' title='Ainda o divórcio'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-7912060724756013030</id><published>2008-04-03T09:58:00.003+02:00</published><updated>2008-04-04T18:43:02.854+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='independência Madeira autonomia'/><title type='text'>Independência para a Madeira, já!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão leu no jornal uma declaração, que se pretendeu bombástica, do Senhor Rui Alves. Sabes, Leitor, quem é o Senhor Rui Alves? Pois é um pobre diabo, presidente de um clube desportivo, daqueles muitos para quem o Jardim canaliza o nosso dinheiro, para eles fazerem equipas profissionais de todos os desportos possíveis e imagináveis, todos eles absolutamente dependentes dos nossos impostos para conseguirem títulos &lt;em&gt;ad majorem Jardinis gloriam&lt;/em&gt;. O Senhor Rui Alves declarou então que não gostava da Língua Portuguesa, nem da Cultura Portuguesa, que era a favor da independência da Madeira e que, lá mais para o Verão, ia viver para o estrangeiro. Nota, Leitor, que o Senhor Rui Alves não nos fez parte da língua que acha que devia ser oficial na futura República Popular da Madeira, mas O Bengalão acha que deve ser o Inglês. Esta gentinha acha sempre que sabe falar Inglês. Nota ainda, Leitor, a extraordinária coragem do Senhor Rui Alves. Ele acha que a Madeira, que é a terra dele, deve ser independente, e portanto, resolve ir para o estrangeiro. O Bengalão, na altura em que defendia a independência dos Montes Hermínios, ao menos, teve a coragem e o bom gosto discutível de fundar a Frente de Libertação da Egitânia, giroFLE, FLE, fla.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perguntarás, Leitor, porque está O Bengalão a gastar cera com tão ruim defunto. O que temos nós com estes cromos que, de cinco em cinco anos, vêm falar da independência da Madeira? O que O Bengalão acha é que já não tem paciência para ouvir o Jardim e alguns caixeiros viajantes tornados ricos pelos chorudíssimos contratos celebrados com o PSD local, a que aliás pertencem, e pagos com o nosso rico dinheirinho falarem, de cada vez que alguém ousa dizer que talvez já fosse tempo de a Madeira, em vez de continuar a viver à nossa custa, começar, já que é a segunda região mais rica do país, a colaborar com o esforço de solidariedade com o Alentejo, o Nordeste ou o Vale do Ave, da independência da Ilha como se isso fosse uma ameaça que nos deixa transidos de medo. E começam logo a falar do colonialismo, e do sistema de colonia, como se uma coisa tivesse alguma coisa a ver com a outra. Sabes o que é a colonia, Leitor? Actualmente, é uma arma de arremesso que o Jardim utiliza, gabando-se de ter acabado com ela, com o descaramento dos mentirosos compulsivos. A colonia era um sistema medieval de exploração dos camponeses madeirenses &lt;strong&gt;pelas grandes famílias madeirenses&lt;/strong&gt; (e não pelos cubanos), que foi extinto em 1977 pela Constituição da República e pela Lei de bases da Reforma Agrária, ou seja, pelo Parlamento Nacional, e não pelo Jardim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão está farto. E acredita que não é o único. E acha que chegou o momento da autodeterminação. De uma vez por todas. O Bengalão não quer impôr a cidadania portuguesa a ninguém. O Bengalão, que tem orgulho de ser português (O Bengalão sabe que o Ingenhêro, o Paulinho das Feiras, o Luís Filipe, o próprio Cochise, ou Geronimo, ou lá como se chama o índio, são efémeros, são fenómenos passageiros), acha que só deve ser português quem quer. E, assim, propõe um referendo de autodeterminação. Que se pergunte aos portugueses (do Continente, claro) se querem a independência da Madeira. E se, como espero, a independência ganhar, que os deixemos no meio das suas flores e da zona franca, responsáveis pelas suas contas. E, já agora, para evitar que o Rui Alves, que quer ir para o estrangeiro, se lembre de continuar a vir passear a sua insolência por Lisboa, que se exija o visto aos cidadãos do nóvel país que quiserem entrar na nossa terra, de cuja língua não gostam, cuja cultura não respeitam, mas que continua a pagar-lhe as contas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-7912060724756013030?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/7912060724756013030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=7912060724756013030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7912060724756013030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7912060724756013030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/04/independncia-para-madeira-j.html' title='Independência para a Madeira, já!'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8896534078519363327</id><published>2008-03-31T17:28:00.002+02:00</published><updated>2008-03-31T18:07:57.678+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divórcio igreja'/><title type='text'>Divórcio litigioso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Resolveram alguns Deputados apresentar propostas no sentido de facilitar o divórcio aos portugueses. A situação actual é bem conhecida. Quando uma pessoa casada pretende pôr fim à relação matrimonial, tem hoje duas soluções: ou obtém o consentimento do cônjuge, e ver-se-á divorciada em breve prazo e a custo razoável; ou não o obtém, e terá, para se divorciar, de provar que a culpa da situação é do cônjuge e de pagar muito, em tempo e em dinheiro, para se divorciar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta situação é duplamente injusta. Por um lado, prolonga desnecessariamente situações de conflito que são dolorosas, e, por outro, protegem os fortes. Quer dizer, num casal em que um dos cônjuges tenha rendimentos próprios e o outro não, ou se houver uma diferença muito sensível entre os dois, o mais rico pode, e muitas vezes fá-lo, prolongar quase indefinidamente os processos, tornando a vida do outro num inferno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não conhece os projectos em discussão. Não sabe, assim, se alguns problemas são correctamente tratados. Mas sabe que, em princípio, o objectivo deles é justo e corresponde a uma prática social que tem feito com que o casamento já não seja a única maneira de constituir uma família e seja mesmo cada vez menos o acto constitutivo de uma família. Cada vez há mais pessoas que não consideram que o casamento seja uma condição prévia para duas pessoas iniciarem uma vida em comum. Cada vez menos pessoas consideram, assim, o casamento como acto fundador e sagrado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão tem a sua opinião. Mas trata-se de uma questão que é do domínio privado de cada um. A opinião d'O Bengalão não tem qualquer interesse, a não ser para si próprio e para a pessoa com quem partilha, e tem toda a intenção de continuar a partilhar a sua vida. Não tem interesse a opinião d'O Bengalão nem a de ninguém. Que o Estado deve proteger e salvaguardar o direito de alguns cidadãos, que acreditam que o casamento é sagrado, de celebrarem o matrimónio de acordo com essa crença é uma evidência. Que o Estado, ou seja quem fôr, tenha o direito de definir as condições da dignidade do casamento seria um desvio intolerável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora a Igreja Católica entendeu pronunciar-se sobre o assunto. Tem a Igreja o direito de se pronunciar? Claro que sim. Desde que aceite as condições que governam a convivência num Estado de Direito. Ou seja, que a Igreja Católica aceite que deve, e pode, informar os seus fiéis das condições em que considera que eles podem casar ou separar-se. Se a Igreja Católica acha que os noivos, para casarem devem fazer o pino diante da Sé de Lisboa, pode e deve dizê-lo. Se a Igreja Católica acha que, para um casal se separar é necessário que um dos cônjuges seja Príncipe do Mónaco, pode e deve dizê-lo. O que a Igreja Católica não pode, nem deve, é tentar fazer com que o Estado consagre na Lei as crenças do Senhor Ratzinger. Para os Católicos, as crenças deste estimável Senhor são a Verdade com letra grande. Para O Bengalão, e para o Estado laico, as crenças do Senhor Ratzinger são do domínio estritamente privado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a Igreja Católica não aprende. Mesmo depois de séculos a tentar que toda a gente pense como ela, com resultados que, felizmente, estão longe de ser muito bons, ainda não aprendeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora meta-se a Igreja Católica na sua vida e deixe o governo da vida comum de todos os cidadãos a quem estes decidirem. Continue a Igreja a dizer aos seus membros as suas regras, mas deixe os outros cidadãos em paz. O Bengalão está farto de quem, em nome da iluminação divina pretende que a sua Ética é superior à ética d'O Bengalão, que os seus Princípios são superiores aos princípios d'O Bengalão, que a sua Moral é superior à moral d'O Bengalão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, por uma vez que o Ingenhêro assina um projecto de jeito, se é que o projecto é dele, deixe o homem trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8896534078519363327?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8896534078519363327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8896534078519363327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8896534078519363327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8896534078519363327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/divrcio-litigioso.html' title='Divórcio litigioso'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-3114793029061502860</id><published>2008-03-30T22:16:00.002+02:00</published><updated>2008-03-30T23:34:49.044+02:00</updated><title type='text'>Quadro de Mobilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os factos são claros: Vai ser criado um Quadro de mobilidade especial para Professores. Quer dizer, os Professores que, por motivos de saúde, não possam exercer funções docentes, sem estarem incapacitados para o trabalho, serão colocados num quadro especial e convidados a procurar encontrar outra possibilidade de trabalharem e justificarem, assim, o vencimento que continuam a receber. Como é natural, os Sindicatos de Professores protestaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entendamo-nos, Leitor. Quando O Bengalão diz "como é natural", não quer de modo algum dizer que está de acordo com a opinião dos Sindicatos. O Bengalão acha perfeitamente normal que um Professor que, por razões de saúde, não possa ensinar, apesar de poder exercer outras funções, as exerça, desde que elas estejam de acordo com a sua formação e capacidades e que correspondam ao mesmo nível de responsabilidades que as de um Professor. De facto, não vê O Bengalão por que há-de continuar a pagar a um seu funcionário, apto para trabalhar mas inapto para exercer determinadas funções, desde que lhe ofereça a possibilidade de, sem se afastar muito do seu lugar de titularização, como defendem as convenções da OIT de que Portugal é signatário, usar e desenvolver as suas capacidades e conhecimentos, e manter o mesmo nível de responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão acha que é natural que os Sindicatos protestem, porque os Sindicatos defendem interesses sectoriais, não defendem os interesses da generalidade dos cidadãos. O Bengalão, que, para além dos interesses dos Professores, vê também os interesses de quem lhes paga, tem uma opinião diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que, às vezes, numa negociação laboral, uma das partes oferece à outra algumas condições especiais, para a compensar de aspectos particularmente duros da sua profissão. É o que acontece, por exemplo, com os Deputados. As condições de trabalho dos Deputados são negociadas entre o legislador e o trabalhador. Isto é, entre o Deputado e o Deputado. Para compensar o Deputado das condições particularmente duras do trabalho do Deputado, o Deputado oferece ao Deputado, por exemplo, condições de reforma extremamente aliciantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terá sido isto que aconteceu no caso dos Professores? Terá quem para isso tem poderes, considerando as condições, que lhe pareceram duras, do trabalho dos Professores, lhes terá oferecido, como compensação, a não aplicação da regra geral ao seu caso? Porque se assim foi, o caso muda de figura. O que seria apenas a aplicação, aos Professores, de uma norma geral, passaria a ser o rompimento intolerável de um contrato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora é isto mesmo que dizem os Professores. E dizem mais do que isso. Dizem que a Lurdinhas, além de ter assumido este compromisso, foi mesmo à Assembleia da República dizer que não haveria quadro de mobilidade especial para os Professores. O Bengalão, que, como já disse, não faz suas as reivindicações sectoriais de uma classe profissional a que não pertence, tem, sobre este comportamento de quem eu seu nome age, o direito de ter uma opinião. E O Bengalão procurou, assim, saber se era verdade aquilo de que era acusada a Lurdinhas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade que mentir aos Sindicatos e mentir à Assembleia da República não é exactamente a mesma coisa. No primeiro caso, a empregada d'O Bengalão, em nome d'O Bengalão, teria enganado alguém com quem, em representação d'O Bengalão, negociava. No segundo, teria mentido ao seu próprio patrão, porque as perguntas que O Bengalão faz aos seus servidores (é o que quer dizer ministro), as faz através da Assembleia da República. O Bengalão envergonha-se se os seus empregados não forem pessoas de bem. E, se mentem àqueles com quem negoceiam, não são pessoas de bem. O Bengalão não admite que os seus criados lhe mintam. E espera dos seus procuradores, na AR, façam o que se lhes exige, se a mentira se confirmar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Lurdinhas, entretanto, explicou-se. Disse a ilustre almofalense a seguinte enormidade: que, quando disse que não haveria quadro de mobilidade para Professores, estava apenas a referir-se a quem exercia funções docentes. Quer dizer, para a Lurdinhas, Professor não é uma profissão, é uma função.  Ou seja, que, durante o tempo em que não dava aulas, um Professor deixava de o ser. E, quando disse que não haveria QM para Professores, estava a dizer o seguinte: se, por hipótese académica, fosse criado um QM para Professores, os Professores (ou seja, os que estão a dar aulas) não iriam para lá, porque, estando a dar aulas, não se lhes aplicaria a mobilidade. Quem fosse para lá, não estaria a dar aulas, e portanto, não seria Professor.  Com esta definição, a Lurdinhas mostrou que, para além daquilo que já todos tínhamos visto, está ao nível daquilo a que, na longínqua juventude d'O Bengalão, se chamava um pantomineiro: um vendedor de banha da cobra com uma língua mais virtuosa do que o produto que vendia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-3114793029061502860?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/3114793029061502860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=3114793029061502860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/3114793029061502860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/3114793029061502860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/quadro-de-mobilidade.html' title='Quadro de Mobilidade'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-5641621783802034662</id><published>2008-03-26T10:54:00.002+01:00</published><updated>2008-03-26T10:57:46.276+01:00</updated><title type='text'>Jamé</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão ouviu o Ministro Jamé garantir que a decisão sobre o traçado da via de alta velocidade já tinha sido tomada. Ora O Bengalão não deu fé de que a CIP tenha publicado o seu relatório. O Bengalão anda cada vez mais distraído. E por isso te pede humildemente desculpa, Leitor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-5641621783802034662?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/5641621783802034662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=5641621783802034662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5641621783802034662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5641621783802034662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/jam.html' title='Jamé'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-9116505899509801748</id><published>2008-03-24T14:35:00.003+01:00</published><updated>2008-03-24T15:12:03.893+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fisco segredo privacidade'/><title type='text'>Casamento e Impostos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão leu no Público. Não foi um sonho, nem foi um filme do Gato Fedorento no You Tube. O Bengalão leu no Público. Estava lá preto no branco. O fisco anda a enviar cartas ameaçadoras a contribuintes recém casados a fazer perguntas indiscretas. Quantos convidados, quanto custou o vestido de noiva, quanto custou o almoço, se calhar que prendas deu cada um e onde as comprou. E ainda se houve outros eventos no mesmo dia no mesmo local. O Bengalão aproveita para chamar a atenção das suas amigas feministas para o facto de o fisco estar muito interessado no preço do vestido da noiva, mas ignorar por completo o preço do smoking do noivo. O machismo revela-se nos actos mais banais. A eles, companheiras!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão leu e ouviu muitos comentários indignados a esta carta do fisco. Que o segredo, que a intimidade, que qualquer dia vai a ASAE verificar se os noivos, no quarto, findo o banquete, fizeram o que tinham a fazer nas regras da arte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora O Bengalão pensa que estes comentadores dão, todos eles, provas de enorme ingenuidade. O Bengalão explica. Perguntar a alguém que prenda uma pessoa lhe deu, onde foi comprada e quanto custou, ou perguntar aos noivos quanto custou e como foi pago um banquete que a boa tradição portuguesa manda que os pais paguem, e não os noivos, perguntar a uma noiva quanto custou o vestido que a tornou na mulher mais bonita do mundo, só pode resultar ou de uma ignorância e insensibilidade descomunais, mesmo para os altíssimos parâmetros do fisco, ou de um objectivo bem definido e oculto. Perguntar a uns noivos se houve, no mesmo dia e no mesmo local outros eventos, como se os noivos estivessem para pensar noutros eventos no dia em que se casam, só se compreende ou de alguém extremamente estúpido, ou de alguém com um objectivo oculto e bem definido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão, este cínico coriáceo, sabe que, de duas explicações aparentemente possíveis, a mais provável é a mais simples. Pensa, assim, que a explicação mais provável é que, por detrás desta carta do fisco esteja, portanto, um objectivo oculto e bem definido. Ninguém acredita que um responsável, mesmo licenciado pela Universidade Independente, resolva fazer estas perguntas e estas ameaças para obter informações. O objectivo das cartinhas deve ser, portanto, outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas qual pode ser o objectivo do fisco, ao enviar estas cartas, se não é o da obtenção de informações? Para responder a esta pergunta, O Bengalão aconselha a bem conhecida estratégia do Alho Porro, inventada pela conhecida Agatha Christie. Interroguemo-nos, assim: cui bonus? Ou seja, quem tem a ganhar com isto?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece evidente que esta carta levará à ridicularização do fisco, à sua desacreditação. Pois que outra consequência pode ter uma manobra aparentemente tão inábil, tão estulta, tão brutal?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, cui bonus? A quem aproveita esta ridicularização e esta desacreditação? A resposta só pode ser uma: a quem, de forma sistemática e premeditada, foge ao fisco. A organizações criminosas, pois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue-se a conclusão. O Bengalão suspeita que o fisco, sabe-se lá a que nível, tenha sido infiltrado por alguma tenebrosa organização criminosa com um plano maquiavélico: destruir, quem sabe se para sempre, a credibilidade da Fazenda, para melhor poderem continuar as suas práticas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À atenção do Senhor Ministro das Finanças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-9116505899509801748?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/9116505899509801748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=9116505899509801748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/9116505899509801748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/9116505899509801748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/casamento-e-impostos.html' title='Casamento e Impostos'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-5772063270337127798</id><published>2008-03-24T12:39:00.002+01:00</published><updated>2008-03-24T14:15:29.178+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taliban Educação Lurdinhas'/><title type='text'>A Inocência dos Talibans</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acalma-te, Leitor. Quando O Bengalão deixa entrever que considera os Talibans inocentes, não afirma com isso que ache que eles sejam inóxios, palavra que, como tu bem sabes, significa probos, sem culpa. Não. Nem O Bengalão se acha capaz de determinar a culpa de seja quem for, mesmo de Talibans. O que O Bengalão quer dizer é que eles são ingénuos, ignaros, que são outros sentidos da palavra inocentes. Todos os Talibans são ingénuos. Acreditam que conhecem a verdade. E que a verdade (eles dizem a Verdade) é fácil de adquirir. Basta ouvir o discurso certo, ler o livro indicado, andar na escola correcta. E, desde já to digo, Leitor, que os Talibans não são só muçulmanos. Não. Em todas as religiões há Talibans. Mais. Os Talibans estão longe de se manifestar apenas na vida religiosa. Em todos os sectores da actividade humana há Talibans. Nunca ouviste, Leitor, um economista dizer, contra toda a evidência, que o Mercado resolve todos os problemas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Educação em Portugal é dominada, desde há muitos anos, por Talibans. A coisa passou-se assim: Como em todos os sectores, sempre houve na Educação pessoas que não gostavam do que faziam, que não tinham paciência para os alunos, que eram professores porque era o emprego que tinham mais à mão, ou apenas porque sim. Muitas destas pessoas estavam longe de ser estúpidas e perceberam que, movendo os cordelinhos certos, poderiam passar umas temporadas deslocados nos serviços centrais do Ministério da Educação, o que lhes evitava a maçada de terem de dar aulas. Algumas destas pessoas eram ainda menos estúpidas do que as outras e perceberam que, se se tornassem indispensáveis enquanto lá estivessem, podiam lá ficar. Para sempre. Sem terem de aturar alunos. A darem ordens, em vez de as receberem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E inventaram uma linguagem própria, que só eles dominavam e compreendiam. E enredaram todo o Ministério numa teia que impedia qualquer movimento que não fosse o seu. E, como todos os Talibans, resumiram a sua verdade em Dois Princípios Imutáveis:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro Princípio Imutável: &lt;strong&gt;NÃO HÁ RAPAZES MAUS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo Princípio Imutável: Como dizia um escritor americano que O Bengalão, na sua juventude, lia com frequência, &lt;strong&gt;COM OS RECURSOS ADEQUADOS E COM O TEMPO NECESSÁRIO, É POSSÍVEL ENSINAR CÁLCULO DIFERENCIAL A UM CAVALO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Lurdinhas, a Taliban de Almofala, é um exemplo acabado deste fundamentalismo. A Senhora tem certezas. A Senhora sabe a Verdade. A Senhora sabe de quem é a culpa. E lançou uma fatwa sobre os Professores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas cabeças destes iluminados, como não há rapazes maus e toda a gente é capaz de aprender tudo, a culpa da indisciplina na Escola e do insucesso dos alunos só pode ser dos Professores. Acham eles que os meninos podem ser ensinados sem terem de fazer esforço nenhum, que tudo numa sala de aula se pode resumir a uma eterna sessão de brincadeira. Defendem também que os processos mentais que fazem de um ser humano um ser humano esclarecido e capaz são de categorias hierarquicamente diferentes, em que o que eles chamam raciocínio é a zona nobre e o que eles chamam memória a zona brutal que devemos evitar a todo o custo desenvolver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nenhuma destas posições tem o mínimo fundamento teórico ou pragmático. São uma questão de fé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A realidade, no entanto, não se compadece com crenças fantasistas. E, se a frase do Padre Américo exprimiu a generosidade e o amor de um homem bom, a mesma frase, na boca de uma Ministra da Educação, não revela nem generosidade nem amor. Revela apenas incompetência. Porque o mínimo que se exige a um ministro é que reconheça a realidade. E ele há rapazes maus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há mesmo rapazes maus que são perigosos. Não, Leitor. O Bengalão não se refere aos rapazes que levam as suas naifas para a Escola. Refere-se a outros, também eles individualmente perigosos e colectivamente catastróficos. Trata-se daqueles rapazes, e raparigas, filhos daqueles senhores que O Bengalão tem por vezes encontrado por aí, que se julgam endinheirados e que, depois de passarem uma semana numa praia para turistas no litoral brasileiro, com manhãs de praia, tardes de cerveja e noites de forró, dizem aos amigos: este ano vamos para Cabo Verde. O Brasil já conheço. Cada mulata, pá! Ih, Jasus!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes rapazes são perigosos porque são educados pelos paizinhos, que são umas bestas. A única maneira de os domar é dar poder às Escolas e autoridade aos Professores. E a Lurdinhas diminui um e outra. Ao impedir as Escolas de tomar medidas disciplinares, ao ter um discurso de humilhação permanente para os Professores, que são por ela tratados como se fossem um bando de ignorantes preguiçosos, a Lurdinhas é responsável por uma calamidade que, se não foi criada por ela, foi por ela agravada. E recordemos que a Lurdinhas quer que os Professores sejam avaliados por estas barrigas bronzeadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão está longe de pensar que todos os Professores são competentes e dedicados. Não são. E uma parte da responsabilidade disso é de quem decidiu que podia haver praticamente uma Universidade em cada aldeia de Portugal. De quem permite que um cidadão possa passar para o 10º ano com negativa a matemática, fazer os três últimos anos do secundário sem essa disciplina, entrar em certas Escolas Superiores de Educação, ter &lt;strong&gt;um semestre&lt;/strong&gt; de matemática nos quatro anos de estudo e, depois, dar aulas, entre outras coisas, de matemática. Ou seja, do Ministério da Educação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por isso que O Bengalão pensa que a Lurdinhas, a Taliban de Almofala, é inocente como todos os Talibans. O que está longe de a tornar menos culpada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-5772063270337127798?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/5772063270337127798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=5772063270337127798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5772063270337127798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5772063270337127798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/inocncia-dos-talibans.html' title='A Inocência dos Talibans'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-5703264854079625540</id><published>2008-03-15T21:29:00.003+01:00</published><updated>2008-03-16T00:53:11.735+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='greve função pública'/><title type='text'>Greve da Função Pública</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece que a Função Pública esteve em greve. O Bengalão diz parece, porque, ausente no estrangeiro, só soube do que se passou pela comunicação social. Ora que diz a comunicação social? Diz esta coisa espantosa: que o Governo afirma que a adesão à greve foi de 5,3% e que os Sindicatos informam que 70% dos trabalhadores participaram no movimento. E, sobre a taxa de participação, mais não disse a comunicação social. Estás tu, Leitor, a perguntar-te como é que o Bengalão, este cultor da precisão da linguagem, diz que esta situação é espantosa. Espantoso, que os Sindicatos asseverem que foram 70% os participantes? Espantoso, que o Governo jure que foram apenas 5%? Espantoso? Oh, Bengalão, que inocência! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois não faças juízos precipitados, Leitor, porque, nestas notícias, &lt;em&gt;outra coisa há de mor espanto&lt;/em&gt;, como diria o Vate. (Não, Ingenhêro, não é a VAT, pergunta ao Carrilho, ele conhece). A primeira coisa que pode parecer espantosa é a diferença entre os números. Não é, no entanto, de estranhar. Tanto os Sindicatos como o Governo, ao indicarem um número, fazem-no apenas como o vendedor de tapetes faz ao turista que cruza as suas arenosas plagas. Quando lhe pede 20000 piastras pelo tapete, o custo de produção, os custos agregados, as margens de lucro, a internalização de factores externos, tudo isso é absolutamente irrelevante. A única coisa que conta é a seguinte: o mercador observa, com um olho semicerrado e escondido atrás da barba pujante, a cara do promitente comprador e, murmura, de si para consigo, na puridade do seu peito tratado a tâmaras e tempestades de areia: quanto é que este infiel é capaz de esportular para ficar com esta merda? E pede o dobro. Assim fazem os Sindicatos e o Governo. O Bengalão, com todo o cinismo de que é capaz o espírito científico, conhece bem o princípio da Rasoira de Occam. E sabe, portanto, que nenhum deles diz a verdade. E que esta se situa algures, entre uma cifra e outra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há outra coisa que o Bengalão sabe. Ao ouvir o porta-voz do Governo responder aos jornalistas sobre a adesão à greve, não conseguiu o Bengalão deixar de pensar nos magníficos beduínos das histórias de Tintin. Quando o turista lhes pergunta quanto custa o tapete, eles puxam de sob a jilaba encardida, de números sobre tudo, os filhos incontáveis, as mulheres que o Profeta permite, a velha mãe cega, viúva e faminta, o aumento do preço da alimentação dos camelos, os custos da globalização e a última visita da Al-asai. Tudo, menos o custo do tapete. Assim fez o porta-voz do Governo. À pergunta simples: qual foi a adesão à greve, ele respondeu com números sobre tudo, sobre a quantidade de hospitais encerrados, sobre o número de guichets da Segurança Social que estavam a funcionar, sobre quantos gabinetes ministeriais continuaram a produzir furiosas reformas, sobre tudo menos a adesão à greve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A matemática tem destas coisas. O Bengalão explica devagarinho, como se o Leitor fosse Licenciado pela Universidade Independente. Em casa do Bengalão, o jantar é normalmente a dois. Um faz o arroz, o outro frita os carapaus, um vai lavando a loiça, o outro limpa-a, enquanto vão ambos pondo a mesa e discorrendo sobre coisas interessantes. Imagine-se que, um dia, o Bengalão faz greve à cozinha. Das razões que o Bengalão tem ou não tem para esta acção reivindicativa nada saberás, Leitor, que a boca do Bengalão é um túmulo. Mas faz greve. A cozinha funciona, nesse, dia, com metade dos seus trabalhadores. Lá se fritam os carapaus, o arrozito sai, talvez o sorriso não seja tão bonito como costuma, mas a cozinha funciona. Qual é a taxa de adesão à greve? O Bengalão responde e o Ingenhêro pode assinar por cima: 50%. Na cozinha do Bengalão trabalham dois, um fez greve, o outro não (e ainda bem, que o Bengalão é de muito alimento), metade aderiu, quem diz metade diz 50%. Qual seria a resposta do porta-voz? Seria simples. Que 100% das cozinhas tinha funcionado. Logo, que a adesão tinha sido de 0 (zero) por cento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conta-se na Beira que havia um homem que todas as noites, depois da ceia, punha o chapéu e saía, mesmo quando o tempo estava mais para o borralhento do que para o luarento. A mulher, por vezes, quase por desfastio, perguntava-lhe: E tu, para onde vais, homem, nesta noite de lobos e neve buraqueira? O Homem respondia, invariavelmente e com um sorriso nos lábios: Ora lá, vou ter com a minha amante!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só vinte anos depois a mulher descobriu que era verdade, que isto de nas terras pequenas tudo se saber foi uma mentira que nós, os de lá, inventámos para enganar os Lisboetas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi isto que fez o porta-voz. Com a verdade nos enganou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão é o primeiro a reconhecer que a conversa vai longa e ainda o Leitor não descortinou motivo de espanto. Pois não disse o Bengalão que havia uma coisa espantosa? E onde está o espanto? Em que o Governo minta? Será lá a primeira vez? Então não disse o Governo que... e depois foi-se ver e...? (Aqui o Bengalão deixa à rua consideração a escolha dos exemplos que são muitos e variados). Donde vem o espanto do Bengalão?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já devias ter aprendido, Leitor, a estar mais atento ao que diz o Bengalão. O Bengalão repete o que disse, exacta e precisamente: &lt;strong&gt;Ora que diz a comunicação social? Diz esta coisa espantosa: que o Governo afirma que a adesão à greve foi de 5,3% e que os Sindicatos informam que 70% dos trabalhadores participaram no movimento. E, sobre a taxa de participação, mais não disse a comunicação social.&lt;/strong&gt; O Bengalão já teve ocasião de te dizer, Leitor, que o homem avisado está mais atento ao que se não diz do que ao que é dito. Que o Governo tenha mentido não causa espanto ao Bengalão. E os Sindicatos, e os Sindicatos, pergunta o Padre Miguel Sousa Tavares ou outro Savonarola de serviço? O Bengalão reponde que não tem nada com isso. Os Sindicatos mentem ao Bengalão? Talvez, e depois? Os Sindicatos são associações privadas, constituidas para defenderem os interesses sectoriais dos seus membros, o Bengalão não é membro de nenhum Sindicato, nem sequer tem a honra (e o proveito duvidoso) de pertencer à Função Pública portuguesa e, portanto, se este Sindicato lhe mentir, o Bengalão limitar-se-á a não o convidar lá para casa nem para com ele tomar café na Benard. Temos assim, pois, que a afirmação dos Sindicatos deixam o Bengalão de mármore, como a Lurdinhas. Não lhe causa nenhum espanto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que causa o espanto do Bengalão (por falar nisso, O Bengalão ouviu no outro dia um debate sobre o momentosíssimo assunto do regime, monárquico ou republicano, que Portugal devia ter e decidiu que, a partir de hoje, vai passar a escrever o seu nome com mais respeito e nobreza. Assim mesmo, O Bengalão com maiúscula no artigo), o que causa então o espanto d'O Bengalão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois, caro Leitor, é a última frase citada: &lt;strong&gt;E, sobre a taxa de participação, mais não disse a comunicação social. &lt;/strong&gt;A comunicação social, sobre a taxa de participação na greve, limitou-se a repetir o que disseram Sindicatos e Governo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, só alguém muito mais ingénuo do que O Bengalão pensaria que a comunicação social o fez porque achou que um dos números era verdadeiro ou por não ter outras maneiras, mesmo penosas, de verificar a verdade. O Bengalão não acredita que, neste país em que floresce a abóbora e o Marcello pensa, neste país em que pululam Miguéis, e Vascos, e Sousas, e Pulidos, e Tavares e Valentes, neste país em que, por trás de cada jornalista de caneta embotada e monco caído, transparece, magnificamente, o olhar agudo e fino de um romancista genial, a comunicação social, ao acentuar, com o seu silêncio gritante, a diferença dos números, tenha querido outra coisa que não fosse dizer-nos tão-só e gloriosamente, a diferença dos números. Ou seja, a notícia que a comunicação social quis publicar foi, não o número de adesões, mas a diferença entre as afirmações do Governo e dos Sindicatos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem a comunicação social o direito de dar esta informação? Claro que sim. Tem a comunicação social o dever de procurar também dar a outra? É a contrapartida da liberdade de imprensa. Uma comunicação social que não procura informar não merece existir. Qual é então razão da atitude da comunicação social? Pois, caro Leitor, é o vil metal. Os jornais vendem mais exemplares, as estações de televisão e rádio mais espaço publicitário se, em vez de noticiarem a verdade proba e lhana, noticiarem o abismo, a fossa, o Mindanau que separa as duas posições.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que O Bengalão, que paga o Governo, e que paga também a estes trabalhadores concretos, tem o direito de saber a verdade. Ou pelo, menos de que os seus empregados que ocupam as transitórias cadeiras do poder executivo, não lhe mintam. Que lhe digam, de olhos baixos e de chapéu na mão: Pois, Patrãozinho, não sabemos, as contas são difíceis, o choque tecnológico ainda não deu os seus frutos, os Serviços dos Ministérios, como não são alunos do décimo ano nem Professores, graças a Deus, ainda não têm computadores, pois o Patrãozinho há-de perceber e desculpar. Isto diria o Governo, se o Ingenhêro não tivesse faltado às aulas da catequese. E O Bengalão, magnânimo, perdoaria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora O Bengalão tem uma solução para esta problemática. (Deve ser esta uma das poucas vezes em que a palavra problemática, como substantivo, foi usada por escrito no seu verdadeiro sentido). E uma solução moderna, que diz O Bengalão, pós-moderna. Com uma parceria público-privado, com externalização funcional e tudo. Não se admirava O Bengalão se, depois deste texto, recebesse um SMS do Ingenhêro a perguntar: Que pasta prefere Vossa Excelência? Na próxima remodelação é sua. (E a Excelência seria a d'O Bengalão).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumamos os problemas:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1-O Bengalão tem o direito de ser informado sobre a taxa da adesão à greve;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2-O Governo mente-lhe;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3-Os Sindicatos mentem-lhe;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4-A comunicação social não lhe diz a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5-A comunicação social ganha dinheiro com este exercício.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A solução é simples e elegante. Estabeleça-se uma Fundação, um Observatório da Adesão aos Movimentos Grevistas. Para a Presidência do Conselho de Administração, convide-se uma personalidade de reconhecida probidade e independência, por exemplo o Dr. Vitalino Canas. (No fundo, se há tantas fundações dirigidas por vitalinas, porque não uma dirigida por um Vitalino?). Esta Fundação encarregar-se-ia de fazer, à mínima greve, as investigações necessárias para determinar a taxa de adesão. Entretanto, os jornais, as televisões, os rádios, o próprio Marcello, tornariam públicos números, todos falsos, cada um mais fantasioso do que o outro, dizendo O Público, por exemplo, na primeira página: &lt;strong&gt;Sindicatos referem taxa de adesão recorde de 121%. Governo confirma que até os grevistas fizeram serão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Fundação calcularia, entretanto, a subida de audiências ou de tiragens produzidas por estas parangonas. E, desse valor acrescentado, 50% serviria para financiar a Fundação. Quem quisesse saber a verdade, O Bengalão, por exemplo, ia à página do Observatório na rede e obtinha o número. Sem espinhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A máquina de calcular, essa, seria paga com dinheiros do Quadro Comunitário de Apoio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-5703264854079625540?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/5703264854079625540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=5703264854079625540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5703264854079625540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5703264854079625540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/greve-da-funo-pblica.html' title='Greve da Função Pública'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-2693784438530104215</id><published>2008-03-10T17:50:00.003+01:00</published><updated>2008-03-10T18:35:25.733+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação MINED'/><title type='text'>Educação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos todos de acordo. A Educação está muito mal. A maior parte dos portugueses não sabem falar, sabem ainda menos escrever, não são capazes de fazer uma conta simples sem uma calculadora e, mesmo com ela, se por acaso se enganam num algarismo, não dão conta, porque não fazem a mínima ideia do resultado aproximado. Além disso, não sabem História, não têm a menor ideia de Geografia, não conhecem um único pintor, ou escultor, ou músico. Também nunca leram um livro do princípio ao fim. Como se isto não bastasse, confundem alegremente conceitos básicos muito diferentes. Acham que simples é sinónimo de fácil, e complicado de difícil. Não distinguem impossível de improvável, provável de possível. A sua única ética é a Lei, no sentido mais boçal do termo. (Uma coisa é imoral se, e só se, a polícia os apanhar em flagrante delito). E isto aplica-se tanto ao carteirista do Rossio como ao presidente do conselho de administração. A Educação está muito mal, portanto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão diz desde já que a culpa não é do MINED. E não é, porque o sistema educativo está longe de ser o único veículo de transmissão de ideias, de técnicas de formação de opiniões próprias, de factos brutos e de comportamentos. Nem sequer é, provavelmente, o mais importante destes veículos. Um Ministétio da Educação que compreendesse isto, exigiria que lhe mudassem o nome. Que lhe chamassem Ministério da Instrução, por exemplo. A educação dos portugueses faz-se, fundamentalmente, pela televisão. É isto um exagero? Será. Mas num país em que se passa tanto tempo à frente da TV, é natural que esta seja, não só a principal fonte de informação, mas também o principal modelo de comportamento. Outra coisa não seria de esperar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É ou não verdade que os adolescentes portugueses passam, por dia e em média, 4 horas na internet, sem o acompanhamento de um adulto, mesmo de um adulto sem conhecimentos específicos para orientar a sua formação? E o que é que o adolescente faz na internet, pergunta o Bengalão. E responde já. Educa-se. Ou seja, recebe ideias, toma conhecimento de factos, constroi as suas opiniões e modifica os seus comportamentos. Sem acompanhamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quer isto dizer que devemos pôr um especialista atrás de cada jovem que vai à net? Concerteza que não. Mas chamar a um Ministério que ignora estes factos Ministério da Educação só pode ser uma piada de mau gosto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Ingenhêro declarou há uns meses que daria um computador a cada aluno do secundário. (Esqueceu-se de dizer que o fez provocando o gáudio dos pingues lucros de algumas empresas de telecomunicações e informática, mas isso são contas de outro rosário). É uma medida boa? É uma medida má? O Bengalão não sabe. Um computador é apenas um meio, não é um fim. E o Ingenhêro esqueceu-se de nos dizer qual era o objectivo. Ou seja, que competências espera o Ingenhêro que TODOS os alunos que saiem do Secundário tenham, no que diz respeito à informática.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo no discurso do MINED é do mesmo jaez. Não disse a Lurdinhas, há meses, que, agora, o problema das instalações físicas das escolas está resolvido? Não é verdade que uma parte significativa das escolas portuguesas não têm instalações desportivas? Não interessa, Lurdinhas dixit Gosta o Ingenhêro de apontar a Finlândia como exemplo de sucesso educativo. Pois na Finlândia, uma das aulas obrigatórias do princípio ao fim do ensino obrigatório é uma coisa a que eles chamam, barbaramente, Urheilu. Se o Ingenhêro soubesse Finlandês, saberia que o Bengalão, este vaidosão que dá cinco tostões (e basta) para mostrar que sabe, está a falar de desporto. Já ocorreu à Lurdinhas que a generalização da prática sistemática de desportos colectivos em TODAS as escolas colaboraria para fomentar o espírito de corpo da escola, o espírito de equipa do aluno, o espírito de sã concorrência do cidadão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há estudos que mostram uma ligação entre a educação musical temporã e a qualidade dos resultados em matemática. Os japoneses e os coreanos, por exemplo, levam-nos muito a sério e estão à frente nos testes de numeracia. O que faz a Lurdinhas? Acaba com a pouca educação musical séria que existe no país. (O Bengalão não está a falar daquelas senhoras gordas e com pouco ouvido que ensinam as inínclitas gerações a cantar "Atirei o pau ao gato").&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Educação está mal em Portugal. Mas não fazer nada por isso, não reconhecer que há problemas de fundo que vêm de há &lt;strong&gt;muito &lt;/strong&gt;tempo, que não fomos capazes, nós todos, de acompanhar a evolução da sociedade com mudanças das &lt;strong&gt;nossas&lt;/strong&gt; (e não só da Escola) estratégias educativas tem um nome: incompetência. Dizer que tudo é simples e que a culpa é dos Professores tem outro nome: canalhice.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: O Bengalão agradece aos Professores que estiveram na manifestação de Sábado. E pareceu-lhe apropriado que, no dia 8 de Março, a maioria parecessem ser mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-2693784438530104215?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/2693784438530104215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=2693784438530104215' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2693784438530104215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2693784438530104215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/educao.html' title='Educação'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-316903560047873752</id><published>2008-03-08T14:47:00.003+01:00</published><updated>2008-03-08T15:13:37.171+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos Silva fascista'/><title type='text'>Fascismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Sr. Santos Silva foi a Chaves. O Sr. Santos Silva foi recebido com apupos e com gritos em que, entre outros mimos, lhe chamavam fascista. O Sr. Santos Silva declarou que aquilo era tudo organizado pelo Partido Comunista e que "aquela gente" (sic) não distinguia entre Salazar e um democrata. E disse que, se calhar, "aquela gente" não tinha lutado pela liberdade nem antes do 25 de Abril, nem no Verão Quente. (O Bengalão confessa que acha alguma piada a que um Ministro pergunte aos cidadãos em nome de quem governa, quando estes lhe dizem, talvez não com a meiguice que o mimoso governante esperaria, que acham que ele não serve, onde estavam no 25 de Abril)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão gostava de dizer quatro coisas ao Sr. Santos Silva:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;   1- No 25 de Abril, o Sr. Santos Silva tinha 18 anos. Dificilmente terá sido um heroi         da Resistência.    Porque não pôde. Ai, se tivesse podido... Até a cadeira do Salazar teria tremido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;   2- O Sr. Santos Silva diz que quem garantiu a liberdade nos anos 7o foi o PS. O Sr. Santos Silva aderiu ao PS em 1980. O Bengalão não fará ao Sr. Santos Silva o insulto de lhe dizer que aderiu ao exército quando a guerra já estava ganha e o exército distribuia chorudos cargos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;   3- Espanta-se o Sr. Santos Silva por os manifestantes confundirem Salazar com os democratas. Ora nenhum manifestante chamou fascista aos democratas. Os manifestantes chamaram fascista ao Sr. Santos Silva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;   4- Uma semelhança entre o Sr. Santos Silva e Salazar é que também ele, à mínima contestação, dizia que era tudo organizado pelos comunistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não sabe se há outras semelhanças. Mas, para aquilatar da honestidade intelectual do Sr. Santos Silva, e considerando que se tratava de uma manifestação de Professores e o Sr. Ministro citou tês democratas a quem todos devemos muito, Mário Soares, Salgado Zenha, Manuel Alegre, gostava de saber se o Sr. Santos Silva se deu ao trabalho de perguntar aos dois que ainda estão vivos o que pensam da política de Educação do Governo a que pertence.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-316903560047873752?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/316903560047873752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=316903560047873752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/316903560047873752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/316903560047873752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/fascismo.html' title='Fascismo'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-1992570189447957772</id><published>2008-03-08T14:06:00.002+01:00</published><updated>2008-03-08T14:47:34.193+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segurança Polícia'/><title type='text'>Segurança Interna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O MAI publicou os últimos números que provam, à saciedade, que a criminalidade tem vindo a descer nos últimos anos. Há um ano, dois partidos da oposição, considerando que a criminalidade estava a aumentar, propuseram que se aumentasse o número de polícias. O Governo disse, na altura, que se tratava de uma manobra de populismo inaceitável, que não era necessário contratar mais polícias, que tudo estava bem, que para vivermos na Finlândia, só nos faltava a neve e chamarmos, como o faria o Ingenhêro se falasse Finlandês, às auroras boreais revontullen.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão acredita piamente no MAI e nos seus relatórios. O Bengalão não põe as mãos no fogo nem pelo capachinho do Paulinho nem pela melena farta do MM (alguém se lembra dele?). O Bengalão acha, portanto, que é possível que o MAI tivesse toda a razão em não aceder às pretensões de tão sinistras personagens. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, o crime desceu, o que parece dar razão ao MAI. Tudo está, portanto, bem. Poupam-se assim alguns euros e mostra-se à população que o MAI vela port nós e, ainda por cima, é poupada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, e em todas as histórias há um mas, se o crime desceu, alguns crimes aumentaram. Coisas de pouca monta. O assassínio de mais alguns seguranças. O car-jacking, como diria o Ingenhêro se soubesse falar português, os assaltos violentos. O que fez o MAI? Mais rápido do que a sua própria sombra, o MAI anunciou a contratação de mais polícias. Por acaso, o mesmo número que a oposição tinha proposto há um ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão acredita em coincidências, com os limites do bem senso. Mas há alguns elementos de perturbação. Os números redondos perturbam o Bengalão. O número de polícias necessários são exactamente 2000. O Bengalão, este cínico, desconfia. Por que não 1998, ou 2002? Mas possível, é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, o que o Bengalão acha impossível de explicar pela coincidência é outro elemento. Expliquemo-nos por pontos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    1- O número de crimes desceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    2- Por isso, há um ano, não eram precisos mais polícias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    3- O número de crimes continuou a descer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    4- Apesar disso, alguns tipos de crime aumentaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    5- Todos estes crimes têm uma característica comum: são tipicamente urbanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    6- Ou seja, da alçada da PSP.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sua proverbial modéstia, o Bengalão teria deslocado alguns membros da GNR para a PSP. Era mais barato e correspondia ao discurso do Governo sobre a evolução do crime em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A não ser que a explicação seja outra. Que os números não sejam verdadeiros. Ou que a segurança subjectiva tenha levado o MAI a uma acção de propaganda hedionda. Ora qualquer agência de publicidade explicará a importância dos númeos redondos nas acções de propaganda. Ligando os dois elementos, o Bengalão ficou mais do que desconfiado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E que ninguém diga que o Bengalão está a ver fantasmas onde os não há. Não seria a primeira vez que o Ingenhêro y sus muchachos usam a verdade com a flexibilidade de um contorcionista. E a propaganda parece ser a sua grande especialidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-1992570189447957772?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/1992570189447957772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=1992570189447957772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1992570189447957772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1992570189447957772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/segurana-interna.html' title='Segurança Interna'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8489346470747757490</id><published>2008-03-03T00:21:00.002+01:00</published><updated>2008-03-03T00:48:31.640+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sucesso escola abandono'/><title type='text'>Sucesso Escolar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hurrah! Hurrah! Hurrah! O insucesso escolar desceu! O abandono escolar desceu! Yuppi! Tervetuloa Suomeen, como diria o Ingenhêro se falasse finlandês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, que o Bengalão já deu os vivas necessários, vejamos bem o que estamos a dizer. Há menos insucesso escolar este ano do que no ano passado. Muito bem. Há menos abandono escolar do que no ano passado. Melhor ainda. Mas, e aqui o Bengalão faz uma pergunta séria, o que é o abandono escolar? É o mesmo que era o ano passado? Ou, ditas as coisas de outro modo, quando se diz que há menos abandono escolar está-se mesmo a dizer que diminuiu a percentagem de alunos que &lt;strong&gt;frequentavam regularmente as aulas&lt;/strong&gt; e deixaram de o fazer? Ou está-se simplesmente a dizer que, tendo a Lurdinhas decidido que as faltas deixam de contar, um aluno só abandona a escola no dia em que morrer ou fôr eleito deputado? Do mesmo modo, quando se diz que diminuiu o insucesso escolar, está-se a dizer que há uma percentagem menor de alunos que terminam o primeiro ciclo sem saberem ler e escrever e sem manejarem as quatro espécies? Porque, se não é isso (e os equivalentes para os outros ciclos) que se está a dizer, não estamos a falar de estatística, estamos a falar de propaganda. E o Bengalão tem pouca paciência para a banha da cobra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8489346470747757490?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8489346470747757490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8489346470747757490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8489346470747757490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8489346470747757490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/sucesso-escolar.html' title='Sucesso Escolar'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8833895080856044532</id><published>2008-03-01T21:41:00.001+01:00</published><updated>2008-03-02T17:53:27.399+01:00</updated><title type='text'>Mea culpa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muito tem o Bengalão zurzido a Lurdinhas. Mas ontem, ia o Bengalão a caminho de Damasco, quando surge, de uma nuvem quase sólida, a voz tonitroante de uma personagem de barbas que é por todos na Europa, como  já tinha sido em África, considerado Modelo da Honestidade, Paradigma da Cultura, Prócere da Sensatez, Símbolo da Temperança, Arauto da Concórdia e vendedor de electrodomésticos. Compreenderás, Leitor, que, principalmente naquelas zonas, mesmo a coragem do Bengalão sofra algum abalo. Troou a Voz: "Bengalão! Oh Bengalão!". O Bengalão, aterrado, mal ciciou: "Quem me chama?". E a Voz: "Oh Bengalão, tu não te faças parvo! Não sabes então quem Eu sou?" Palavra de honra que se ouvia "Eu" com maiúscula e tudo. "Não sabes, Bengalão? Não te diz nada, Gondomar? A Manutenção Militar, nada te diz? Esqueces a Bola, os Apitos? Não te lembras dos aspiradores e da pesca na Guiné? Não sabes quem Eu sou, Bengalão?" E o Bengalão, cá de baixo: "Sei..." Torna a Voz: "Pois a Lurdinhas está a trabalhar muito bem, é uma mulher de coragem, eu próprio não faria melhor, ela e Eu somos a encarnação do mesmo, uma palavra contra ela é uma palavra contra Mim." A Voz arremessava maiúsculas como bombas. "Bengalão, que te não oiça Eu outra vez a vociferar contra ela, que é, repito, vociferar contra Mim."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão declara, portanto, que a Lurdinhas é uma excelente Ministra. É Ele quem o diz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8833895080856044532?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8833895080856044532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8833895080856044532' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8833895080856044532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8833895080856044532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/03/mea-culpa.html' title='Mea culpa'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8856549198256364054</id><published>2008-02-26T21:32:00.002+01:00</published><updated>2008-02-26T22:01:14.997+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lurdinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Professores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão tem notado que a sua memória já não é o que era. É certo que ainda se lembra do tempo em que a sua memória ainda era o que era, mas pouco mais. Mas a verdade é que a memória do Bengalão já não é o que era. Não se lembra assim o Bengalão, querido Leitor, se já te disse que não era Professor. Se ainda não to disse, diz-to agora. E diz-to para explicar muito bem que não tem qualquer interesse pecuniário na actual guerra entre os Professores e a Lurdinhas. Pode-te parecer, Leitor, que o próprio facto de o Bengalão se referir à Senhora Ministra por este apodo aparentemente pouco respeitoso mostra que o Bengalão está de pé atrás. Nada mais falso. Há até, como direi, uma espécie de carinho nesta designação. Qualquer pessoa que tenha vivido na Guarda, incluindo a Lurdinhas, percebe o que o Bengalão quer dizer. E digam lá, irmãos da velha Egitânia, tem ou não tem cara de Lurdinhas? Mas deixemos a linguagem codificada e vamos a factos. A Lurdinhas parece convencida de que é possível melhorar a Educação em Portugal contra os Professores. Diz ela que os Professores não querem ser avaliados. Mas então o Bengalão tem muita sorte. Todos os Professores que o Bengalão conhece não só querem ser avaliados, como acham que um dos problemas mais graves do Sistema Educativo é a falta de avaliação de TODOS os intervenientes no processo. Um exemplo, tirado dos jornais: em dois anos seguidos, as provas de exame de química continham erros científicos primários. E os autores desses exames só fazem isso. O que lhes aconteceu? Lembram-se do tempo em que o Dr. Manuel da Silva, saudoso Professor do Bengalão que lhe mostrou os caminhos da matemática, além de ensinar o Bengalão, ainda fazia provas de exame e dirigia estágios de Professores? Agora não. Só fazem aquilo. O que lhes aconteceu, pergunta o Bengalão? Foram avaliados? Considerou a Lurdinhas que trabalhavam demais? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não toma posição sobre a bondade do sistema de avaliação. O Bengalão sabe fazer contas e acha que, para fazerem tudo o que é preciso fazerem, os Professores deixarão de ter tempo para ensinarem. Mas é apenas a opinião do Bengalão. Não é mais do que isso. Mas o Bengalão sabe outras coisas, usando apenas o seu bom senso. O Bengalão sabe que uma das qualidades que distinguem os grandes Professores é a capacidade de comunicação. Sabe também que a Lurdinhas terá muitas qualidades, mas não tem essa. Ainda não conseguiu mostrar a ninguém que pôr Professores a preencher mais impressos do que dantes se preenchiam para comprar casa é uma maneira eficiente de gerir a Educação. E sabe outra coisa. Sabe que, seja qual fôr o sistema de avaliação que fôr aprovado, não se fará sem os Professores. E que quem tem o mínimo de experiência de gestão de recursos humanos sabe bem que, se não houver um grande consenso sobre métodos, instrumentos, estratégias e objectivos da avaliação, ou se cai na arbitrariedade total (costuma acontecer nos primeiros anos de aplicação), ou se avaliam todos os intervenientes por cima, destruindo assim a própria avaliação. Duvidas disto, Leitor? Pois deixo-te um trabalho de casa. Procura saber a média das notas dadas pelos médicos formadores aos médicos internos. Como hás-de tu saber isso? Esforça-te, ask your member, como diria o Ingenhêro se soubesse Inglês e não fosse tão cinzento. Mas o Bengalão garante que a resposta é interessante e instrutiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8856549198256364054?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8856549198256364054/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8856549198256364054' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8856549198256364054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8856549198256364054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/professores.html' title='Professores'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4134083303123562344</id><published>2008-02-23T14:42:00.005+01:00</published><updated>2008-02-23T21:37:46.409+01:00</updated><title type='text'>Hilotas, periecos e penestas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão anda preocupado. Aparentemente, tem razões para isso, porque há outros que também o andam. O relatório da SEDES é um exemplo disso. A SEDES anda muito preocupada porque os Portugueses, diz a SEDES, parecem viver num clima de tensão social difusa, que pode levar ao desequilíbrio social e mesmo a focos de revolta que não auguram nada de bom. O Vitalino veio logo dizer que a SEDES estava a exagerar, que a situação não era tão má como a SEDES a pintava, que eram, afinal dores de parto de um conjunto de reformas que fará de Portugal uma mistura de Irlanda e Finlândia, com todos os portugueses a embebedarem-se ao sábado com Guiness e marjavotka, ao som de harpas e tambores de design moderno e cristalino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O PR veio logo dizer que também ele estava preocupado, que também ele já tinha referido alguns dos temas abordados pelas SEDES. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há assim razões para o Bengalão estar preocupado. O Bengalão acordou no entanto com a estranha sensação de que não estava preocupado com as mesmas coisas. Que a SEDES, o PR, o Vitalino, o Luís Filipe, o Ingenhêro, o Paulinho, o Tio Belmiro, o Pensador Marcelo estão preocupados com a revolta surda como o início de um terramoto que todos ouvimos. O Bengalão preocupa-se com as razões dessa revolta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E parece ao Bengalão que algumas coisas são visíveis. Um exemplo: O PR, o mais alto magistrado da Nação, parece muito preocupado com o futuro do Estado-Previdência. Várias vezes falou nisso. E disse, com razão, que as futuras pensões podem estar em risco. Que numa sociedade em que se vive até aos oitenta anos, não se pode trabalhar até aos cinquenta. Que, por isso, é necessário aumentar o tempo de quotização. Em tudo isto o PR tem razão. Mas, para si próprio, ele não vê qualquer problema em acumular, para além do seu vencimento de PR, TRÊS pensões, pagas directa ou indirectamente pelo Estado, para nenhuma das quais trabalhou mais do que 10, no máximo 15 anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Sr. Bagão Félix tornou-se famoso por, imediatamente antes de mudar as leis da aposentação da Função Pública, fazendo perder aos funcionários alguns direitos (e possivelmente com muita razão), se ter reformado a tempo de lhe não aplicar a Lei que ele achava indispensável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Senhores Deputados, que acham que nós devemos trabalhar mais para ganharmos menos, acham que eles devem trabalhar menos para ganharem mais. O Governador do Banco de Portugal, que defende a moderação salarial, não tem vergonha de se abotoar com o nosso dinheiro num salário e outra contrapartidas que são escandalosas. O Sr. Ministro das Finanças defende a triplicação do salário do gestor de uma Empresa Pública, dizendo que, se queremos bons gestores, temos de lhes pagar bem (na realidade, o Sr. Ministro teve um lapso interessante, ao dizer operários e trabalhadores em vez de gestores, mas depressa rectificou), o que mostra que, na opinião do Senhor Ministro não são precisos bons operários e trabalhadores, e por isso defende para eles salários baixíssimos, sob pena das maiores catástrofes, mas apenas bons gestores que, apesar de serem dos mais bem pagos da Europa, não conseguem desenvolver o país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dirigentes das grandes empresas acham que qualquer reivindicação salarial leva o país para o abismo, mas, nas suas versões mais sofisticadas, perdoam aos filhos, roubando os accionistas, empréstimos de milhões de euros, e, nas versões mais grosseiras, gastam em Ferraris o que devia ser reinvestido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todas estas pessoas têm uma coisa em comum. Eles acham mesmo que são diferentes dos outros, que as regras que se aplicam às pessoas comuns não se lhes aplicam. É difícil falar com uma destas pessoas sem ela defender os valores do patriotismo, da Nação, da Portugalidade, como alguns ainda dizem. Mas basta alguém reclamar que o salário mínimo suba para um nível mais digno para que eles ameacem abandonar o país com o seu dinheiro para investirem noutro país qualquer, esquecendo-se de que nenhum deles conseguiu alguma vez o mínimo êxito, a não ser noutas repúblicas das bananas, onde se pode fugir aos impostos, sonegar informação às autoridades, corromper quem decide e, sobretudo, onde a justiça não funcione. On seja, noutros Portugais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta gente pensa mesmo que é diferente. E que nós, se não somos escravos, não somos também cidadãos, somos uma espécie de hilotas, como em Esparta. Podemos até dizer que Portugal se compõe hoje de uns milhares de VIP's, que têm direito a tudo, e muitos milhões de hilotas, periecos (que são os hilotas de Loures, da Amadora, de Matosinhos e da Maia) e penestas (hilotas das Outras Bandas, dos Algarves de além Douro e além Tejo).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não tem solução para isto. O Bengalão não conhece melhor sistema do que a democracia representativa. Mas parece-lhe que a constituição de grupos de cidadãos à volta de alguns temas e a utilização de algumas formas de acção colectiva poderiam assustar S. Bento e outros milagreiros. Já deu resultado noutros sítios. Por exemplo: dada a maneira escandalosa como o BCP tem vindo a ser dirigido, com prejuízo claro de pequenos aforradores e depositantes, quer tal boicotar o BCP?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4134083303123562344?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4134083303123562344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4134083303123562344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4134083303123562344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4134083303123562344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/hilotas-periecos-e-penestas.html' title='Hilotas, periecos e penestas'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-2513461298572404258</id><published>2008-02-19T17:20:00.003+01:00</published><updated>2008-02-23T14:41:59.016+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='emprego criação Sócrates'/><title type='text'>Empregos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na sua entrevista à SIC, o Ingenhêro declarou que já tinha criado mais de metade dos empregos que prometera criar nesta legislatura. Entendamo-nos. O Ingenhêro não se refere a um saldo positivo de empregos, quer dizer, à diferença entre o número de empregos perdidos e o número de empregos criados. Refere-se só a estes. Quer dizer, considera-se responsável pelos novos empregos, mas acha também que os empregos perdidos foram vítimas da conjuntura internacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A este propósito, oferece-se ao Bengalão contar uma fábula. Conheces, caro Leitor, aquela máxima chinesa (palavra de honra que o Bengalão esteve para escrever "aquele anexim chim", mas não teve coragem) que diz que quando alguém aponta para a Lua, o sábio olha para a Lua, mas o néscio olha para o dedo? Pois também aqui é de dedos e de Lua que se trata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia, nas negregadas alturas da Serra da Estrela, um homem como os outros, não muito inteligente, mas ambicioso, não muito bonito, mas fotogénico, não especialmente dotado de ideias, mas capaz de as embrulhar em palavras que outros homens gostavam de ouvir. Por razões que demoraria muito tempo a explicar, vieram-no buscar um dia para o levarem para o Palácio da Capital onde se reuniam outros homens como ele, sem muitas ideias, mas ambiciosos que, acometidos de uma estranhíssima doença, estavam convencidos de que eram eles que governavam o país. Faziam muitas reuniões findas as quais aprovavam uns documentos que lhes tinham posto nas pastas, todos impantes e muito convencidos de que tinham sido eles que os escreveram. Apontavam para os papeis e diziam uns para os outros: "Vê esta Lei? Fui eu que fiz!" A esta doença chama-se doença do dedinho, porque, nas suas formas mais graves, os coitados que dela sofrem chegam junto de homens, uns deles sábios, outros néscios, apontam para a Lua e, sem sequer darem tempo aos sábios de olharem para a Lua e aos néscios de olharem para o dedo, dizem, para espanto dos povos: "Vêem a Lua, além? Fui eu que a fiz."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por aqui fica a fábula, que para bom entendedor nem meia palavra é precisa. O Ingenhêro está doente, coitado. Aponta para um projecto e sai-lhe logo: "Fui eu que o fiz!" Anda um desgraçado em A-dos-Cunhados um ano para obter apoio bancário para a sua nova empresa de janelas de alumínio, lá consegue aos trancos e barrancos, cria 5 postos de trabalho e logo, detrás de um pinheiro daqueles que há sempre junto das fábricas de janelas de alumínio, surge, de dedo em riste, o Ingenhêro, dizendo: "Vêem aquele posto de trabalho? Fui eu que o criei!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não comenta o resto da entrevista. Não está com paciência para comentar propaganda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-2513461298572404258?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/2513461298572404258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=2513461298572404258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2513461298572404258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2513461298572404258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/empregos.html' title='Empregos'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-1385725736888275493</id><published>2008-02-15T15:47:00.002+01:00</published><updated>2008-02-15T16:24:51.771+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sócrates elogio'/><title type='text'>Elogio de Sócrates</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão, além de ser Homem de Palavra, é um homem de palavras. E segue, sempre muito atento, as palavras do Ingenhêro, não para tentar perceber o que ele diz, que é, as mais das vezes, irrelevante, mas sempre à escuta do que ele não diz. O Leitor já terá reparado que a modéstia é uma das qualidades que doura o Bengalão. É por isso que o Bengalão não ousa repetir o que um dos seus comentadores disse há alguns posts, quando afirmou que o Bengalão era fino como um alho. É verdade que só a modéstia impede o Bengalão de o repetir. E o Leitor está mesmo a ver daí o Bengalão, naquela posição de mãos postas sobre o peito e olhos semicerrados, como o Papa, quando diz, na sua modéstia beata, "Eu não valho nada. Eu sou apenas o representante de Deus na terra". Não repetirá assim o Bengalão que é fino como um alho. Está então o Bengalão à escuta do que o Ingenhêro não diz. É um exercício muito instrutivo, que o Bengalão aconselha vivamente ao Leitor. Queres um exemplo, Leitor?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois bem. Há alguns dias, publicou um jornal uma notícia segundo a qual o Ingenhêro teria, há alguns anos, quando era funcionário da Câmara da Covilhã, assinado alguns projectos a apresentar na Câmara da Guarda, dos quais não seria o autor. O autor seria um funcionário da Câmara da Guarda, impedido como tal de lá apresentar projectos, suprindo essa proibição com o recurso à assinatura do Ingenhêro. A notícia é omissa sobre se o mesmo se passava no sentido inverso, quer dizer, se o Engenheiro da Guarda assinaria projectos da autoria do Ingenhêro da Covilhã, para este os apresentar nesta Câmara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não faz a mínima ideia se isto é verdade. O Bengalão sabe que este tipo de práticas era corrente, principalmente em Concelhos do Interior, onde não abundavam os técnicos liberais e os projectos se faziam com muita fé em Deus e a ajuda de um desenhador. Mas não sabe se o Ingenhêro fez aquilo de que é acusado. Não toma por isso posição. Quantas mentiras não viu já o Bengalão escritas em jornais? Esta pode ser apenas mais uma, porque não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é interessante para o Bengalão são as respostas que o Ingenhêro dá quando alguém o interroga sobre o assunto. Um jornalista, ou um deputado, pergunta-lhe: É verdade, Ingenhêro? Assinou projectos dos quais não era autor, o que é, objectivamente, um crime de falsificação e uma irresponsabilidade total, que provariam à saciedade que não tem as qualidades éticas para exercer o alto cargo que ocupa? (É claro que a pergunta é mais curta, para não dar a possibilidade ao Ingenhêro de se refugiar no matagal das ofensas imerecidas, mas o que quer dizer é isto.) A resposta do Ingenhero é um modelo de precisão de linguagem. Com esta formulação ou com outra, o que o Ingenhêro diz sempre é o seguinte: "Nunca assinei nenhum projecto pelo qual não fosse responsável".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora a verdade é que um técnico nunca é responsável por um projecto que não assinou e é sempre responsável por projecto por si assinado. Neste quadro, assinar é um sinónimo de ser responsável. O que o Ingenhêro diz, portanto quando lhe perguntam se assinou projectos que não elaborou, é o seguinte: Nunca assinei projectos que não tenha assinado. É por isso que o Bengalão se interessa muito mais por aquilo que o Ingenhêro não diz. E ele não diz que a acusação é falsa. Mas é verdade que utiliza as palavras com uma precisão que o Bengalão não pode deixar de admirar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-1385725736888275493?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/1385725736888275493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=1385725736888275493' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1385725736888275493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1385725736888275493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/elogio-de-scrates.html' title='Elogio de Sócrates'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8908989474239782024</id><published>2008-02-15T00:35:00.002+01:00</published><updated>2008-02-15T00:54:24.232+01:00</updated><title type='text'>Financial Times</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão, caro Leitor, por vezes, em momentos em que se abandona e deixa que a sua atenção seja brevemente afastada da realidade nua e crua, também lê o Financial Times. Que queres, Leitor? Até os Poetas têm direito ao sonho. O Bengalão lê, assim, o Financial Times. Aqui há tempos, publicou o FT um artigo de um economista que o Bengalão lê sempre com a máxima atenção, John Kay, especialista em sistemas de pensões, que tem a enorme vantagem de apresentar, para além das suas opiniões e dos seus preconceitos ideológicos, dados numéricos brutos, a partir dos quais é possível seguir o seu raciocínio. Basta um sumário do artigo para as orelhas do Bengalão se porem de sobreaviso. Diz Kay o seguinte: Toda a gente anda a dizer, a gritar, a mostrar, que a Segurança Social está em risco de não poder honrar os seus compromissos a médio prazo. Tantas vezes é repetida esta mensagem que, hoje, já ninguém duvida dela. Ora bem. A Comissão do Orçamento do Congresso dos EUA fez contas. As conclusões são claras. Mantendo-se as actuais tendências, daqui a 50 anos, as receitas da Segurança Social serão de 14,02% do rendimento nacional e os compromissos de 14,29%. A diferença é de 0.27%. Daqui a 50 anos. O que nos mostra uma coisa. Pelo menos nos EUA, a propalada crise é uma mentira. Quem a repete? Economistas, que julgam que são cientistas e que põem a sua capacidade de jogar com números ao serviço daqueles a quem esta mentira serve. Os fundos privados de pensões. Portanto, caro Leitor, de cada vez que ouvires dizer o mesmo (e o Bengalão reconhece que, na Europa, a situação demográfica é diferente da americana e que, portanto, os resultados seriam diferentes, mas nunca tão alarmantes como nos dizem), não perguntes pelo curriculum académico de quem faz a afirmação. Pergunta antes para quem trabalha. E, se ele trabalha para a banca ou os seguros, desconfia, Leitor, desconfia. É claro que qualquer semelhança entre esta referência e Bagão Félix é inexistente: Bagão Félix não tem curriculum académico que se veja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8908989474239782024?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8908989474239782024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8908989474239782024' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8908989474239782024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8908989474239782024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/financial-times.html' title='Financial Times'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-2049797968023760711</id><published>2008-02-08T01:08:00.001+01:00</published><updated>2008-02-08T19:10:06.266+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='referendo deputado assembleia parlamento'/><title type='text'>Referendo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi hoje a votos, na Assembleia da República, a seguinte questão especiosa: deve o Tratado de Lisboa ser ratificado por referendo ou, pelo contrário, pelos legítimos representantes do povo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão tem, naturalmente, uma opinião sobre o assunto. Não a revela, no entanto. Não vê o Bengalão que importância pode ter o que pensa sobre esta ou outras questões políticas. Diga-se apenas que o Parlamento tem toda a legitimidade para discutir e votar o modo de ratificação. O referendo é tão legítimo, mas não mais legítimo do que a ratificação parlamentar. Tudo o resto é uma questão de opinião e &lt;em&gt;de juditiis non curat praetor&lt;/em&gt;, que é como quem diz, o Bengalão não se mete nas opiniões de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de um debate morno e previsível, naquele tom gordo a que nos habituou o nosso Parlamento, foi a proposta de referendo posta à votação, com o resultado que consta do Diário das Sessões. Alguns Deputados, por razões que uns explicaram e outros não, decidiram votar de maneira diferente da do seu Grupo Parlamentar. O que é um direito que ninguém lhes negará.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Houve um certo número de Deputados, no entanto, que deixaram o Bengalão de castão à banda. Foram uns Senhores que votaram como entenderam e, no fim, declararam esta coisa espantosa:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós votámos assim, mas pensamos o contrário. Se votámos como votámos, foi por uma questão de disciplina partidária. O Bengalão traduz: Suas Excelências declaram que, na sua opinião, os interesses superiores do país, a lógica mais primária, a fidelidade mais branda a promessas feitas exige que a decisão seja A, mas que Suas Excelências votam B pela subida razão de terem sido mandados votar B. Ora, quando o Bengalão elege os seus representantes na Assembleia, faz com eles um contrato. O Bengalão dá-lhes um ordenado interessante, mordomias várias, o direito a que os tratem por Vossa Excelência, mesmo os mais burros e a garantia de que, durante 4 anos, o Bengalão, patrão magnânimo, lhes não dará ordens. Eles comprometem-se a puxar, o mais que podem, pelo bestunto, a não abusar demasiado das viagens de favor e a não obedecer a ninguém. O contrato é injusto? Uns dizem que sim, outros que não. Mas é um contrato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora aqueles Deputados, nossos servidores, quase nossos criados, ao declararem que tinham votado conmtra a sua opinião, por estarem às ordens de uns Senhores que o Bengalão não conhece, mostraram que não cumprem a sua parte do contrato e, portanto, não são dignos de nos engraxarem as botas. Se eles ficassem mais um minuto sequer no Parlamento e pudessem, por exemplo, votar o Tratado de Lisboa, o Bengalão não saberia se eles estavam a votar no que pensam ou no que lhes mandam pensar. Mas o Bengalão está certo de que Suas Excelências, depois da declaração que fizeram, enviaram ao Senhor Presidente da Assembleia da República o único documento que pode restaurar a sua dignidade ferida: o seu pedido de demissão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-2049797968023760711?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/2049797968023760711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=2049797968023760711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2049797968023760711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2049797968023760711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/referendo.html' title='Referendo'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-220423246723723250</id><published>2008-02-07T22:35:00.000+01:00</published><updated>2008-02-08T01:06:51.324+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Mined</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estava o Bengalão a pensar que alguns dos seus amigos, aqueles que conhecem a sua paixão pela Educação e pela Escola Pública, hão-de estranhar nunca ter o Bengalão referido nem uma nem outra. Então o Bengalão, que de tudo fala, não diz uma palavra sobre a Escola?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão deve confessar que o seu silêncio se deve, sobretudo, ao imenso respeito que nutre pela Senhora Minstra da Educação. Calma, Leitor. O Bengalão julgava que já te tinha convencido da virtude da paciência. O Bengalão, sensível como todos os humanos à lisonja,  que neste caso é a atenção do seu Leitor, usa de manhas, de subterfúgios, para lhe prender os olhos ao ecran. E, tendo visto a sua dosezinha de filmes de Hollywood, tendo presente o seu Camilo, recordando-se ainda da sua Eneida, vai tentando, o melhor que pode e sabe, ferrar o seu peixe, que, neste caso, és tu, Leitor, e trazê-lo à borda da água, ou seja, ao fim do texto. Para isso, há que engodar com generosidade, iscar com finura, ter o pulso lesto e a mãozinha leve. E queres, Leitor, melhor engodo do que este, o imenso respeito do Bengalão pela Senhora Ministra da Educação? Portanto, caríssimo Leitor, calma e paciência, que, se são ínvios os caminhos do Senhor, os caminhos do Bengalão são, no mínimo, tortuosos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A razão deste silêncio, não foi sempre, no entanto, absolutamente clara, nem mesmo para o próprio Bengalão. Quantas vezes, à noite, ao procurar a reparação da "morte pequenina", o Bengalão não se interrogou, por vezes com alguma aspereza: Então tu calas-te? Então tu não dizes nada? Então tu falas de tudo, ele é o Ângelo, ele é o Paulinho, ele é o Ingenhêro e, dela, nada? O Bengalão chegou mesmo a pensar consultar a Astróloga Maya, que é um dos serviços públicos mais mimosos que nos presta a televisão que todos pagamos. Não, Leitor, o Bengalão não se refere só à televisão pública, mas também à outra. Também somos nós que a pagamos. E nem é precisa a taxa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava então o Bengalão a dizer que pensou até em consultar a Astróloga Maya. Mas a lista de espera era imensa, como é normal num serviço público deste país onde floresce a abóbora e o Marcelo pensa e a consulta era empurrada lá para Julho do ano que vem, o que era claramente tarde. Arriscava-se o Bengalão a estar a falar de uma Senhora que já não era Ministra de um Governo que já o não era. E o Bengalão não gosta de malhar em ferro frio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão decidiu então reflectir. E procurar, no fundo de si próprio, as razões de tão gritante silêncio. Para perceberes as conclusões a que chegou o Bengalão, tens de o acompanhar, Leitor, nesta viagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão sempre teve uma ternura muito particular pela greve de zelo. A ideia da greve é forte, é corajosa, é decididamente masculina. Mas a greve de zelo, toda rendada, toda irónica, toda feminina, é incomparavelmente superior. (Já reparaste, Leitor, no ilogismo desta expressão que, no entanto, usamos, com variantes múltiplas, todos os dias? Só podemos saber que uma coisa é superior a outra se as compararmos. Ora, se as compararmos, elas podem ser tudo menos incomparáveis. Não há, assim, nada que possa ser incomparavelmente superior a seja o que fôr). Mas, sendo as coisas o que são, como dizia o Bonifácio (Ai, o Bonifácio dava um livro...), a greve de zelo sempre pareceu ao Bengalão incomparavelmente superior à greve &lt;em&gt;tout court&lt;/em&gt;. Para avivar a tua memória, querido Leitor, uma greve de zelo consiste em cumprir, na íntegra e sem contemplações, todas, mas todas as regras, leis, normas e ordens que emanam da autoridade que enquadra o trabalhador. Para acreditar na potencialidade da greve de zelo, é precisa uma fé cega e total  na capacidade da autoridade (de toda a autoridade) para criar regras inúteis e perniciosas. Está-lhe na massa do sangue. É a vida, como diria um Alto Comissário que todos conhecemos bem. O Bengalão tem essa fé. E deve confessar que fez algumas greves de zelo. Algumas sozinho. E, se o resultado nem sempre foi brilhante, pelo menos o Bengalão divertiu-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão imagina o que vai pela cabeça do seu Leitor fiel. O que terá a greve de zelo, ou a vida do Bengalão, a ver com a Senhora Ministra da Educação? Mais um pouco, Leitor, e verás, uma vez mais, a lógica implacável do Bengalão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Governo do Ingenhêro não prima pela originalidade. É difícil, se virmos as ideias que sairam daquelas cabeças brilhantes, descortinarmos alguma que seja nova. O Bengalão avisa desde já que isto não é uma crítica. O Bengalão admite que, por vezes, a novidade não só não é sinónimo de qualidade, como pode trazer consequências graves e perniciosas. O Bengalão limita-se a constatar um facto. Para ser mais plástico, em jeito de exemplo, o Bengalão diria que este Governo ficará na História, como todos os Governos. Mas, daqui a uns séculos, quando os historiadores procurarem, de entre o número imenso dos Governos que, nessa altura, terão governado o país, para determinarem quais, pelas suas medidas originais, se distinguiram dos demais, dificilmente citarão o Governo do Ingenhêro. Não, Leitor, quando o bisneto do bisneto do Professor Hermano Saraiva, de braços no ar como quem dança a chula e com os olhos revirados para cima, entrar em casa dos bisnetos dos nossos bisnetos, pela televisão, para anunciar, de dez em dez minutos, o que vai tratar no seu próximo programa, não será do Ingenhêro que falará.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim sendo, uma Ministra que mostre um fumo de originalidade, nem que seja por ir de mini-saia e meias pretas para o Conselho de Ministros, merece o nosso respeito. Note-se que o Bengalão não tem notícia de que alguma Ministra, ou algum Ministro, aliás, tenha alguma vez ido a Conselho de mini-saia  e meias pretas. Era apenas uma imagem, se bem que com possibilidades a explorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Senhora Ministra da Educação, desde que começou a governar, tem-se distinguido pela quantidade de papeis que obriga os Professores a preencher. A Senhora Ministra da Educação põe em perigo a floresta da Amazónia, tantas são as árvores que será preciso abater para produzir as grelhas, os formulários, os planos, os planitos, as fichas, as cadernetas, os livros de actas, os livros de ponto, os testes formativos, os testes de avaliação, as nótulas, os relatórios, os recursos, as justificações que os Professores terão de conceber, produzir,apresentar à consideração superior de quem Sua Excelência mande. A Senhora Ministra da Educação tem obrigado os Professores a receber os pais a todo o momento, a fazerem reuniões de Conselhos, Assembleias, Comissões, Comités, Clubes e outras invenções da burrocracia. A Senhora Ministra tem obrigado os Professores a estarem nas Escolas sem fazerem nada (porque lhes não dá condições para fazerem seja o que fôr). De modo que pouco tempo resta aos Professores para fazerem aquilo para que lhes pagamos: ensinarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nesta altura, pergunta o Leitor: Sim, e depois? O que tem isto a ver com tudo o resto? Com a originalidade, com a greve de zelo? Pois não vês, Leitor? Diz Zoroastro (não é todos os dias que se escrevem dois ZZ seguidos) que o mundo foi criado dual: para cada roca, seu fuso. No mundo laboral, este equilíbrio reflexo também se aplica: à greve opõe-se o lock out, grande pavor social no tempo em que havia empregos, como os mais velhos se lembrarão. A Senhora Ministra, num golpe de génio, inventou o que ninguém tinha ousado inventar: o lock out de zelo. É simples e elegante: atulham-se os Professores de papeis e trabalho administrativo, burocrático e de cosmética estatística. Assim se impede que eles ensinem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senhora Ministra da Educação, permita-me, em memória do Colégio da Cerdeira (isto do Colégio da Cerdeira é aquilo a que o Ingenhêro, se soubesse Inglês, chamaria uma &lt;em&gt;private joke&lt;/em&gt;), que a trate por Lurdinhas. Lurdinhas, os meus respeitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-220423246723723250?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/220423246723723250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=220423246723723250' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/220423246723723250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/220423246723723250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/mined.html' title='Mined'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-7391441110672382362</id><published>2008-02-03T22:00:00.000+01:00</published><updated>2008-02-03T23:03:38.609+01:00</updated><title type='text'>Drama em três Actos (e a unidade de tempo que se lixe)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Acto I (há uns meses)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há eleições "directas" para escolher o lider do PSD. O Bengalão mete as suas primeiras colheradas: por que é que havemos de dizer lider? Ou leader? Por que não Chefe? ou Caudilho? Ou Comandante? E por que se diz eleições directas? Há eleições indirectas? Se eu escolho quem escolha por mim, estou a escolher DIRECTAMENTE quem por mim DIRECTAMENTE escolha! (um quiasmozito de vez em quando sempre dá muito jeito.) Ou não é verdade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há então eleições para Luís Filipe. Na televisão, a defender o Luís Filipe mais provável, e que veio realmente a ganhar, aparece um sujeito de que há uns anos o Bengalão se fartou de rir, que encontrou uns pregos num automóvel estacionado perto de uma manifestação e veio para a televisão dizer que tinham sido encontradas armas em poder dos manifestantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Entreacto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tal sujeito, que foi Ministro da Defesa, retirou-se do Governo e passou a representante, em Portugal, de uma grande empresa americana cuja principal actividade é a venda de armas e de que Portugal é fiel cliente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acto II (há umas semanas)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Grandes investimentos em Portugal!!! Portugal, que já tem a maior central fotovoltaica do mundo, vai ter a maior central fotovoltaica urbana do mundo!!! Portugal é grande!!! Portugal tem o Cristiano Ronaldo e a Central fotovoltaica do MARL!!! Arraial, arraial!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem disse isto, por outras palavras, foi o representante em Portugal de uma empresa americana de centrais fotovoltaicas, um sujeito que, porque encontrou uns pregos e vendeu umas fisgas, passa por grande especialista de questões geoestratégicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acto III (há uns dias)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudanças no Governo. O Bengalão abre a TV e ouve o tal sujeito das armas fotovoltaicas, ou lá o que é, explicar muito bem por que é que a remodelação tinha sido uma derrota para o Governo do Ingenhêro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Moral da história &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que se não pense que o Bengalão não gosta de chamar os bois pelos nomes, o sujeito chama-se Ângelo Correia. E nenhum dos actos acima expostos é ilegal ou duvidoso, sequer. O Senhor Ângelo Correia tem todo o direito de ser Ministro, dirigente partidário, jornalista, vendedor de fisgas e caixeiro viajante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que o Bengalão tem o direito de perguntar, nem que seja na sua intimidade (Ai, a intimidade do Bengalão...), à puridade da sua reflexão, é o seguinte: Quando o Senhor Ângelo Correia, dirigente partidário, defende Luís Filipe, quem é que está a falar? Não será o Senhor Ângelo Correia, vendedor de fisgas? Quando o Senhor Ângelo Correia, especialista em geoestratégia, fala na televisão, quem é que está a falar? Não será o Senhor Ângelo Correia, caixeiro viajante? Quando o Senhor Ângelo Correia, jornalista, diz de sua justiça, quem é que está a falar? Não será o Senhor Ângelo Correia, dirigente partidário?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última mudança no Governo, a Televisão Pública foi perguntar aos partidos o que pensavam. A pergunta não tinha o mínimo interesse jornalístico. Todos nós sabíamos o que os partidos pensavam. No sentido mais puro da palavra, não era uma notícia, não era uma novidade. Mas, depois, a Televisão Pública foi perguntar aos seus dois comentadores residentes. Sem surpresas, o Senhor António Vitorino disse o que o PS tinha dito e o Senhor Marcelo Rebelo de Sousa o que tinha dito o PSD. Dir-se-á que isto mostra o pluralismo da RTP. Não mostra nada disso. Mostra que, ao fim de décadas, a televisão pública não foi capaz de saír do grau zero do jornalismo: produzir um comentador independente e respeitado. Refugia-se assim no politicamente correcto: pataca a mim , pataca a ti. E continua a mostrar-nos, todos os dias, as mesmas caras, hoje como jornalistas, amanhã como políticos, depois como empresários, no dia seguinte como académicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uns dias, leu o Bengalão num dos seus blogues favoritos, &lt;a href="http://www.blogger.com/legoergosum.blogspot.com/"&gt;as minhas leituras&lt;/a&gt;, que a crise no BCP não era nova: já vinha nos Maias. Pois o Bengalão também acha que esta omnipresença do mesmo indivíduo com várias caras (eles dizem com várias qualidades, como se o não ter uma só cara não fosse um defeito: pois, eu até respondia a essa questão - para eles, os jornalistas não &lt;em&gt;fazem perguntas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;põem questões - &lt;/em&gt;mas, como estou aqui na qualidade de ... (sócio do Casa Pia, membro da Cruz Vermelha, cliente da Zara, etc...) não lhe posso responder), já lá vem no Eça: O bengalão cita:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ministério foi assim constituido:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Presidente do Conselho: Marquês de Ávila e Bolama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ministro dos Estrangeiros: Marquês de Ávila e Bolama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ministro do Reino: Marquês de Ávila e Bolama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ministro da Fazenda: Marquês de Ávila e Bolama, sob o célebre pseudónimo por tantos usado de - Carlos Bento da Silva&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ministro das Obras Públicas: Marquês de Ávila e Bolama, sob o suposto nome de - Visconde de Chanceleiros&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ministro da Justiça: Marquês de Ávila e Bolama, sob o anónimo - Sá Vargas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ministro da Guerra: Marquês de Ávila e Bolama, sob a denominação inexplicável de - José de Morais Rego.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acrescente-se a isto o jornalista Marquês de Ávila e Bolama, o comentador político Marquês de Ávila e Bolama, o empresário Marquês de Ávila e Bolama e estaremos muito perto dos dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-7391441110672382362?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/7391441110672382362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=7391441110672382362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7391441110672382362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/7391441110672382362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/drama-em-trs-actos-e-unidade-de-tempo.html' title='Drama em três Actos (e a unidade de tempo que se lixe)'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8853051404691307129</id><published>2008-02-01T22:44:00.000+01:00</published><updated>2008-02-02T01:01:04.145+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projecto assinatura engenharia Musharraf CAV'/><title type='text'>Musharraf</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não. O Bengalão não vai falar hoje das assinaturas de projectos que um jornal acusa o Ingenhêro de ter assinado sem ser o seu autor. O Bengalão não quer saber. Tanto se lhe dá que seja verdade ou não. O único interesse que poderia haver na notícia, se se verificasse a sua veracidade, seria o de aferir a estatura ética do Ingenhêro. Ora o Bengalão não tem dúvidas da estatura moral do Ingenhêro. Assim sendo, não vê qualquer interesse na notícia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não. O Bengalão, hoje, quer falar de Musharraf. Há já algum tempo, o Bengalão ouviu o Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros dizer que a União Europeia devia continuar a apoiar os esforços do General Musharraf para a democratização do Paquistão. O Bengalão não tem dúvidas de que o Senhor Ministro não estava a ser irónico. A ironia pressupõe alguma inteligência e, pelo menos, um soprozinho de ideias próprias. Ora, das muitas vezes que ouviu e leu as palavras do Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, o Bengalão nunca vislumbrou nem uma nem outras. De política externa, o Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros parece saber que, pois, a Índia é a maior democracia do mundo, pois que a União Europeia tem uma coisa a que se chama valores, pois que Portugal tem uma vertente atlântica que é muito importante. E também sabe que nunca houve voos da CIA a passar em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora bem. Este prócere da democracia (o Musharraf, não o outro), há uns tempos quis ser candidato à Presidência da República. Acontece muitas vezes a ditadores, depois dos golpes de Estado que os levaram ao poder. E as eleições sempre podem permitir ao Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros dizer que o Paquistão é, se não uma das maiores democracias do mundo, pelo menos quase. Mas acontece que o Supremo Tribunal do Paquistão veio dizer que a Constituição do País proibia a recandidatura do General, Chefe do Estado Maior-General das Forças Armadas, Primeiro-Ministro &lt;em&gt;de facto&lt;/em&gt; (o itálico permite que se saiba que o Bengalão sabe latim) e Presidente da República.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que tudo seja claro. O Bengalão não pretende conhecer a fundo as minúcias e meandros da Constituição de um país como o Paquistão, cuja cultura oriental e milenar, aliada à influência islâmica, lhe dá o hábito de escrever textos jurídicos ao lado dos quais o Tratado de Lisboa é um monumento de clareza e concisão. Não sabe assim o Bengalão se o Tribunal tinha razão, ou se se tratava de uma cabala (e não deixa de ter piada pensarmos no Supremo Tribunal do Paquistão metido numa cabala) para afastar o Senhor General, que o Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros considera o ventre que há-de parir a democracia, para espanto dos povos e lucro das empresas da nossa aldeia global, da reeleição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que fez, perante esta crise, o Senhor General, o Pai da Democracia? Demitiu os Juízes que eram contra a sua recandidatura e substituiu-os por outros, mais complacentes. O Supremo Tribunal reconsiderou, o Senhor General será candidato e tudo vai acabar bem. Quereis solução mais eficiente, mais simples, mais elegante, mais digna de um verdadeiro MBA de Chicago? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão imagina que o Leitor, que no fundo é humano, que vem aqui à procura de novidades frescas, de produto nacional, não esteja muito contente com este caril requentado, quando estava à espera de um bom cozido à Portuguesa. Tem paciência, Leitor, lá chegaremos, o Bengalão é como os navegadores portugueses, que tiveram de dar a volta ao mundo para fazerem uma Pátria. Também o Bengalão, por muito longe que as palavras o levem, tem sempre o leme apontado a Portugal. E já vais ver, Leitor, que Mushrraf não está sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão é um defensor do CAV (caro Leitor, o Bengalão não vê qualquer necessidade de usar a sigla francesa e acha que CAV - Comboio de Alta Velocidade - é bem melhor que TGV. O comboio é mais agradável, menos poluidor e agora pouco mais lento que o avião. O Bengalão acha, assim, que o CAV pode ser uma excelente solução para Portugal e para as suas relações, nomeadamente com a Espanha. Ora aí está uma coisa em que o Bengalão está de acordo com o Ingenhêro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão sabe que a construção das infraestruturas do CAV põe muitos problemas ambientais e que, no fim, nem tudo será perfeito. Que haverá pessoas que serão prejudicadas. O Bengalão espera que elas sejam devidamente indeminizadas, mas haverá, há sempre, pessoas prejudicadas. Mas a política é exactamente a arte do equilíbrio da decisão. E não há grandes decisões que não prejudiquem alguém. O Bengalão sabe isto. O Ingenhêro também sabe. Por isso, o Ingenhêro, ou alguém por ele, fez o que devia: encomendou um estudo de impacto ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Leitor deve estar a pensar que deve ser do Carnaval. O Bengalão a dizer bem do Ingenhêro? O mundo está do avesso? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas quantas vezes tem o Bengalão de recomendar ao Leitor a virtude da paciência? Calma, Leitor, não queiras ir mais depressa que o CAV.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que aconteceu, então, ao estudo de impacto ambiental? Aqui o Bengalão hesita na escolha das palavras justas. Custa-lhe dizer o que aconteceu. Parece que os técnicos que deviam fazer o estudo tiveram muitas dúvidas sobre o traçado proposto, que atravessa mesmo uma povoação. (Já reparaste, Leitor, que, quando uma coisa destas, uma linha de alta tensão, uma linha de comboio, uma estação de tratamento de águas ou de lixos tem de ser instalada perto, ou mesmo dentro de uma povoação, nunca é na Quinta da Marinha?). Os técnicos tinham, assim, muitas dúvidas sobre o traçado. Que fazer? como dizia o Lenine e o mau teatro, como resolver o impasse? A solução, elegante, simples, eficiente, digna dos MBA de Chicago a quem o Ingenhêro paga, com o nosso dinheiro, fortunas em consultadoria, foi encontrada. Foram demitidos os técnicos, substituidos por outros. E pronto, não se fala mais nisso. O CAV pode avançar, a toda a velocidade, sem que ninguém possa acusar o Ingenhêro de não ter feito o necessário estudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão aconselha o Ingenhêro a fazer uma nova remodelação governamental. Livre-se do Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros. Porque, se não, arrisca-se o Ingenhêro a ouvir o Senhor Ministro, com aquele ar sério que ele sabe pôr, bem penteadinho, dizer a quem o quiser ouvir que a União Europeia deve continuar a apoiar os esforços do Ingenhêro para a democratização de Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8853051404691307129?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8853051404691307129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8853051404691307129' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8853051404691307129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8853051404691307129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/02/musharraf.html' title='Musharraf'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-1662160894065543929</id><published>2008-01-31T16:45:00.000+01:00</published><updated>2008-01-31T17:16:56.514+01:00</updated><title type='text'>Ensino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão declara desde já que não é Professor. Não tem filhos em idade escolar. Não tem qualquer interesse privado ligado à Educação ou ao Ensino. Não é, assim, por interesse próprio que se interessa pela Escola. Hoje, o Bengalão recebeu uma carta que lhe tirou toda a vontade de usar o humor, memo ácido, como arma. Limita-se, assim, a copiar, na íntegra e sem comentários, retirando apenas o nome do seu singatário, porque nunca se sabe. E, se o Bengalão fosse Primeiro Ministro, sentir-se-ia insultado se alguém tivesse o cuidado de esconder o nome de outra pessoa para a proteger das possíveis consequências eventuais das suas opiniões. Mas o Bengalão é um homem de bem. Eis a carta que aumentou a indignação do Bengalão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTA ENVIADA A VÁRIAS ENTIDADES E QUE MERECE A SUA REFLEXÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite,&lt;br /&gt;Peço-lhe, por favor, dedique uns minutos à leitura desta missiva, já que é imperioso alertar o país para o estado calamitoso para o qual resvala, irremediavelmente, a Educação em Portugal, caso não se faça nada em contrário. Sou professora e não alimento nem a ilusão nem a pretensão de conseguir mudar muito. Mas V. Excia tem os meios para promover essa mudança.&lt;br /&gt;Vai-me permitir a brutalidade do discurso, mas a situação é gravíssima, muito mais do que transparece tibiamente para o exterior, e este governo incompetente, cínico e prepotente vai conseguir destruir, não apenas o presente, mas, mais gravosamente, o futuro. E não, não estou a ser dramática. Antes estivesse.&lt;br /&gt;1º ponto - Avaliação do desempenho dos professores.&lt;br /&gt;Deve ficar bem claro que os professores querem ser avaliados! Cansados estamos todos de sermos enxovalhados em praça pública, porque nada no sistema distingue os maus profissionais dos bons! Não queremos é esta avaliação. E não é por capricho. É por ser abusiva, quase que surreal, de tão distante que está do conhecimento objectivo da realidade escolar. É despótica e brutal em todos os âmbitos, desde a planificação à implementação… chegando, neste caso, a ser perigosa. A incompetência e falta de lisura dos senhores que comandam o Ministério da Educação são gritantes e raia o patético. Não só insultam os professores, mas insultam (e é bom que todos se consciencializem disso) todos os portugueses, sempre que tentam passar a imagem de competência e profissionalismo.&lt;br /&gt;Passemos aos factos, que poderá constatar com toda a facilidade (e nem os mencionarei todos, por serem tantos).&lt;br /&gt;É pedido, digo, exigido, às escolas que, num prazo de 20 dias, a contar da data de publicação do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro seja implementado o processo de avaliação dos professores com base em documentos, despachos, grelhas, recomendações que, decorridos quinze dias sobre aquele prazo, não foram tornados públicos:&lt;br /&gt;· Faltam as recomendações do Conselho Científico (”os avaliadores procedem, em cada ano escolar, à recolha, através de instrumentos de registo normalizados, de toda a informação que for considerada relevante para efeitos da avaliação do desempenho. Os instrumentos de registo referidos no número anterior são elaborados e aprovados pelo conselho pedagógico dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas tendo em conta as recomendações que forem formuladas pelo conselho científico para a avaliação de professores.” - artigo 6º, ponto 1 e 2);&lt;br /&gt;· sem aquelas recomendações, o Conselho Pedagógico não pode elaborar e aprovar os tais “instrumentos de registo”, nem se pode proceder à observação de aulas (artigo 17º);&lt;br /&gt;· o regime da “observação de aulas” raia o absurdo, não porque os professores vejam inconveniente em serem observados (são-no, todos os dias), mas pela violência que representa para o avaliador. Invocando um Decreto Lei que, expressamente, referia que a redução dos departamentos para quatro apenas teria efeitos no concurso para titular (200/2007), o Ministério agora exige o que não é apontado neste despacho 2/2008: a reorganização dos departamentos naqueles quatro, instalando mais confusão num processo já de si tão escabroso e provocando a aglomeração grande número de docentes em cada um desses quatro departamentos. O meu, e do qual fui eleita coordenadora, entenda-se também, “avaliadora” (Departamento de Línguas), tem 31 professores. O das Ciências, por exemplo, tem quarenta e muitos professores. Como é possível que uma pessoa consiga assistir a três aulas por ano lectivo (neste ano, generosamente, apenas serão duas) de 30 professores? Além disso, como é possível acompanhar as planificações das aulas, diárias, desses trinta professores, reunir com cada um, definir objectivos, estratégias e instrumentos? Tudo isto mantendo um horário completo (sim, porque os avaliadores não têm redução alguma da sua componente lectiva, nem tão pouco qualquer alteração no seu salário, nem direito a horas extraordinárias), tendo o dever maior de cumprir com as suas turmas (que, para mim, é o realmente importante! Eu sinto-me responsável pelas minhas cinco turmas do 11º ano!), ao que acresce todo o trabalho burocrático e administrativo do Conselho Pedagógico, onde tenho assento e… as minhas próprias planificações! Sim, porque eu também serei avaliada, duplamente, como professora e como avaliadora! Poderei vir a tornar-me uma competentíssima avaliadora, mas, certamente, me tornarei numa pior professora. E isso é o que mais me angustia, porque eu gosto de dar aulas!&lt;br /&gt;· é certo que no artigo 12º é apontada a possibilidade do coordenador “delegar as suas competências de avaliador noutros professores titulares, em termos a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.”. Está bom de ver que… falta esse despacho.&lt;br /&gt;· O que falta, por parte do Ministério, não se fica por aqui: falta o despacho que aprova as fichas de avaliação (artigo 35º), como falta o despacho relativo às ponderações dos parâmetros de avaliação (nº 2, artigo 20º), como falta o despacho conjunto de estabelecimento de quotas previsto no nº 4 do artigo 21º, como falta a portaria que define os parâmetros classificativos a realizar pela inspecção (nº 4 do artigo 29º), como falta o diploma que rege a avaliação dos membros dos conselhos executivos que não exercem funções lectivas (nº1 do artigo 31º).&lt;br /&gt;· no artigo 8º pode ler-se: 1 — A avaliação do desempenho tem por referência: a) Os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada; b) Os indicadores de medida previamente estabelecidos pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e a redução das taxas de abandono escolar tendo em conta o contexto socio-educativo.2 — Pode ainda o agrupamento de escolas ou escola não agrupada, por decisão fixada no respectivo regulamento interno, estabelecer que a avaliação de desempenho tenha também por referência os objectivos fixados no projecto curricular de turma.&lt;br /&gt;Nada disto existia antes de 10 de Janeiro e não se altera o Regulamento Interno de uma Escola nem o seu Projecto Educativo, documentos estruturantes que envolvem a participação de todas a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos, autarquia) em 20 dias! A menos que se faça com a mesma rapidez, consistência e respeito pelos envolvidos com que o Ministério da Educação despacha leis.&lt;br /&gt;2º ponto - Postura do Ministério da Educação&lt;br /&gt;Creio que os aspectos já apontados seriam suficientes para traçar o negro perfil dos órgãos responsáveis pela área de educação, mas este Governo colocou a fasquia bem alta, daí que tenhamos notícia de algumas pérolas de… escapam-me já as classificações…. e que passo a enunciar (pelo menos, as que eu conheço pelos meios de comunicação social:&lt;br /&gt;· Há dois dias atrás, a Sra Ministra respondeu aos jornalistas, a propósito do, chamemos-lhe, mal-estar manifestado pelas escolas, com a candura que caracteriza o seu discurso, que estavam reunidas todas as condições para se proceder à avaliação do desempenho e que o Ministério daria todo o apoio necessário (não encontrei a citação exacta).&lt;br /&gt;No dia seguinte, é comunicado, através do site do Dgrhe (http://www.dgrhe.min-edu.pt/), que “a contagem dos prazos definidos no artigo 24º do Decreto Regulamentar 2/2008 iniciar-se-á na data da divulgação na internet das recomendações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores”. Então, não estava tudo a decorrer com normalidade? Até se perdoaria este “lapso” não estivesse o documento eivado de muitas outras arbitrariedades!&lt;br /&gt;· As cerejas no topo do bolo, porque são duas, chegaram hoje com as afirmações do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira: «Os conselhos pedagógicos podem produzir os seus instrumentos sem essas recomendações. Não é obrigatório que as recomendações existam. O decreto regulamentar diz tendo em conta as recomendações que forem formuladas. Se não forem formuladas…»,&lt;br /&gt;(http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=77274)&lt;br /&gt;Creio que nem será necessário comentar uma declaração deste tipo… diz na lei, mas se não aparecerem as recomendações…&lt;br /&gt;Extrapolando: aqueles despachos em falta… se não aparecerem… as escolas improvisarão, que já vão tendo prática disso.&lt;br /&gt;· A outra cereja prende-se com o tal “Conselho Científico”. Aliás, está prevista para hoje a apresentação das famigeradas “recomendações”. O grotesco desta aparente prova de competência está bem expressa em mais uma afirmação do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, que refere que, estando “em funções há vários meses”, a presidente do Conselho Científico, esta elaborará as recomendações!&lt;br /&gt;(http://dn.sapo.pt/2008/01/25/sociedade/ministerio_improvisa_solucoes_para_r.html)&lt;br /&gt;Se isto não é um insulto a tudo o que são os princípios de um estado democrático, já não sei mais o que pensar!&lt;br /&gt;Ora, lê-se no documento aprovado em Conselho de Ministros que regulamenta o Conselho Científico que “Este órgão consultivo será constituído por um presidente, cinco professores titulares em exercício efectivo de funções na educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário, cinco individualidades em representação das associações pedagógicas e científicas de professores, sete individualidades de reconhecido mérito no domínio da educação e por três representantes do Conselho de Escolas (http://www.min-edu.pt/np3/1459.html).&lt;br /&gt;· Por fim, o próprio Conselho Nacional de Escolas, criado para trabalhar em conjunto com o Ministério da Educação, levando para a mesa de trabalho a experiência de quem lida directamente com as escolas e seu funcionamento prático, tem feito várias recomendações às quais o Ministério não dá ouvidos&lt;br /&gt;(http://jn.sapo.pt/2008/01/25/nacional/conselho_escolas_quer_adiar_avaliaca.html).&lt;br /&gt;O que prova que este Conselho foi criado, apenas, para o Ministério poder invocar uma relação de lisura com as escolas que não acontece de todo. Em anexo, colocarei as propostas apresentadas por este Conselho.&lt;br /&gt;3º e último ponto - Qualidade de ensino.&lt;br /&gt;Este é, a meu ver, o aspecto mais terrível desta arquitectura que o Ministério montou. Custa-me, na verdade, acreditar que pessoas de bem ajam com tanta leviandade e desprezo pelo futuro do país e é esta a razão da premência do meu apelo:&lt;br /&gt;- esta torrente de grelhas, recomendações, parâmetros, planificações diárias, instrumentos, registos e afins esgotarão os professores num trabalho inglório e improdutivo, pois não estarão a trabalhar para os alunos, mas para a sua avaliação;&lt;br /&gt;- o mais grave, ainda, gravíssimo! A subordinação da avaliação do desempenho dos professores e a sua progressão na carreira ao sucesso dos alunos (artigo 16º):&lt;br /&gt;5 — Para o efeito da parte final do número anterior o docente apresenta, na ficha de auto -avaliação, os seguintes elementos:&lt;br /&gt;a) Resultados do progresso de cada um dos seus alunos nos anos lectivos em avaliação:&lt;br /&gt;i) Por ano, quando se trate da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico;&lt;br /&gt;ii) Por disciplina, quando se trate dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;&lt;br /&gt;b) A evolução dos resultados dos seus alunos face à evolução média dos resultados:&lt;br /&gt;i) Dos alunos daquele ano de escolaridade ou daquela disciplina naquele agrupamento de escolas ou escola não agrupada;&lt;br /&gt;ii) Dos mesmos alunos no conjunto das outras disciplinas da turma no caso de alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;&lt;br /&gt;c) Resultados dos seus alunos nas provas de avaliação externa, tendo presente a diferença entre as classificações internas e externas.&lt;br /&gt;Tenho a certeza que reconhece de imediato o perigo que isto constitui… nada mais fácil para um professor que “produzir” sucesso. Aliás, estou convicta de que é essa a intenção deste Governo, para assim poder ostentar, com orgulho, as grelhas e os números e o inquestionável sucesso destas medidas… porque os números estão acima de qualquer dúvida!&lt;br /&gt;E, na verdade, tudo estará podre, sob essa capa de êxito. O sistema público de ensino passará a ser um faz-de-conta, um recinto para entreter os jovens… aqueles que não puderem pagar uma escola privada, que lhes garantirá um ensino exigente.&lt;br /&gt;E não olhe com esperança para a alínea c!… a avaliação externa só existe em algumas disciplinas e em alguns níveis de ensino. Como vê… mais um factor de desigualdade entre professores: uns nunca passarão por essa bitola e serão, com toda a certeza, professores de sucesso! E já nem falo do que é subordinar a qualidade do desempenho de um professor à heterogeneidade das turmas que encontra (ambiente familiar e social, motivações pessoais, capacidades cognitivas, enfim, muitos dados em jogo). Eu já tive boas, menos boas e más turmas: será que a minha competência varia tanto?&lt;br /&gt;Peço perdão pela extensão desta carta, mas o problema é por demais sério e, infelizmente, as arbitrariedades são tantas que não as consegui reduzir a menos.&lt;br /&gt;Creia-me, preocupada, mas esperançosa, no poder que a comunicação social exerce sobre a opinião pública. Neste momento, o problema não é só dos professores, é do país inteiro. É uma cidadã, professora e mãe que lhe escreve.&lt;br /&gt;Com elevada estima,&lt;br /&gt;Nome&lt;br /&gt;Cargo desempenhado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-1662160894065543929?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/1662160894065543929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=1662160894065543929' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1662160894065543929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1662160894065543929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/ensino.html' title='Ensino'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-1179770475106345062</id><published>2008-01-30T22:51:00.000+01:00</published><updated>2008-01-31T16:54:12.629+01:00</updated><title type='text'>Fábulas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão gosta muito de histórias. Conta-se na Beira que um homem, mais dotado pela natureza para sacrificar a Baco que para prover uma casa de todos os precisos, chegou um dia a casa mais para lá do que para cá. Foi à arca do pão e encontrou-a vazia. Oh mulher dum raio, que é do pão? Então tu tens a masseira, tens a peneira, e não fazes pão? Oh homem, pois se não temos farinha... E ela a dar-lhe com a farinha. Tens a peneira, tens a masseira... Oh homem, mas não tenho farinha! E a porca a dar-lhe com a farinha...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora a que propósito vem esta história? Será que o Bengalão, que se quer granítico de bom senso, terá perdido a memória RAM? Pois não, Leitor. O Bengalão aqui está, quase sensaborão. Vem esta história a propósito do côro de virgens pudibundas que uma vez mais se ergueu quando o Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados repetiu o que já tinha dito: que Portugal, desde as mais altas esferas do poder, está minado pela corrupção. E que dizem elas, as pudicas? Pois dizem: E a porca (com licença de Vossa Senhoria) a dar-lhe com a farinha... Ou seja, se faz acusações, apresente provas. E bem pode o Senhor Bastonário dizer que não tem farinha, ou seja, que que não está a fazer acusações, está apenas a constatar o que todos sabem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que ninguém possa acusar o Bengalão de atacar sempre os mesmos, dois exemplos simples, passado sobre eles o tempo suficiente para os olharmos desapaixonadamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Agosto de 2005, o Presidente do Tribunal Constitucional era conduzido pelo seu motorista, a 200 km por hora, na autoestrada, a 28 km de Lisboa e em direcção à capital. Era meio dia e oito minutos. A GNR constatou a infracção e não agiu. Segundo o responsável da GNR, não agiu por uma questão de simples bom senso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Interrogado pelos jornalistas, a primeira reacção se Sua Excelência foi torpe: disse que era o motorista, e não ele, que conduzia. Não há outra palavra. Descarregar a responsabilidade própria (mesmo moral) para um subordinado é uma torpeza. A segunda reacção de Sua Excelência foi dizer que estava com pressa, porque tinha uma reunião importante em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora Sua Excelência era Guardião da Constituição da República. Não ignorava Sua Excelência que, sendo todos os cidadãos iguais perante a Lei, estava a dizer que nós, quando temos uma reunião importante em Lisboa, podemos guiar a 200 km/h. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acresce que a tal reunião começava às 15 horas. Ou seja, que podia ser verdade que Sua Excelência tinha pressa, mas também é verdade que Sua Excelência mentiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que disse a isto o Conselho Superior da Magistratura? Que disse a isto o Sindicato dos Magistrados? Nada. Entraram mudos e sairam calados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro caso. Em 17 de Fevereiro de 2006, o Presidente do Supremo Tribunal Administrativo nomeou, por indicação do Vice-Presidente do mesmo Tribunal e para o cargo de secretário pessoal deste, o sobrinho do dito Vice-Presidente. O mancebo tinha 25 anos e era (e continuou a ser até ao fim desse ano lectivo) estudante pós-graduado da Faculdade de Direito da Universidade (do Porto!!!!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entendamo-nos. A nomeação é perfeitamente legal. O jovem tinha de certeza qualidades. Até era jogador de xadrez, aliás de algum nível. E tinha tentado, sem êxito, obter um lugar de deputado nas eleições do ano anterior (para se ver que o Bengalão não zurze só o Arco da Governação, diga-se desde já que o mocetão foi candidato do Bloco de Esquerda). A questão não é essa. Longe do Bengalão (Vade retro, S. Tomás, como diz o Ingenhêro que já na catequese tinha da assiduidade a mesma ideia vaga que havia de o tornar famoso na Universidade Independente). Mas não sendo possível que um jovem sem experiência profissional fosse, indubitavelmente, o mais competente dos possíveis nomeados, segue-se que teria sido prudente pesar outros valores. A Justiça não pode apenas ser séria. Tem também de o parecer. E não parecem sérios, aqueles dois nomes de família iguais, lado a lado, no Diário da República. Os superiores interesses da Justiça teriam recomendado outra prudência. Sua Excelência Meritíssima não foi assim prudente e não sopesou convenientemente os dois interesses em conflito. O problema é que essas são as duas qualidades essenciais de um Juiz. E Sua Excelência Meritíssima não se demitiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Conselho Superior da Magistratura nada disse. E o Sindicato dos Magistrados disse nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a porca a dar-lhe com a farinha? Ora! Bengaladas!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-1179770475106345062?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/1179770475106345062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=1179770475106345062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1179770475106345062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1179770475106345062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/fbulas.html' title='Fábulas'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-6690596345237730068</id><published>2008-01-30T14:07:00.000+01:00</published><updated>2008-01-30T14:34:24.266+01:00</updated><title type='text'>Remodelação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão tem pouco a dizer sobre a remodelação. É claro que as pessoas contam. E não é a mesma coisa ter pela frente um Dominicano como o Sr. Correia de Campos ou um Jesuíta como o Sr. Bagão Félix. Mas o que é importante é a política que o Ingenhêro lhes manda fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dos actos mais controversos da anterior Ministra da Cultura foi a entrega da sala de exposições mais prestigiada do país a um coleccionador privado, comprometendo-se ainda, em nosso nome, a comprar-lhe a colecção daqui a uns anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Estado Português não tem um único grande museu nacional de arte contemporânea. A política do Estado Português para a Arte contemporânea centra-se, assim, na colecção Berardo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pausa, para sermos claros. O Bengalão não defende que o Estado tenha uma política para a Arte contemporânea. Se o Bengalão pudesse, passava as suas tardes em Serralves, que não é estatal e onde o Bengalão viu algumas das mais bem organizadas exposições da sua vida. Não. O Bengalão conhece países em que o Estado intervem, fortemente, na produção artística contemporânea. O Bengalão entende que isto tem vantagens: mais protegidos, os artistas podem dedicar-se ao que melhor sabem fazer, obras de arte; e entende que isto tem inconvenientes: em última análise, é o Estado, e não os artistas, que decide os caminhos da Arte. O Bengalão conhece também países em que o Estado não se mete nessas coisas. Os artistas têm aí toda a liberdade e nenhuma protecção. O Bengalão acha, portanto, que qualquer das posições é defensável. O Bengalão tem a sua opinião, olha quem, mas ela não vem aqui para o caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão teria compreendido que a Senhora Ministra da Cultura tivesse declarado ao país: O Estado não tem política para a Arte contemporânea. Os Senhores Pintores que pintem, os Senhores Escultores que esculpam, os Senhores Fotógrafos que fotografem. O Estado, o mais que fará, se tiver tempo e estiver para aí virado, é ir à vernissage.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teria o Bengalão igualmente compreendido que a Senhora Ministra tivesse informado os cidadãos: A política do Estado para a Arte contemporânea é a seguinte: O Estado gosta muito de verde. Portanto, Senhores Pintores, aos pincéis, Senhores Escultores, aos escopros, Senhores Fotógrafos, às objectivas. O Estado cá estará para vos pagar. Mas de verde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que o Bengalão não consegue compreender é que a Senhora Ministra tenha dito: O Estado tem uma política para a Arte contemporânea. É, ponto a ponto, linha a linha, coincidente com o gosto e com os interesses financeiros do Sr. Comendador Berardo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto, o Bengalão não entende. Por isso o deixa preocupado que, para substituir a Senhora Ministra, tenha sido escolhido um jurista, administrador da colecção Berardo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-6690596345237730068?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/6690596345237730068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=6690596345237730068' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/6690596345237730068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/6690596345237730068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/remodelao.html' title='Remodelação'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8318262415507032080</id><published>2008-01-29T21:37:00.001+01:00</published><updated>2008-01-29T21:40:42.186+01:00</updated><title type='text'>Reconhecimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa das suas últimas mensagens, o Bengalão disse que o Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados não tinha referido a promiscuidade que resulta da continuação da actividade de advogados enquanto exercem o seu mandato de deputados. Era verdade. Fê-lo hoje, na abertura do Ano Judicional. Daí o reconhecimento do Bengalão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8318262415507032080?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8318262415507032080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8318262415507032080' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8318262415507032080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8318262415507032080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/reconhecimento.html' title='Reconhecimento'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-2304249120328657560</id><published>2008-01-29T19:25:00.000+01:00</published><updated>2008-01-29T19:58:55.063+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corrupção'/><title type='text'>Demissão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apesar do que disse na sua última mensagem, não se pense que o Bengalão ficou muito contente com a demissão do Ministro da Saúde (e já agora, com a da Ministra da Cultura, que também tinha que se lhe dissesse. O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais pediu para sair. Deve ser homem de bem). E não ficou muito contente porque o problema não é só o Ministro. O problema é o projecto de quem nos governa. Quando o Bengalão diz "quem nos governa", não se refere a este Governo, ou ao partido que o sustenta. Não. O Bengalão ainda não viu diferenças entre o projecto de sociedade do Ingenhêro, o do Luís Filipe e o do Paulinho. (Veja-se o que há tempos se disse sobre o Arco da Governação). O Bengalão refere-se assim a todos eles, mais a quem neles manda. O Bengalão já está a ver daqui quem, de dedo em riste, o acuse: mais um comuna, com a cassette da mudança de política. Não é verdade. O Bengalão é um democrata convicto. O Bengalão acredita que projectos diferentes de sociedade devem ter a oportunidade de governar em alternância, para se ir atingindo, lentamente, equilíbrios diferentes que acabam por mudar os próprios projectos. Democracia é isto. Quem não acredita nisto são eles, que tudo fazem para impedir a alternância. Para que a Democracia funcione, várias coisas são necessárias. Entre estas, está uma luta sem quartel contra a corrupção. Mas a corrupção não é apenas a a sua forma mais brutal, em que um pato bravo paga a um mafarrico qualquer para este lhe dar um jeito. Não. Há formas mais subtis. Um exemplo, à laia de fábula:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era uma vez dois rapazes, quinze anos, alunos do mesmo Liceu. Um deles, aluno extraordinário, gostava de estudar. O outro estroina, dedicava-se mais à militância na juventude do Partido de que o pai era deputado. (Vês, Leitor, que podes pôr aqui o nome de vários partidos? E acredita que é com mágoa que o Bengalão o diz). No fim do nono ano, o primeiro seguiu naturalmente os seus estudos. O outro foi para um Colégio privado de um amigo do pai onde, como por milagre (e para provar que o ensino privado é muito melhor que o público), começou a ter boas notas. No fim do ensino secundário, entrou na Universidade Independente, onde o papá era administrador e a mamã professora. O seu colega, brilhante como sempre, entrou no Instituto Superior Técnico, onde, alguns anos depois, se licenciou com 19 valores. O militante lá conseguiu terminar um curso com 10.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Achas, Leitor, que o Bengalão exagera, que as coisas não são bem assim? Claro que não são exactamente assim. O Bengalão tem consciência de que isto é uma caricatura. Mas, Leitor, confessa, não reconheces o retrato? Achas que é apenas imaginação do Bengalão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continuemos, portanto. O que aconteceu aos nossos meninos? Pois o que já se sabe. O filho do Senhor Deputado foi contratado para o Gabinete de um dos Ministros amigos, com um salário de 3500€ mensais, com descontos para a pensão e para o fundo de dsemprego, porque, não é, nunca se sabe o dia de amanhã. O outro, que gostava mesmo de estudar, resolveu fazer um doutoramento, concorrendo à Bolsa mais prestigiosa do país, a da FCT. Entre muitos candidatos, e porque era mesmo muito bom, ganhou. O Estado dá-lhe menos de 1000 € por mês, sem descontar para uma pensão ou para o fundo de desemprego. Quando terminar o doutoramento, se não arranjar emprego, nem subsídio tem. Se arranjar, começa finalmente, aos trinta e tal anos, a descontar para a sua pensão de reforma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, o Ingenhêro continua a dizer estas duas coisas espantosas: Primeiro, que é necessário descontar mais anos para a reforma, segundo, que o futuro do país é a sociedade do conhecimento. E os nossos melhores jovens olham-no com desprezo e vão procurar, noutro país, um ambiente menos fétido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Corrupção é isto. Por muito legal que seja. Por muito que se façam campanhas a mostrar que Portugal é um país moderno e civilizado. Não é. É um país corrupto. Todos conhecemos os culpados. Somos nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-2304249120328657560?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/2304249120328657560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=2304249120328657560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2304249120328657560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/2304249120328657560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/demisso.html' title='Demissão'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-5784522252298356808</id><published>2008-01-29T12:41:00.000+01:00</published><updated>2008-01-29T15:06:20.184+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ministro saúde parlamento urgência maternidade'/><title type='text'>Haja saúde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão confessa que é um espectador atento dos debates parlamentares. Há uma cadeia de televisão, incluida no pacote de canais que o Bengalão recebe, que transmite, alternadamente (não, a palavra não vem de alterne), os debates da Assembleia da República e os dislates de um bufarinheiro que vende uns produtos à base de plantas e que curam tudo, da eriplsela ao cancro da mama. Imagine-se o que o Bengalão poderia agora dizer, aproveitando esta proximidade digital, para diminuir ainda, se possível, a imagem dos nossos representantes. Mas o Bengalão é um homem sério, não cede à facilidade nem é um demagogo barato. Conhece até pessoas que são o exacto oposto disso. São os nossos caros demagogos. Mas não, o Bengalão não vai aproveitar a oportunidade de ... Não, não vai mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se estranhe, assim, que o Bengalão tenha já assistido, e por várias vezes, às actuações públicas do Senhor Ministro da Saúde. O Bengalão, fino observador, reparou que Sua Excelência, quando responde a uma pergunta, arvora um sorrizinho, que aliás é semelhante ao da D. Lurdes, que lhe recorda o nome por que ficou conhecido em França um primeiro ministro da República, Edouard Baladur: Sa Courtoise Suffisance Balamou I. Deve ser do excesso de informação. O Bengalão confessa que não sabe.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como estamos em maré de confissões, o Bengalão confessa ainda que não tem a formação necessária para julgar a justeza das medidas do Ministro da Saúde. O Bengalão não faz a mínima ideia do número de intervenções de urgência necessárias para que um urgentista esteja em forma, nem do número de partos precisos para que um obstetra se porte, na altura do nascimento de mais um cidadão, como o Cristiano Ronaldo em Manchester.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não sabe. E, como não sabe, não fala disso, para não ser condenado a ouvir, para o resto da sua vida, os Concertos para violino do Chopin, como aconteceu há uns anos a um Ministro da Cultura, actual assessor jurídico de uma empresa pública e titular de outros cargos sumarentos. Mas há coisas que o Bengalão sabe. O Bengalão sabe, por exemplo, que, se se quiser atrair pessoas para o interior, é necessário não esbulhar completamente a região dos serviços mínimos que a podem tornar atraente. O Bengalão sabe que, na época em que os partos se faziam com a ajuda de Deus e das tias solteiras, na mesma cama em que os filhos foram feitos, o aparecimento de uma parteira sem experiência salvou muitas vidas. O Bengalão sabe também que quem não tem cão caça com gato e que quem tiver muita fome até de furão faz. Ou seja, o Bengalão, ignorante como é, tem pelo menos aquilo a que o Ingenhêro, se soubesse Inglês, chamaria a sua pitadazinha de horse-sense. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Senhor Ministro da Saúde, que sabe muitas coisas, não sabe isto. O Senhor Ministro da Saúde sabe muito, principalmente números. De cada vez que alguém lhe diz alguma coisa, o Senhor Ministro responde com números. Ó Senhor Ministro, então o caso daquele idoso...? Nem o deixa acabar. 327, fulmina-o. E o encerramento do SAP da Anadia? 423, diz ele. E as ambulâncias? 89745, dispara o Ministro. E cada audição de Sua Excelência parece um concurso de cauteleiros. E nós continuamos a esperar que nos saia a Sorte Grande.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os casos recentes de Trás-os-Montes mostram bem o que se passa. Encerradas as urgências, foram substituidas por um esquema de transportes em meios que dependem da gravidade que é determinada por telefone, nem sempre por um médico. O doente é transportado a uma distância que chega a ultrapassar os 50 km. O Senhar Ministro da Saúde, que nunca andou pelas estradas secundárias de Alijó no inverno, garante que ninguém está a mais de 1 hora de Vila Real. Santa Ignorância! Mais. O Senhor Ministro garantiu que estava tudo preparado. Mas o Senhor Ministro contava com os Bombeiros Voluntários e com a sua preparação. Contava com ela, sublinhe-se. Não lhes deu formação, não informou as respectivas direcções de quem era responsável pelo gasóleo e pela manutenção das ambulâncias. Nem pensou que era natural que, à noite, estivesse apenas um Bombeiro de serviço, não necessariamente com formação na área das urgências. E não pensou porque o negócio dele é números. Quer dizer, o Bengalão, que é bem educado, não dirá que o Senhor Ministro, quando disse que estava tudo preparado, mentiu. Dirá antes , como diria o Ingenhêro se soubesse Inglês, que ele usou de economy with the truth.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda estes casos estavam frescos, foi posto na rua de um hospital um idoso que se queixava, provavelmente, de uma cólica renal. O seu estado de debilidade saltava aos olhos do motorista de taxi. E aquele Senhor estava nu. Nu. Não foi tratado. Foi humilhado. Foi obrigado a atravessar a rua em que morava despido, mal coberto pelo xaile da mulher. Umas horas depois, foi de novo levado ao hospital e morreu. Ninguém se demitiu. O Senhor Ministro ofendeu-nos com números, quando foi interrogado. Nas últimas intervenções públicas de Sua Excelência, tem ele repetido, várias vezes, a expressão "ente querido", como se diz na frieza das notícias necrológicas. O que o Senhor Ministro não aprendeu foi a pedir desculpa. Em nosso nome. De todos nós, que deixámos, no século XXI, um Homem morrer, aos 75 anos, nu, sob os olhos espantados da companheira, em nome da eficiência. Nós. Que não nos escandalizamos. Que não chamamos os bois pelos nomes. Que não dizemos ao Senhor Ministro que ele sabe muito. Muitos números. Pode ser um excelente assessor, de alguém que saiba menos de números e mais de pessoas. Para Ministro não serve. Ministro quer dizer Servidor. E Sua Cortês Suficiência tem demasiadas certezas para estar ao nosso serviço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-5784522252298356808?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/5784522252298356808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=5784522252298356808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5784522252298356808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/5784522252298356808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/haja-sade.html' title='Haja saúde'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4890638466765310011</id><published>2008-01-27T19:07:00.000+01:00</published><updated>2008-01-29T15:05:23.449+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ASAE Engenheiro Bota parlamento'/><title type='text'>Isto anda tudo ligado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois é. Isto anda tudo ligado. O Bengalão queria falar sobre o tabaco e a ASAE. Teve de falar noutra coisa que, no fim de tudo, o conduziu aos LEGOS, que era também uma boa maneira de falar da ASAE e do tabaco. Estava a pensar como havia de juntar as pontas quando, ligado o rádio, ouviu o Botas (não o Velho, mas o novo Botas) dizer que a ASAE é como a PIDE. O Bengalão acha normal. O Botas sabe lá o que é a PIDE... O Botas, que nos habituou a uma elegância que só tem paralelo com a sua inteligência, estava apenas a fazer o que melhor sabe: produzir inanidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que algumas actuações da ASAE nos deixam boquiabertos. Quando a ASAE encerra a Ginjinha, é natural que o Bengalão se interrogue sobre a sensatez da decisão. Mas o que nunca ninguém contestou foi a legalidade da decisão. Ora a ASAE é apenas uma Polícia. Cumpre-lhe aplicar a Lei, e não fazê-la. Se a ASAE, no cumprimento da Lei, faz algo que nos parece errado, a culpa não é da ASAE, é da Lei. E quem são os primeiros a criticá-la? Pois os LEGOS. Os que fizeram a Lei. Quer dizer, provando a actuação da ASAE que a Lei está mal feita e que quem a fez é incompetente, os LEGOS, em vez de pedirem desculpa da estultícia e de se atirarem ao estudo e ao trabalho, corados e de orelhas murchas, acusam a ASAE de ter chamado a atenção para a incapacidade de Suas Insolências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queres um exemplo, caro Leitor? Os LEGOS, na sua Suficiência fizeram uma Lei contra o uso do tabaco. Ao contrário de muitos comentadores apaixonados, o Bengalão não é afectado pela Lei. Não fuma, raramente vai a restaurantes onde se pudesse fumar, não vai a discotecas ou a casinos. Mas fizeram-na. Tão bem ou tão mal, que uns dias depois teve o Director-Geral da Saúde de vir prestar esclarecimentos sobre a correcta interpretação da Lei, quer dizer, mostrar que a Lei tinha sido mal feita.&lt;br /&gt;A Lei entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2008. E logo foi fotografado o Inspector-Geral a fumar no Casino de Lisboa. A partir daqui, a espiral da criatividade nacional mostrou-se no seu melhor. O Bengalão explica, por ordem e com calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ACTO I&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Senhor Inspector-Geral, que fora apanhado a fumar num local público fechado e que não tinha cumprido o seu dever, multando o Casino por não ter os cartazes a dizer Proibido Fumar, veio declarar que a Lei se não aplicava nos Casinos. Poucas vezes a criatividade nacional se mostrou tão verdejante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ACTO II&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Representante dos Casinos de Portugal aproveitou a finta e apressou-se a daclarar que os Casinos tinham de ter um tratamento especial, porque eram essenciais para o Turismo. O Bengalão admite que é muito viajado e que encontrou na sua vida muitos turistas que lhe deram as mais variadas razões para virem ou terem vindo a Portugal. Conheceu mesmo um turista que queria vir a Portugal porque sempre simpatizara com espanhois. Também conheceu muitos turistas que queriam ir a casinos. Mas os que querem ir a casinos querem ir a Las Vegas, Mónaco, Macau ou até, nalguns casos, ao Botswana. Agora, turistas que quisessem vir a Portugal pelos casinos, nunca encontrou nenhum. A não ser um Napolitano, visceralmente habituado ao caos da sua cidade, achando-a demasiado organizada desde que Prodi, o Bolonhês, tinha subido ao poder, que queria vir a Portugal, ver "il casino, il vero".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ACTO III&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os LEGOS, que são, lembremo-lo, autores da Lei, protestaram e obrigaram o Senhor Inspector-Geral a ir à Assembleia meter os pés pelas mãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que os LEGOS não explicaram a ninguém foi o seguinte: Ao incluirem na Lei um artigo que dizia "Esta Lei entra em vigor no dia 1 de Janeiro de 2008", esperavam estes monumentos da inteligência que todos os proprietários de estabelecimentos em que as pessoas comemoravam o fim de ano fossem, ao bater da meia-noite, instalar os cartazes de proibição e interromper o cantor que cantava "Você diz que a cachaça é água" para dizerem com voz rouca ao microfone: "Minhas Senhoras e meus Senhores, a partir deste segundo é proibido fumar"? Era isto que esperavam Suas Excelências? Oh Zoilos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer bedel da Universidade Independente era capaz de lhes dizer: Oh Senhores Engenheiros, se calhar é melhor a Lei entrar em vigor no dia 2, ou até no dia 3.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oh Botas, estás a ver por que é irrelevante o que tu dizes da ASAE? É que tu pertences àquele grupo, ao tal que, tendo parido aquela Lei, acusa quem a faz aplicar de todos os males.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4890638466765310011?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4890638466765310011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4890638466765310011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4890638466765310011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4890638466765310011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/isto-anda-tudo-ligado.html' title='Isto anda tudo ligado'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-8780755275168203618</id><published>2008-01-27T13:00:00.000+01:00</published><updated>2008-01-29T15:04:33.060+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ASAE parlamento corrupção negócios promiscuidade'/><title type='text'>LEGOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão admite que é preguiçoso. Estava o Bengalão, que, confesse-se com coragem, já atingiu a idade das dignidades abaciais, a meditar sobre a melhor maneira de te dizer, caríssimo Leitor, o que pensa sobre o tabaco a a ASAE, quando rebenta o escândalo. O Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados resolve dizer o que toda a gente sabe. Como se sabe, o crime mais grave em Portugal é exactamente este, o de dizer o que toda a gente sabe, é mesmo o único crime, dos que não envolvem sangue, que é punido. Ora o que disse o Senhor Bastonário? Pois disse que, em Portugal, há uma promiscuidade entre negócios e política que fazem com que a corrupção seja endémica. O Bengalão acrescenta aos negócios e à política a comunicação social. Não acreditas, Leitor? A tua ingenuidade comove-me. É ou não é verdade que os DOIS últimos primeiros ministros que houve em Portugal, antes de o serem, eram comentadores políticos numa estação de TV? É ou não verdade que quem nós vemos a comentar a realidade política são pessoas profundamente comprometidas com os partidos políticos? O Bengalão acrescenta ainda as Universidades privadas e os politécnicos, mesmo públicos. Estará o Bengalão a exagerar? Faz um exercício, Leitor, e vai à internet ver a lista de pessoas que, nos últimos anos, ocuparam cargos na gestão de Universidades privadas em Portugal. Anda, vai ver. O resultado mostra que todos eles têm um interesse objectivo em fazer duas coisas: descredibilizar o ensino público e calar a lama que é o ensino superior privado em Portugal. (O Senhor Cardeal Patriarca, paciente e generoso como é, perdoar-me-á que só depois de dito isto reconheça a qualidade da Universidade Católica). Interesse objectivo, disse eu. Quero dizer, têm dinheiro a ganhar com isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estávamos a falar do Senhor Bastonário do Ordem dos Advogados, que falou, e bem, em promiscuidade. Lamentavelmente, esqueceu-se de uma das mais evidentes. Cerca de 20% dos Deputados da Nação (pobre Nação!) são Advogados. Não, caro Leitor, não são juristas, são, e exercem, Advogados. Quer dizer, um sujeitinho pode estar, de manhã, a procurar fazer aprovar na Assembleia da República uma Lei, no uso do seu mandato popular, para, à tarde, no seu escritório a invocar, no uso do seu mandato fiduciário. É tão simples como isto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que a intervenção do Senhor Bastonário provocou o habitual côro de virgens ofendidas. Todos eles, o Ingenhêro, o Luís Filipe, o Paulinho (o Bengalão aproveita para esclarecer que se limitou aqui, por óbvias razões de espaço, àquilo a que o PP, em bicos de Ppés, costuma chamar, com piada, o Arco da Governação, nome bonito, sólido, de bairro antigo, então onde mora, moro na Rua do Arco da Governação, nº3, 2º andar direito, digam-me lá se não cheira logo a mangerico?). Todos eles assumiram uma pose de Estado (já viste o Paulinho a assumir pose de Estado? Vê bem, vale a pena, faz cara de mau, que o Estado é uma coisa séria, mas, não sei por quê, fica com cara de Cantinflas) e disseram mais ou menos isto: Ai ele acusa? Então que prove. Leitor, se estiveres distraído, até podes pensar que eles têm alguma razão. Mas o Bengalão, que os conhece de ginjeira, vê mais longe. É claro que, quando alguém acusa outra pessoa de ter ido contra a Lei, deve prová-lo. Mas não é disso que se trata aqui. Aquilo de que se trata é que há milhares de casos em Portugal em que gente ligada ao poder ganhou dinheiro e posições, de uma forma perfeitamente legal, mas absolutamente imoral. O Homem das Estradas, que, enquanto ministro, deu uma concessão bilionária a uma empresa e, quando deixou de o ser, passou a Presidente da mesma empresa (dir-me-ão que ele era ultracompetente naquela matéria e por isso foi contratado, mas nem isso. Era ele o Ministro responsável das estradas quando foi construido o IP5, com dinheiro da CEE. Ele deve ter sido a única pessoa em Portugal que não percebeu que, dado o previsível aumento de tráfego decorrente da adesão, se devia construir uma auto-estrada. O resultado foi que, uns anos depois, foi preciso fazê-la, deitando fora mais uns milhões de contos) pode ter cumprido escrupulosamente a Lei, mas isso não faz dele um homem de bem. O que está aqui em causa, portanto, não é se houve ou não crimes, embora também isso seja importante, mas se os Senhores Legisladores fazem bem o seu trabalho, ou até, horribile visu, como diria o Ingenhêro em Latim se tivesse estudado numa boa escola inglesa, se legislam assim exactamente para permitirem quer estes casos se passem. O Bengalão tenciona escrever mais sobre o assunto. Para isso, é necessário sabermos antes quem faz as Leis. Não, não é só a AR. É também o Parlamento Europeu, os Ministros no Conselho da UE, o próprio Governo, responsável pela maioria das iniciativas legislativas em Portugal e pela respectiva regulamentação. Dirás tu, Leitor: é a classe política. Mas achas mesmo, caro Leitor? Classe? Quem? O Ingenhêro? O Luís Filipe? O Paulinho? Não, Leitor. Mas Legisladores é grande demais. Por isso, propônho-te uma forma abreviada: LEGOS. São manerinhos, estão ligados à construção civil, são versáteis e, no fundo, são todos iguais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-8780755275168203618?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/8780755275168203618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=8780755275168203618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8780755275168203618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/8780755275168203618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/legos.html' title='LEGOS'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-6858405458578326138</id><published>2008-01-19T00:11:00.000+01:00</published><updated>2008-01-29T15:03:34.497+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fumo tabaco ASAE'/><title type='text'>É só fumaça!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estava o Bengalão a preparar-se para um fim de semana calmo, com um cozido à Portuguesa no Sábado e uma viagenzita no Domingo, quando, abruptamente, lhe entra pela casa adentro o Director-Geral da Saúde. Pois, que era preciso interpretar a Lei convenientemente, pois que nos casinos também é proibido fumar, pois que, apesar de a Lei só no que diz respeito aos restaurantes limitar o espaço para fumadores a uma determinada percentagem do superfície total, que era evidente que nos outros espaços públicos também não se podia exceder este limite. O Bengalão, que não tem medo de quase nada, confessa que tem pavor à evidência. Foge dela como diabo da cruz. E, sempre que alguém, ainda por cima com barbas, lhe vem falar da verdadeira interpretação da Lei, o Bengalão alça a bengala. Se é assim tão evidente que nos outros espaços também se não pode exceder o limite, por que é que o Legislador refere, expressa e unicamente, os restaurantes?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão aproveita para declarar, antes que alguém possa pensar que está a defender os seus próprios interesses, que não fuma. Já fumou, mas não fuma. E voltar a fumar, jamé, como se diz em Alcochete. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão não consegue, nem conseguiria se tentasse, desligar este episódio de um outro, que lhe alegrou os serões de uma gripe que o deixou de rastos no Ano Novo. A coisa passou-se assim:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Presidente da ASAE, ou Director, ou Inspector-Chefe, ou Grande Dirigente e Educador do Consumidor Português, ou Lá o que É, foi passar o fim de ano ao Casino. Fez bem. Não há razão nenhuma para não ir. À meia noite, entrou em vigor uma Lei, de que o Excelentíssimo Senhor é Vigilante Máximo, que obrigava TODOS os locais de diversão nocturna a proibir o fumo no seu interior, assinalando a proibição da maneira prevista pela própria Lei, a não ser em partes especificamente destinadas ao vício de Nicot, em condições estritas que, manifestamente, não eram ali cumpridas. O que fez Sua Excelência? Acendeu um charuto. Mais tarde, quando lhe perguntaram por que o fizera, o Querido Lider deu estas duas explicações fantásticas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1-Achou que a Lei não se aplicava aos casinos;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2-Estava toda a gente a fumar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estas explicações suscitam alguns comentários. Para que a Lei se não aplicasse aos casinos, sendo aplicável a todos os locais de diversão nocturna, era preciso que não fosse de noite, ou que um casino não fosse um local de diversão, ou, mais profundamente, que um casino não fosse um local.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A não ser que o senhor Intendente nos queira dizer o seguinte: a não ser que a Lei estipule expressamente que um tipo de local deve ser incluido na designação geral, como um casino nos "locais de diversão nocturna", é legítimo que o cidadão alegue que não sabe se a Lei se aplica. Mais ainda no caso de "estar toda a gente a fumar". Dá-nos isto a ideia do que vai ser a actuação da ASAE:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estão alguns cidadãos, pacatamente, numa tasca que serve refeições, que não é, necessariamente, um restaurante, a acabar a sua bica e o bagacito servido, como manda a Lei, de uma garrafa com rótulo e tudo, a palitar os dentes com palitos de plástico asséptico, made in UE, a fumar uma cigarrada, quando as portas se abrem com fragor e entram, tremei, os Inspectores da ASAE. Um deles, o mais alto, de bigode farto e polegares apoiados no bordo dos bolsos, dispara: "Então, ó chefe, onde é que está o dístico a dizer que é proibido fumar?" O silêncio invade a sala. Os cigarros ficam suspensos do que vai acontecer. Autua? Não autua? (O Bengalão aproveita para dizer, no melhor da festa, que o seu sonho sempre foi poder escrever esta frase, vá lá outra vez, Autua? Não autua? Não acham que fica ainda mais bonito com minúscula?) Nisto diz o dono: "Ó Senhor Fiscal, tenha calma, que isto não é nenhum restaurante, é uma simples tasca." O Inspector franze ainda mais o sobrolho. E troa: "Mais alguém tem alguma coisa a dizer?" E vai puxando da caderneta das coimas. Até que, do fundo da tasca, alguém tosse e, com voz fininha, arrisca: "Mas está toda a gente a fumar..." A tensão sobe. O Inspector parece mais alto. Poisa a caderneta das coimas. Arruma a esferográfica. E acende pacificamente um cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ninguém lhe dá bengaladas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: O Bengalão tem lido alguma prosa de expoentes da Indigentzia lusa que ataca a ASAE, chegando ao ponto de a comparar às SS. O Bengalão quer deixar claro que esta comparação é obscena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-6858405458578326138?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/6858405458578326138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=6858405458578326138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/6858405458578326138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/6858405458578326138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/s-fumaa.html' title='É só fumaça!!!'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-1692467325232712155</id><published>2008-01-15T10:00:00.000+01:00</published><updated>2008-01-29T15:03:00.428+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ota Alcochete aeroporto'/><title type='text'>Aeroporto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aleluia! Aleluia! Aleluia! O Ingenhêro já decidiu! O aeroporto da Ota vai ser em Alcochete! Quer dizer, o aeroporto de Lisboa vai ser em Alcochete. O Bengalão, que sempre defendeu a única solução sensata para a momentosa questão, ou seja, a construção do novo aeroporto de Lisboa em Santa Maria de Lamas, com as pistas forradas a cortiça para evitar o ruído, congratula-se com a decisão, porque estava farto de ouvir todos os cidadãos deste país discutir todos os dias a mesma coisa. O Bengalão acha que assim o país poderá voltar a tratar do Apito Dourado e de outras coisas igualmente importantes. Há só um pontinho, um pormenor que embaça esta tranquilidade aliviada. Então não é que a Ota, não contente por se ver livre dos aviões, resolve exigir ser ressarcida dos prejuízos? A Ota, que digo eu, toda a região do Oeste. A lógica deles é esta: Eles para ali estavam sem fazer nada, ou quase nada, salvo algumas peras rocha para exportação e muito pouco dinheiro. O Ingenhêro, ou alguém por ele, prometeu-lhes um aeroporto. Eles acharam logo que agora sim, iam poder exportar as peras mais depressa. E começaram logo a fazer contas aos patos da Mofina. (Para os Licenciados da Universidade Independente, que podem não entender a alusão, onde se lê "aos patos da Mofina", leia-se "com o ovo no cu da galinha"). O Bengalão comove-se com a ingenuidade de quem crê a este ponto nas promessas do Ingenhêro, mas tem mais a dizer. Se o princípio pega, o Bengalão também quer ser indeminizado. O Bengalão, que tem raízes na Guarda, acha que se a Ota leva algum por não ter aeroporto, a Guarda também tem de levar. O aeroporto de Lisboa também não é na Guarda! E nós nem produzimos peras. E, já agora, nós, uma das cidades mais velhas do país, burgo visigótico elevado a cidade pelas barbas do velho Sancho Afonses, queremos euros, reais, maravedis, pelas outras coisas que se fizeram alhures: O aeroporto, claro, mas também a Torre de Belém, o Palácio de Cristal, a Capela dos Ossos, O Poço de Boliqueime, o Parque Eduardo VII, a rotunda de Abraveses, o Casino do Estoril e a autoestrada do sul. Ai, Teixeira dos Santos, se a moda pega...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-1692467325232712155?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/1692467325232712155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=1692467325232712155' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1692467325232712155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/1692467325232712155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2008/01/aeroporto.html' title='Aeroporto'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3831762823058892090.post-4747274445446504793</id><published>2007-12-26T15:26:00.000+01:00</published><updated>2008-01-29T15:02:30.738+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CGD'/><title type='text'>Luís Filipe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão começa por declarar com solenidade que não morre de amores pelo Ingenhêro. Digamos, para sermos brandos e corteses, que, na luta eterna entre o Sócrates e a Cicuta, que é a base da Civilização Ocidental, todo o carinho, toda a paixão do Bengalão vai para a Cicuta. Mas o Luís Filipe excedeu-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A coisa passou-se assim: é preciso nomear um novo Presidente para a CGD. A CGD é propriedade do Estado. Quem, no Estado trata destas minudências é o Governo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então não é que o Luís Filipe resolve dizer que o Presidente deve ser do PSD, deve ser mesmo o Cadilhe?, Ou seja, que deve ser ele, Luís Filipe, a escolhê-lo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bengalão sabe que o Luís Filipe é um rapaz de talento. Sabe o Luís Filipe que, atirando assim um nome ao ar, nunca o Ingenhêro o nomearia, sob pena de perder, ou parecer perder, a sua autoridade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim sendo, que mal fez o Cadilhe ao Luís Filipe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou será que o Luís Filipe quis outra coisa? Poderá ser, perish the thought, como diria o Ingenhêro se soubesse Inglês, que o Luís Filipe só tenha dito isto, arrastando assim consigo o nome de um correligionário que, contrariamente a muitos outros, tem e merece o nosso respeito, para, depois de ser nomeado alguém menos próximo dele, poder gritar pelo escândalo das nomeações políticas? Ou seja, será que o Luís Filipe está a fazer de nós parvos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece ao Bengalão que o Luís Filipe está a precisar de que os seus amigos dos Super-Dragões, pelo menos os que ainda não estão presos, lhe vão cantar à laia de Janeiras, o seu conhecido êxito: Ó Luís Filipe, laralalala!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ninguém lhe dá bengaladas?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3831762823058892090-4747274445446504793?l=bengalinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bengalinha.blogspot.com/feeds/4747274445446504793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3831762823058892090&amp;postID=4747274445446504793' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4747274445446504793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3831762823058892090/posts/default/4747274445446504793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bengalinha.blogspot.com/2007/12/lus-filipe.html' title='Luís Filipe'/><author><name>O Bengalão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
