quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Luís Filipe

O Bengalão começa por declarar com solenidade que não morre de amores pelo Ingenhêro. Digamos, para sermos brandos e corteses, que, na luta eterna entre o Sócrates e a Cicuta, que é a base da Civilização Ocidental, todo o carinho, toda a paixão do Bengalão vai para a Cicuta. Mas o Luís Filipe excedeu-se.
A coisa passou-se assim: é preciso nomear um novo Presidente para a CGD. A CGD é propriedade do Estado. Quem, no Estado trata destas minudências é o Governo.
Então não é que o Luís Filipe resolve dizer que o Presidente deve ser do PSD, deve ser mesmo o Cadilhe?, Ou seja, que deve ser ele, Luís Filipe, a escolhê-lo?
O Bengalão sabe que o Luís Filipe é um rapaz de talento. Sabe o Luís Filipe que, atirando assim um nome ao ar, nunca o Ingenhêro o nomearia, sob pena de perder, ou parecer perder, a sua autoridade.
Assim sendo, que mal fez o Cadilhe ao Luís Filipe?
Ou será que o Luís Filipe quis outra coisa? Poderá ser, perish the thought, como diria o Ingenhêro se soubesse Inglês, que o Luís Filipe só tenha dito isto, arrastando assim consigo o nome de um correligionário que, contrariamente a muitos outros, tem e merece o nosso respeito, para, depois de ser nomeado alguém menos próximo dele, poder gritar pelo escândalo das nomeações políticas? Ou seja, será que o Luís Filipe está a fazer de nós parvos?
Parece ao Bengalão que o Luís Filipe está a precisar de que os seus amigos dos Super-Dragões, pelo menos os que ainda não estão presos, lhe vão cantar à laia de Janeiras, o seu conhecido êxito: Ó Luís Filipe, laralalala!
E ninguém lhe dá bengaladas?

1 comentário:

José Luiz Sarmento disse...

Para um, bengaladas, para o outro, cicuta. Pergunto-me até onde irá esse justo afã morigerador...